19 especialistas nos contam como será a televisão do futuro

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Já faz tempo que a televisão estendeu o seu reinado para além da sala. O seu trono, tal como a audiência, foram se tornando cada vez mais ubíquos, ao ponto de já ser possível consumir imagens em qualquer lugar e em todo o tipo de telas, até em várias simultaneamente. Para além disso, já não precisa de se adaptar aos “caprichos” dos canais, porque agora é o espectador, mais do que nunca, que adapta a programação à sua medida.

Mas a revolução está longe de se ficar por aí, continua imparável: o que antes era um consumo por lar está se transformando em consumo por indivíduo, graças ao vídeo on demand ou ao streaming; a audiência aumenta o seu poder através das segundas telas e das redes sociais; a experiência de usuário muda constantemente graças às televisões conectadas, Smart TV e dispositivos de todos os tipos; surgem novos grupos de operadores de telecomunicações… O que sairá de toda esta mistura e de muitas outras tendências? Para tentar responder, o blog Toyoutome, fizemos a mesma pergunta a 19 profissionais: Como vê, de dentro da televisão, o futuro deste meio?  Estas são as suas respostas.

Paloma Bravo: No mundo da televisão, há três revoluções paralelas. Por um lado, a tecnológica: qualquer dispositivo ligado à Internet é uma tela para o entretenimento e a informação. Por outro, a dos criadores: a televisão já não é uma arte menor, mas sim um meio onde se podem fazer autênticas extravagâncias na narração de eventos esportivos e maravilhosas obras de arte – livres e carregadas de risco – no mundo da ficção. Mas a revolução mais importante é a terceira, a do consumidor: o espectador é um cidadão informado, exigente e impaciente. Sabe muito bem o que quer e como e quando lhe apetece consumir. A nossa obrigação, como atores desta indústria que é audiovisual, tecnológica e também cultural, é torná-lo fácil (e bom, bonito e barato)”.

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@PalomaBravo é diretora de Marketing e Publicidade da área de Vídeo na Telefónica.

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Miguel Salvat:Ninguém é capaz de vaticinar o futuro da televisão, apenas de constatar as tendências que começaram há anos e que vai continuar evoluindo. A revolução tecnológica provocou uma mudança radical em que os consumidores têm muito mais liberdade de ação e de escolha, os operadores tradicionais já não ditam onde e quando vemos televisão ou quantos episódios de um seriado temos de ver: os conteúdos têm e terão uma mobilidade quase infinita; o desenho de produtos se faz e fará para consumo em qualquer plataforma e suporte; os grandes eventos serão ainda maiores, tendo como base experiências partilhadas por consumidores que procuram algo em comum, e disparará a inovação de novas idéias e formatos, a capacidade de personalização de produtos, o uso massivo de dados individualizados, a fragmentação de consumos e a entrada de novos operadores e empresas atraídos pelo enorme potencial da individualização do consumo. 

Vejo apenas três coisas que não mudaram por completo: a) o tempo disponível para o lazer; b) a total falta de regras que faz com que ninguém saiba de antemão o que vai ou não funcionar, por muito que nos custe reconhecê-lo; e c)a crescente e absoluta necessidade de elementos de diferenciação para as marcas que oferecem produtos de televisão a um mercado com acesso universal e simultâneo a toda a informação”.

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Miguel Salvat é diretor do  CANAL+ Espanha.

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Mariola Cubells:Estou farta destas frases, que não creio que sejam verdade: a maneira de ver televisão mudou muito, os jovens não veem, a Internet superou a influência da televisão… É verdade, agora vemos televisão noutros suportes. E então? Isso a transforma num meio mais avançado? Não. Agora podemos ver “Adán y Eva” ou “Casados a primeira vista” em diferido ou no nosso smartphone! Que maravilha. Os não vêem televisão. Claro: não veem televisão NA TELEVISÃO. “Mujeres, hombres y viceversa”, ou “GH Vip” são programas que veem na solidão dos seus quartos. Mas o que vêem são CONTEÚDOS TELEVISIVOS, quase sempre. A Internet invadiu tudo. É por isso que 99,3% dos lares têm televisão, enquanto pouco mais de 50% têm Internet. Dentro de muitos anos, teremos outro panorama. De momento, este é o que há”.

