30 ‘business angels’ deram-nos as suas receitas para converter uma ideia num negócio de sucesso

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Eles não têm asas, mas estes anjos fazem voar ideias alheias até elas se transformarem em negócios de sucesso. O instinto ou as suas experiências prévias com as suas próprias start-ups fazem com que muitos deles apostem em projetos que “ainda estão gatinhando” ou, como se diz na gíria, quando ainda se encontram nas primeiras rondas de financiamento: capital semente (seed capital) e etapa inicial (early stage).

Mas o papel do business angel não se resume a fornecer capital, pois também pode consistir em proporcionar contatos, oferecer assessoramento em diversos temas empresariais, assumir a função de mentor, facilitar a internacionalização do negócio… Ou uma mistura de várias destas facetas.

Com o objetivo de descobrir o que seduz estes investidores, nós no Toyoutome blog lançamos a mesma pergunta a 30 business angels: Que condições deve reunir uma ideia para levar você a apostar nela? Estas são as suas respostas:

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Yago Arbeloa: “Mesmo que seja uma boa ideia, só esse motivo não chega. Também é necessário que, por trás dela, haja um empreendedor com uma equipe completa e um projeto com escalabilidade e mercado. O projeto deve também encontrar-se numa fase inicial e, no caso de já haver um produto, tem de contar com uma equipe e provas que demonstrem que há mercado e rentabilidade. De fato, esses são os fatores fundamentais que tenho em contas: produto, uma equipe capaz de executar o projeto e métricas que comprovem a sua escalabilidade. Como investidor, espero que pelo menos 20% ou 30% dos projetos financiados superem o investimento dos que falham para assim obter rentabilidade. No entanto, o conceito de empresa online, que é a minha área de interesse, precisa de um investimento menor do que a empresa offline e tem mais capacidade de chegar ao mercado mundial”.

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@YagoArbeloa  é o presidente da AIEI (Asociación de Inversores y Emprendedores de Internet – Associação de Investidores e Empreendedores da Internet) e doHello Media Group, grupo empresarial que oferece serviços integrados de marketing digital. No seu papel de ‘business angel’, investiu em companhias como Lanzanos.com e Reclamador.es

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Miguel Arias: “Na fase do capital semente, há tanta incerteza que a aposta é feita fundamentalmente na equipe e na sua capacidade de execução e de adaptação às dificuldades do mercado. Mais do que a ideia, o que me faz apostar num projeto são as pessoas que o compõem, a sua experiência prévia, o seu talento e capacidade e um elemento fundamental para mim: o fato de serem boas pessoas. Ser um ‘business angel’ é um hobby muito, muito caro e com um grande componente emocional, pelo que, se me vou envolver com alguém para o ajudar a ter êxito, pelo menos que seja uma pessoa com a qual me apeteça beber umas cervejas depois”.

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@mike_arias é o CCO da CartoDB e mentor na Wayra, IE Business School e Seedrocket.

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Sixto Arias“Para mim, o mais importante é a química com o líder ou com a equipa que encabeça o projeto. Esta química consiste em determinação, vontade, independência, caráter, capacidade de análise, rapidez de aprendizagem, sentido de humor, autoconfiança, ambição e paixão. As proporções dos ingredientes variam conforme o projeto, mas se faltarem vários destes elementos, deixo que seja outro a investira otro”.

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@SixtoArias é o presidente da Mobile Marketing Association em Espanha, uma associação que impulsiona projetos de marketing orientados para o meio móvel. Além disso, foi cofundador da Mobext, a divisão de marketing móvel do Grupo Havas, da Movilisto, da Result Venture Knowledge e diretor de marketing da Icon Medialab.

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Enrique Barreira: “O projeto deve reunir uma equipe de gente convicta, com um líder a encabeçá-los. O ciclista é mais importante do que a bicicleta e a equipe é mais importante do que a ideia”.

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@enriquebarreira é o fundador e CEO da DaDNeos, uma rede de business angels que apoia empreendedores digitais da América Latina.

