Se imagina jogando videogames no horário de trabalho?

Gamificacion

O videogame clássico Mario Bros, em que entram instruções nas instalações ou em que de repente fazem explodir estações de serviço. Empresas como a Shell beneficiam de plataformas de eLearning para formar os seus funcionários em aspetos tão importantes como a segurança nas suas refinarias ou estações de serviço. Para esse efeito, utilizam soluções de “serious games” para a formação dos seus funcionários, garantindo que eles conhecem a funcionalidade dos seus novos sistemas, são capazes tanto de identificar e resolver problemas técnicos como de analisar situações reais de intervenção, e para além disso, lhes oferece um meio de renovar seus conhecimentos após a formação.

Muito mudou nos últimos anos desde que o tsunami financeiro que deixou a descoberto a insustentabilidade do sistema. O conhecimento em todos os campos – tecnologia, negócios, comunicações, ciência, indústria e tudo o resto – está avançando a um ritmo extraordinariamente rápido. O rumo e a sofisticação das ferramentas de aprendizagem, a sua técnica e tecnologia, estão se movendo a um ritmo igualmente estonteante.

 

Clique sobre a imagem para acesar ao rankling das 10 empresas de gaming más inovadoras

 

A globalização e o duplo objetivo de reduzir custos e acelerar a velocidade de aprendizagem das operações obrigam a repensar os meios mais tradicionais de formar os profissionais, cada vez mais diversos, multiculturais e  transgeracionais. As diferenças entre os grupos – nas suas expectativas, capacidades, cultura e conhecimento técnico – podem ser mais dramáticas do que as diferenças geográficas. Funcionários nascidos com uma Nintendo na mão, por exemplo, se movem facilmente na simulação e jogos de multijogador online. Estão desejosos de aplicar as suas capacidades competitivas, colaborativas, participativas e orientadas para objetivos.

Em Espanha, o Instituto Catalão de Saúde, em colaboração com a IBM, modernizou os seus sistemas de informação e gestão, e criou um portal online de formação para colaboração com os seus hospitais, médicos, pacientes e cidadãos em geral. Através dele, fornece informação anualmente a mais de 1 500 profissionais e 4 300 estudantes universitários (Medicina e Enfermagem). Através do novo portal, mais de 13 700 usuários completaram a sua formação. Foram dadas mais de 35 mil aulas com uma média de cinco cursos por funcionário do ICS (médicos, enfermeiras, e pessoal administrativo).

Outro exemplo foi a Procter&Gamble que, com o apoio da IBM e da Caspio Learning, decidiu ativar um jogo online durante o seu evento anual de reconhecimento de funcionários, com o objetivo de aumentar a sua consciência da forma como as novas tecnologias podem melhorar os processos e deduzir os custos em diferentes áreas de negócio. Cada participante tinha um avatar com o qual agia num espaço virtual que servi para a criação de estratégias e tomada de decisões.

Recentemente, uma equipa de trabalho da Academia de Tecnologia da IBM distribuída pelo Reino Unido e a Índia, trabalhou num projeto testando uma ferramenta experimental de colaboração em 3D. Os membros foram convidados para uma sessão de brainstorming. Os membros eram capazes, sem se mover do seu local de trabalho, de editar, mover, eliminar, categorizar, priorizar e votar em tempo real. No final, os resultados da sessão foram exportados para uma folha de cálculo e foi preparada a ação. Se prevê que estas fórmulas interativas e à distância sejam aplicadas cada vez mais em reuniões de organização ou planeamento estratégico, e em reuniões de revisão de projetos. Assim, garantimos que as empresas internacionais possam poupar tempo e dinheiro, e integrar mais participantes.

Essas tendências de colaboração massiva numa escala mundial constituem uma mudança de “a minha aprendizagem” (focada sobretudo no conhecimento e criatividade do indivíduo) para passar à “nossa aprendizagem” (focada numa comunidade de conhecimento mais social, lúdico e conectado), permitindo uma forma de trabalhar mais inteligente em que o grupo se beneficia e se ajuda para alcançar resultados de negócio.

Ensinar globalmente e aprender localmente é a filosófica plicada pela IBM. Com operações em 170 países e 400 mil funcionários e 100 mil fornecedores em todo o mundo, a IBM é um laboratório vivo para as empresas inovadoras e soluções formativas globais. Os desafios da formação e desenvolvimento são enormes: 71% dos nossos funcionários estão fora dos Estados Unidos, metade deles têm menos de cinco anos de antiguidade, e 42% trabalham e aprendem de forma remota. Hoje, a IBM, através de métodos avançados de aprendizagem – aumentando a utilização de jogos, mundo virtual e telepresença 3D, teleconferências, ferramentas de colaboração – está reduzindo distâncias, eliminando fronteiras, facilitando diferenças de idioma e trazendo experiências produtivas de aprendizagem aos computadores, laptops, e dispositivos móveis de cada funcionário, nos seus lares ou locais de trabalho espalhados por todo o mundo. Desde 2011 que estamos desenvolvendo um programa de formação de que inclui tanto funcionários como empresas colaboradoras, onde facilitamos a possibilidade de obter o certificado oficial de conhecimento técnico dos nossos produtos.

 

INNOV8 es un silulador 3-D de IBM para aprender conceptos de la gestión de procesos en negocios.

 

Definitivamente, o eLearning e as novas tecnologias facilitam a partilha de melhores práticas, lições aprendidas, regras e processos, fomentando os meios de desenvolvimento colaborativos acima das fronteiras locais e aproveitando as sinergias da experiência dos seus profissionais em todo o mundo. Formando de um modo “mais inteligente”, as empresas podem transformar a formação para que deixe de ser entendida como um custo para passar a ser entendida com um ativo estratégico.

 

Pablo Pastor Quintana
Director de RRHH de IBM para España, Portugal, Grecia e Israel.

Deixe uma resposta

MENU
Leer entrada anterior
Faça bricolagem com o seu celular

O fim de semana está aí e é uma boa altura para fazer um pouco de bricolagem em sua casa,...

Cerrar