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@mariolacubells é jornalista e analista de televisão da Cadena Cadena SER. Para além disso, é diretora de Relações Externas do espaço cultural Espai Rambleta.

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Mario López Gómez:Agora, há um consumo muito mais individual que não é sinônimo de má saúde do meio: nos nossos dias, o consumo de televisão tradicional mantém-se num número impressionante de quatro horas diárias por habitante, e a televisão em canal aberto continua sendo a grande geradora de todo o tipo de debates sociais. Estamos num novo momento de mudança. É o enésimo, mas em qualquer mudança, a tecnologia deve adaptar-se à sociologia; invenções que foram excecionais tecnicamente já fracassaram por não serem bem recebidas ou compreendidas pelas pessoas. Na televisão, a “usabilidade” da tecnologia está avançando em passos de gigante e agora sim, se está produzindo a tão desejada convergência entre a tecnologia e as pessoas. A adaptação das televisões à transversalidade de suportes e ao conteúdo multi-plataforma, a chegada da fibra ótica aos lares ou o desembarque das grandes operadoras de telecomunicações e empresas de Internet no mundo da televisão são fatos que lançam o setor para um futuro apaixonante. Um futuro em que aumentará o consumo de televisão on demand, em que a televisão em direto reivindicará a sua transcendental importância e em que as formas de comunicação publicitária ou os modelos de produção terão de se adaptar ao novo meio. Mas seja como for, e acima de tudo… o talento na hora de criar conteúdos será, como sempre, o elemento diferenciador e o grande motor da indústria”.

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Mario López é diretor da Antena de laSexta, Atresmedia Televisión.

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Ana Bueno: “Vivemos rodeados de telas, quem vê televisão e quem a faz. Portanto, se as telas se multiplicam, nós também. Fazemos televisão para os que vêm a televisão de sempre (que continuam sendo muitíssimos), mas também para os que veem a televisão de sempre através dos seus smartphones e tablets, e para os que já não veem a televisão de sempre e escolheram a segunda tela para primeira. Na Mediaset, trabalhamos permanentemente para evoluir ao ritmo vertiginoso imposto pela tecnologia e as mudanças de hábitos dos espectadores. Emitimos televisão “à carta” e em direto através de sites e aplicativos, oferecemos mais televisão, conteúdos exclusivos para a Internet, criamos interatividade em tempo real durante reality shows e concursos em horário nobre, como “La Voz”, “Gran Hermano” ou “Supervivientes”, durante eventos esportivos, e escutamos permanentemente os nossos espectadores graças às redes sociais. Prognosticamos uma longa vida para a televisão, para a nova televisão”.

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@anagood é diretora de Conteúdos Multimídia da Mediaset España.

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Pablo Romero Sullà:  “A televisão entrou numa órbita gravitacional mais próxima do usuário, mudando a sua natureza. Como em qualquer produto de consumo, a distâncias mais curtas, o uso se multiplica. A Internet permitiu aproximar muito o dispositivo do usuário e esta translação é gigantesca em termos relacionais: formatos de consumo mais curtos, maior frequência de uso e um meio muito mais íntimo e pessoal. A televisão conquistou uma nova órbita. A telefonia já o tinha feito antes com mutações surpreendentes, e agora chega a televisão. Isto é novo e vem se somar ao anterior”.

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@RomeroSulla é diretor de conteúdos da YOMVI, a plataforma de vídeo “on demand” do CANAL+.