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Diego Ballesteros: Invisto em projetos com os quais o empreendedor me inspire grande confiança, que tenha dedicação completa à sua ideia e que possa apoiar claramente com a minha experiência na Internet; valorizo muito os projetos com potencial de internacionalização e nos quais o fundador saiba se rodear do talento adequado (apaixonado pela sua ideia) para alcançar o êxito. Neste momento, interessam-me especialmente os projetos de ‘e-commerce’ no México”.

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@diegoteca é cofundador da Sindelantal.com, uma ‘startup’ espanhola criada em 2010 e que, dois anos depois, foi adquirida pela multinacional Just Eat.

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Alexis Bonte: “Equipe, equipe, uma equipe que saiba pensar, executar e levar a bom porto uma ideia que resolva um problema importante”. ____ _____ ________ ____ ____

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 @alexisbonte é o cofundador e CEO da eRepublik Labs, uma das 25 melhores start-ups de toda a Europa, de acordo com a TechCrunch. Como business angel, investiu na Lastminute.com, Trilulilu e Tjobs, entre outras.

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Mario Brüggemann: “Há três aspetos essenciais: mercado, produto e equipe. O mercado ideal deve ser muito grande e o novo produto tem de se situar num segmento com alto potencial de crescimento. Quanto ao produto, o ideal é que seja claramente melhor do que os já existentes e que os atuais líderes não o possam copiar com facilidade ou rapidez. Em relação à equipe, ela deve ser multidisciplinar, capaz de executar de forma consistente os principais elementos-base da oportunidade e, em simultâneo, ágil, de modo a se adaptar a uma nova situação no caso de o plano inicial não resultar”.

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@mariobc é o fundador da Acierto.com e, na sua faceta de ‘business angel’ e assessor, participa em várias start-ups como a Pixable, Tiendeo, BodeBoca ou Job and Talent.

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Rodolfo Carpintier: “Analisamos mais de 1.000 projetos por ano. O nosso sistema de escolha de investimentos elimina metade nos primeiros dois dias, ou porque não gostamos do espaço – demasiada concorrência ou pouca diferenciação – ou porque a equipe não nos convence. Depois, pedimos aos projetos ainda na corrida que nos deem um ‘onepager’ (resumo em que têm de explicar em uma ou duas páginas porque acreditam que vão ter êxito) e de entre eles selecionamos os 200 melhores, aos quais pedimos um plano de negócio, e acabamos recebendo entre 70 e 100, para que nos façam uma apresentação pessoalmente. No final, terminamos apresentando ao comitê de investidores entre 40 e 50 projetos por ano e investimos em 5 ou 6. Primeiro, têm de passar por esses três filtros e só depois analisamos os empreendedores e as suas equipes, a escalabilidade do negócio e as suas previsões. O elemento-chave é sempre a credibilidade da equipe empreendedora e o modelo de negócio”.

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@RCarpintier é o presidente e CEO da DaD, incubadora espanhola de negócios digitais com presença na Europa, Estados Unidos, China e América Latina que apoia os empreendedores através do investimento em fases de Capital Semente.

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Javier Cebrián: “O que buscamos prioritariamente é uma equipe motivada, com talento e energia suficiente para a ‘travessia do deserto’ ou o famoso ‘valley of death’ a que as start-ups estão sujeitas. Além disso, precisamos que tenham uma parte importante das ações ou uma forte representação no seu patrimônio. É aconselhável que a equipe reúna vários skills diferentes e tenha papéis muito claros desde o início. Buscamos nichos com potencial e possibilidades de crescimento sem necessidade de investir grandes quantidades de capital, internacionalizáveis e com plena consciência de que a plataforma dominante é e será mobile. Concretamente, sentimo-nos especialmente confortáveis na área dos classificados, pois temos tido boas experiências, como foi o caso de Infojobs, Idealista, Softonic, Niumba, Toprural ou Bodas.net”.

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@cebrianmonereo é Diretor de Operações, sócio fundador e membro do Conselho de Administração da Bonsai Venture Capital, uma firma de capital de risco especializada em investimentos e desenvolvimento de empresas de Internet em Espanha e na Europa. Entre as start-ups em que participou, destacamos bodas.net, Idealista e WallaPop.