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Paula Oliveira:Todos os caminhos são revoluções. No entanto, há quem duvide da façanha de Neil Armstrong, mas o homem foi à Lua e isso foi visto na televisão. Agora, o real e o virtual (que, em 1969, era sinônimo de irreal) se cruzam em programas de televisão em que é possível interagir digitalmente ao mesmo tempo, como faria o robô Curiosity. Para onde nos dirigimos? A distância que separa a televisão do digital se estreita cada vez mais. Os operadores de ambos os meios já são os mesmos, e tudo acabará numa fusão natural. Em menos de uma década, toda a televisão se terá transformado em digital, mas à medida de cada um. Logo, em 2069, cansados de tantos wearables, talvez estejamos discutindo a implantação de chips no corpo para dar asas à nossa imaginação e nos transformarmos nos protagonistas do nosso seriado preferido. Por essa altura, continuará existindo gente que ainda não acreditará que o homem esteve na Lua, apesar de já estar colonizada”.

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@PaulaOliveira é jornalista e responsável pela área editorial da Media Capital Digital, que engloba os “sites” da TVI24, TVI e IOL.

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Juan Pedro Valentín:A televisão continuará sendo uma companhia. Pode esperar para ver o que está passando na televisão ou ser ativo e buscá-lo sozinho, mas na televisão, o evento continuará sendo muito importante. Tudo o que as empresas televisivas possam manejar elas próprias na criação dos eventos lhes dará uma vantagem competitiva. O conteúdo continuará sendo o “rei”.

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Juan Pedro Valentín é diretor-geral de Informação da Mediaset España.

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Javier Pons: “Nos pedem que, de dentro, façamos uma projeção de como será a televisão do futuro. E a primeira reflexão que me vem à cabeça é que é precisamente o ‘dentro/fora’ que vai mudar radicalmente. Bem, já mudou. Até há cinco anos, os programadores e os canais eram donos do tempo dos espectadores: eram eles que decidiam a que hora e como ver um seriado, um filme, um noticiário ou um programa de entretenimento. Nesse tempo, o eixo de decisão passou de dentro para fora, ou seja, graças à tecnologia e aos múltiplos suportes, hoje em dia, o espectador decide o que vê (isso não mudou), mas sobretudo quando e como o vê. Apesar das evidências, há profissionais ou grupos que ainda não se inteiraram e continuam tratando o espectador como um alienado que podem tratar como quiserem (que lhes é externo)”.

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@jponstubio é produtor executivo da Azteca TV (México) e consultor da On Demand, empresa especializada em comunicação audiovisual.

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José Luis García Sánchez: Coexistirão dois tipos de telas para o consumo audiovisual: as de uso individual e as que continuarão ocupando o centro da sala. Essas serão muito maiores e virão a oferecer uma qualidade próxima da do cinema. Permitirão a existência de vários sinais que poderão ser exibidos simultaneamente, como uma grande tela de computador em que o usuário poderá escolher o tamanho de cada janela, sobrepô-las, etc. Claro que muitos destes sinais serão streamings provenientes de outros dispositivos, como computadores ou dispositivos móveis. A integração com as redes sociais será definida pelo usuário, não pelo editor dos conteúdos. E a ficção será consumida, maioritariamente, on demand, mas o armazenamento na nuvem e a ampliação dos catálogos irá reduzir as ânsias de binge watching. A difusão será vendida via Internet e a Associação de Internautas continuará reivindicando o direito de ver tudo grátis porque, de um modo geral, fica mais barato”.

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José Luis García Sánchez é gerente de Exploração da área de Direção Técnica do CANAL+.

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Francisco Asensi: Ainda estamos a meio do caminho no que diz respeito ao impacto que a conectividade terá sobre o que chamamos televisão. Não é fácil prever como será a paisagem quando as novas gerações definirem um novo mainstream. A sua experiência determinará, por exemplo, se as interfaces de voz ou gestuais se imporão definitivamente. Ou se a tela principal continua sendo maior do que 10 polegadas. Neste momento, já identificamos nas “outras telas” padrões de consumo concretos, e são produzidos conteúdos específicos para elas. A televisão será, seguramente, mais ubíqua que nunca e terá mais contextos de consumo do que alguma vez teve. Nos reunirmos em grupo diante de uma tela será, ou já é, uma das possibilidades, e talvez não seja a maioritária. A TV não só será mais ativa como imersiva. Após o pleno desenvolvimento dos periféricos de imersão em 360º e a introdução de videogames, eles se transformarão num novo companion device do televisor até que se transformem no próprio televisor. Acrescentarão cada vez mais funcionalidades que nos permitirão aprofundar as sensações, mas também entender o seu potencial para conteúdos educativos e culturais. Os conteúdos serão produzidos pensando neste meio tecnológico e serão desenhados crossmedia de origem. As redes digitais de todo o tipo se terão transformado no principal meio de distribuição, reformando a distribuição em aberto para o ar. Com novos e mais intermediários, os problemas de neutralidade da rede e proteção de dados alcançarão maiores dimensões”.

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@fansensi é Managing Director da Endemol Beyond Spain.

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Josep Monleón:O futuro da televisão passa por uma mudança no paradigma do consumo de conteúdos. As novas gerações – e já grande parte da atual – não respondem a um consumo reativo, mas sim totalmente proativo, onde os usuários já não estão dispostos a que lhes digam onde, como e quando devem ver o seu programa, seriado ou filme preferido, já que são eles que decidem todos estes parâmetros. Por isso, penso realmente que o desenvolvimento da televisão em streaming e à carta é o desafio que deviam ter em cima da mesa todas as cadeias de televisão do mundo”.

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@j_monle é diretor de Conteúdos da Wuaki.tv, uma plataforma de vídeo on demand propriedade do Rakuten Group

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Cristina Burzako:O presente e futuro da televisão e o entretenimento giram em torno do vídeo e vem marcado por seis grandes mudanças de hábitos no usuário: o vídeo será consumido em todo o lado, em várias telas e em qualquer momento; a big data determinará a produção, programação, experiência de usuário e marketing; a experiência já é social, pelo que é necessária a integração deste meio na interface do usuário; a compra programática será uma tendência dominante do futuro da publicidade; o transmídia será mais atrativo como maneira de interagir com os conteúdos”.

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@cburzako é diretora de Marketing e Comunicação do CANAL+

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Filipe Caetano:Já não precisamos de nos sentar diante de um aparelho a uma determinada hora para ouvir as últimas notícias ou ver um filme, mas a televisão continua sendo um elemento prioritário para a produção de conteúdos, a soma de conhecimentos e a difusão de informação. Os boxsets permitem-nos retroceder, parar e adiantar as imagens; o Netflix oferece entretenimento adequado aos nossos gostos; e pomo-nos a par das notícias através dos nossos smartphones, redes sociais e aplicações. O desafio da televisão é ser tudo isto, e deve responder com produtos com uma linguagem específica para cada plataforma. Há que deixar de ter um único produto para todos para passar a ter muitos produtos para cada um”.

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@filicaetanoé jornalista especializado em Assuntos Internacionais na TVI, cadeia de televisão do grupo Media Capital

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Elena Sánchez Ramos: O futuro da televisão é mais rico do que nunca. Diria até o futuro dos audiovisuais, mais que a televisão. Porque o que é a televisão? O CANAL+ ou o YOMVI? A HBO ou o Netflix? O CW ou o BuzzFeed? A Red Bull faz televisão?  A produção, distribuição e comercialização estão mudando e mudam, obrigatoriamente, o produto, o consumo e o modelo, por muito que a televisão comercial tradicional esteja viva e de boa saúde, e estará por muito tempo”.