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Sébastien Chartier: “Busco ideias que respondam a um problema real e a uma necessidade ainda por resolver. Os promotores devem ter a solução e contar com uma equipe qualificada e completa, com várias pessoas que se complementem e que sejam capazes de executar o projeto. Também é importante que o mercado exista e que tenha potencial de crescimento, pelo que a ideia deve reunir vantagens competitivas claras e capazes de criar barreiras de entrada. Além disso, a equipe deve contar com uma estratégia de desenvolvimento adequada, estar totalmente comprometida com o projeto, ser capaz de gerar valor para o acionista e apresentar interesses alinhados”.

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@SebChartier é o cofundador e diretor executivo da Creaventure, a firma organizadora do evento MiempreSA. No seu papel de business angel, investiu, entre outras empresas, na Indiba, AgoraNews, The Mad Video e Otogami.

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Jesús Encinar: “No momento de investir, procuro sempre projetos interessantes e relacionados com a Internet, mas o que me leva a preferir um ou outro são sempre as pessoas por trás dele. O que sinto por elas é sempre fundamental, porque num projeto o mais importante não é a ideia, mas a equipa que está por trás dela. A melhor ideia do mundo com uma equipe medíocre não chega a lado nenhum, mas uma equipe brilhante pode criar um grande negócio até a partir de uma ideia medíocre. Seja como for, não existe um perfil único do empreendedor de sucesso, mas podemos destacar três características comuns a todos eles: dedicaram-se a 100% ao seu projeto desde o início, souberam reduzir os seus gastos ao mínimo e, claro, foram capazes de ‘seduzir’ uma equipe de gente com talento”.

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@JesusEncinar é o cofundador e CEO de Idealista, o portal imobiliário em castelhano mais utilizado a nível mundial. Também participou na criação de empresas como 11870, RentaliaeToprural.
 

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Javier Escribano: “O mais importante num projeto é que tenha uma equipe motivada, que compreenda o problema e que saiba como pode melhorar a vida dos seus clientes. Precisam de saber como vão crescer constantemente em clientela, já que uma start-up é uma pequena ou média empresa que deve ter um crescimento exponencial. E, sobretudo, deve ter uma noção clara das prioridades, para não se dispersarem com a quantidade de oportunidades que vão surgir”.

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@fesja é o fundador da Tourist Eye, uma start-up centrada no mundo das viagens que foi adquirida por The Lonely Planet, e da SellTag, uma app de compra e venda de produtos e serviços. Participou em 500startups, uma das aceleradoras mais importantes de Silicon Valley.

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Elena Gómez del Pozuelo: “Para mim, uma boa ideia de negócio é a que soluciona um problema para muita gente, em quantos mais países melhor, e pelo qual haja pessoas dispostas a pagar. Mas uma boa ideia sem um bom concretizador da mesma não vale nada. Se for complementada com uma boa equipe, que trabalhe no duro, tenha perseverança, faça bom marketing e tenha muita flexibilidade para se adaptar às necessidades do cliente, é muito provável que se torne uma das dez empresas que são criadas e que conseguem ter êxito”.

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@gomezdelpozuelo é a presidente de adigital, a Associação Espanhola de Economia Digital, e, a título pessoal, tem investido e participado em projetos como Womenalia, Encesta, Secretariaplus, Directivosplus, Incipy, Inesdi e Bebé de París.

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Bernardo Hernández: “O projeto tem de solucionar um problema importante através de uma vantagem técnica competitiva e clara. Além disso, tem de ser idealizado por uma equipe de talento que não só trabalhe arduamente como também o demonstre e que conte com dinheiro suficiente para poder desenvolvê-lo”.

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@BernieHernie, é cofundador do portal imobiliário Idealista e da StepOne Ventures, uma companhia que ajuda a internacionalizar negócios digitais. Como business angel participa, entre outras empresas, na Fever,The Mad Video,Mola.com eBlooSee.