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@elenasanchezra é diretora da PRISA Audiovisual. Antes, foi diretora de Transformação da PRISA, diretora de Conteúdos da Cuatro e diretora de Antena do CANAL+.

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Jaume Ripoll:Hoje, criadores e espectadores estão perante três desafios que, creio eu, definirão a televisão nos próximos anos: a atenção, paciência e risco. Saber se o aumento do visionamento multi-tela será proporcional à diminuição da atenção prestada à principal. Se, definitivamente, os seriados serão tratados como se de um espetáculo em direto se tratasse, oferecendo-se simultaneamente em todos os territórios todos os episódios de todas as temporadas. E por último se, através da tecnologia, conseguiremos que o espectador tenha uma atitude mais ativa/de exploração perante o que a televisão projeta”.

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@JaumeRV é cofundador e diretor editorial da filmin, uma plataforma de vídeo on demand especializada em cinema e seriados. 

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Germán Sela: Desde logo, o futuro da televisão é mais apaixonante do que nunca. A revolução digital dinamitou todos os modelos tradicionais e estão se produzindo mais mudanças nestes últimos anos do que em todas as décadas precedentes. Os hábitos de consumo estão mudando e todas as marcas estão se preparando para ter propostas de valor atrativas para os seus futuros clientes, os Millennials. Na TV paga, estão se produzindo em paralelo dois fenômenos quase opostos mas imparáveis em todo o mundo: o auge da distribuição da TV paga integrada em ofertas convergentes das empresas de telecomunicações e, por sua vez, a oferta ao público das grandes marcas de forma direta e online. O lançamento da HBO Now, neste sentido, marca sem dúvida um antes e um depois. Mas em todos os casos, o conteúdo ainda é o rei e a grande aposta de todas as marcas é oferecer apostas exclusivas e diferenciadas. Não há marca que se preze que não esteja nesta corrida e não param de aparecer novos protagonistas: Amazon, Yahoo, PlayStation, Netflixx…”.

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@germansela é diretor de Marca do  CANAL+.

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Berni Melero:Creio que nos espera um futuro televisivo hiperconectado, personalizado e muito interativo. As gerações digitais já vêm incorporando o consumo televisivo há algum tempo, e exigindo novas e diferentes tipologias de conteúdos, formas de acesso e participação. Os produtores definem e criam cada vez mais conteúdos adaptados a cada meio e usuário, sendo este último o centro das suas operações. E a tecnologia não coloca limites à criatividade. Realidade virtual, hologramas e tecnologias de interação estão ao serviço de todos para desfrutar do que nos espera”.

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@bernimel é Cable Business Strategy Manager para a Applicaster, um fornecedor de serviços tecnológicos para canais de televisão, e responsável de Difusão para a  Mozilla Hispano.

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Javier Riloba:Até agora, as mudanças na televisão foram protagonizadas por melhorias das suas características técnicas, ainda que me atreveria a dizer que, no futuro, a clara tendência para o “consumo/indivíduo” acabará fazendo confluir no mesmo ponto o mundo dos videogamos e o consumo de entretenimento para cinema e televisão. Creio também que todo este processo poderia encaixar perfeitamente sob a égide – ainda incipiente – da Realidade Virtual”.

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Javier Riloba é chefe de Meios de Produção do CANAL+.

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1 Comentario

  • avatar JMGarrido 23 novembro, 2015

    El futuro de la Tv pasará por un servicio multipantalla, totalmente conectado e interactivo, donde los contenidos seguirán siendo los reyes, aumentando la calidad y proporcionando un visionado más personalizado gracias a la información de “big Data” aplicada al Geomarketing. Además la comunicación tendrá que crecer en velocidad, calidad y cantidad por lo que las redes se trasformarán: F.O., satélites y 5G. Con toda esta evolución se conseguirá un futuro de la televisión aplicada a los sentidos como puede ser la realidad virtual, realidad ampliada, llegando a lo que hoy llamamos la Tv Inmersiva

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