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Juan Luis Hortelano: “Não existe um critério nem regras fixas para investir num projeto, se bem que, no meu caso, há pelo menos quatro pontos-chave, com ordem de relevância, no momento de decidir. O primeiro é, sem dúvida, a equipe, que tem de ser equilibrada e com a qual tem de haver química. Têm de ser capazes de demonstrar a sua capacidade de execução e dedicação. O segundo é o estado do projeto: tem de ser algo mais do que uma ideia num papel e preciso de ver algo tangível, como uma demo, um protótipo ou um produto em fase beta. O terceiro é a escalabilidade do mesmo, a sua capacidade de crescer rapidamente, que é a grande vantagem dos modelos online diruptivos. E o quarto é o mercado, o problema que soluciona, quem está disposto a pagar pelo produto ou a usá-lo, a quem incomoda. Mas, sobretudo, é preciso haver uma ambição e uma vocação global desde o primeiro dia”.

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@jhortelano é cofundador e diretor da Plug and Play España, uma firma que oferece um programa de aceleração a empresas tecnológicas recém-criadas que precisam de um impulso inicial de financiamento e assessoramento.

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Michael Kleindl: Para que eu invista num projeto, deve tratar-se de algo de Internet e tecnologia. O mercado tem de ser grande, o projeto escalável, o modelo de negócio deve permitir margens e os fundadores têm de ser bons, honestos, realistas e ambiciosos“.

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@michael_kleindl  é sócio fundador e diretor do Seaya Ventures, um fundo de capitais de risco que investe em ‘startups’ espanholas em fase de crescimento. Para além disso, é membro dos Conselhos de Administração da TicketeaRestalo Hi Media e investiu em empresas como a Zanox.de AG (vendida à Axel Springer AG) e Buy VIP (vendida à Amazon).

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Marcos Labad: “Aposto em projetos, nunca em ideias em bruto. O projeto deve representar uma inovação não só técnica, mas que também melhora ou soluciona problemas do dia a dia. Atrai-me o fato de ter um certo nível de complexidade e que, ao mesmo tempo, seja suficientemente genérico para que possa evoluir e se adaptar de acordo com a reação do meio. Além disso, deve ter os pés bem assentes na terra quanto a viabilidade e objetivos de êxito claros, tanto na sua missão como em termos de métricas e parâmetros financeiros”.

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@esmiz é o fundador de Acilia, uma plataforma online que ajuda a tornar realidade projetos na Internet e a partir da qual se impulsionaram diversas start-ups.

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Ana María Llopis: “A ideia deve ser inovadora, responder com uma nova perspetiva a um problema existente ou criar uma nova procura não detectada, como o iPad. Também tem de ser escalável e interessar a muita gente, independentemente do país, da cultura, da língua… Trata-se da possibilidade de se tornar uma ideia universal (como o Google), simples, amigável, de fácil acesso, com aspirações e que custe pouco ou nada, como a Toprural. É importante que as pessoas estejam dispostas a pagar pela ideia, pelo menos em parte, como na Idealista, seja com dinheiro ou com o seu tempo e colaboração coletiva, caso se trate de um projeto de interesse social ao estilo da Wikipédia. Por fim, a equipe deve estar apaixonada pela ideia e ser capaz de levá-la a cabo com paixão. Creio que, se quisesse investir numa ideia sem arriscar, veria se já tinha conseguido algum apoio do público em geral através do crowdfunding, porque isso garantiria que há muita gente disposta a apoiá-los e a pagar pela ideia”.

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@anamariallopis é uma das pioneiras no mundo dos negócios digitais em Espanha, uma vez que, em 1994, fundou o OpenBank, o banco online do Grupo Santander. Em 2007, fundou a sua própria start-up, a ideas4all, dedicada à promoção da inovação e ao intercâmbio de ideias com a ajuda das novas tecnologias.

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Miguel Ángel López Trujillo: “Deve ter um retorno elevado do investimento em termos financeiros (no mínimo, uma TIR –Taxa Interna de Rentabilidade – na ordem dos 43%) ou sociais (mudar o mundo), assim como uma equipe que eu acredite ser capaz de levar o projeto a cabo e um mercado que compre o produto e aprecie o valor que oferece. Além disso, deve dar-me a possibilidade de fazer networking com outros investidores ou pessoas talentosas que estejam envolvidas no projeto”.

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@lopeztruji é o diretor da Fundedbyme em Espanha, a rede mundial de crowdfunding presente em oito países, e sócio diretor da BA International Partners (BAIP), consultora especializada na criação, desenvolvimento, financiamento e internacionalização de empresas inovadoras. Também é mentor na IE Business School e, anteriormente, foi Diretor de Operações da EBAN, a Associação Europeia de Business Angels.

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Juan López-Valcárcel: “É importante ter uma equipe com talento e flexível com o objetivo de explorar a forma de fazer evoluir a ideia ou produto até encontrar um modelo de negócio. Mas talvez o mais importante na hora de investir seja que a ideia seja tão original na primeira reunião que lhe pareça que a equipe que a propõe esteja louca. Passo a explicar: se a ideia for óbvia, terá muitos competidores, e do ponto de vista de um business angel, não gerará muito benefício, mesmo que seja bem executada. No entanto, se a ideia for algo tresloucada, original ou inovadora, poderá criar um novo mercado praticamente sem concorrência. É melhor investir com os loucos do que com o rebanho!”

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@jlopezvalcarcel investiu em startups como o Traity e o Peerindex e foi mentor de diversos negócios tecnológicos europeus. Foi ainda membro do júri dos Prêmios Webby, conhecidos como os “Óscares da Internet”, e é frequentemente professor convidado de vários mestrados sobre negócios digitais: INSEAD MBA (França), Master en Internet Business (Espanha) e Seedcamp Academy (Reino Unido).

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Javier Megías: “Para mim, o mais importante na hora de selecionar um projeto é a equipe: deve ser muito boa, com capacidades e conhecimentos complementares (como se costuma dizer, um hustler / intrujão, um hacker e um hipster) e totalmente dedicada ao projeto. Foco-me logo na proximidade deles com o cliente (ou seja, que realmente o compreendam ou que o cliente tenha estado envolvido de alguma maneira na criação do produto) e, por último, no modelo de negócio, que deve atender corretamente à necessidade, ser escalável e rentável e estar orientado para um mercado de dimensões adequadas”.

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@jmegias é o CEO e cofundador daStartupxplore, uma comunidade que conecta todos os intervenientes do ecossistema empreendedor: desde start-ups e investidores até aceleradoras e prestadores de serviços. Como business angel, investiu emChicisimo,Glassy Pro,Blogestudio,YarakSeed e é mentor da Plug and Play Espanha.

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Joaquín Mencía: “A liderança da equipe deve basear-se numa bicefalia, com um líder técnico e outro de negócio, que se dediquem a tempo inteiro ao projeto e que tenham investido o seu dinheiro. Também é importante que tenham clientes, mesmo que não tenham receitas ainda, e um plano de saída que contemple o que acontece quando um sócio decide abandonar o grupo de acionistas. Outro aspeto que valorizo é que os responsáveis do projeto se preocupem mais em crescer ou vender do que com o controle da companhia”.

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@joaquinmencia é o proprietário do fundo de investimento privado RAME e participou em projetos como o Yoox Group eWeneru.

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Tomás Mendo: “Aposto nos empreendedores que tenham muito claros os seguintes pontos: estratégia, objetivos, proposta de valor, segmentos de mercado, equipe de gerenciamento, dedicação exclusiva e plano de ação”.

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@tmendoh é cofundador de dois fundos de investimento em startups digitais: Making Ideas Business e 101 Startups.

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Héctor M. Morell: “Quando analisamos os projetos que chegam à InvierteMe, focamo-nos em que reúnam as seguintes características: é de vital importância uma equipe humana multidisciplinar dedicada a 100% que cubra as áreas estratégicas da empresa e que seja liderada por uma pessoa com experiência suficiente para garantir o êxito no dia a dia; deve existir um mercado real de clientes que estejam dispostos a usar o produto ou o serviço; o projeto tem de contar com uma vantagem diferencial, ou seja, oferecer um produto ou serviço inovador que resolva uma necessidade real e que se distinga da concorrência; e o modelo de negócio deve se apoiar numa estratégia escalável e rentável”.

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@Hectormmorell é o fundador e CEO da aceleradora de projetos InvierteMe. Também participa ativamente como assessor e mentor de start-ups.

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Luis Rivera: “Para mim, o fundamental é que a motivação do empreendedor seja saudável e insaciável. Tudo o resto tem conserto”

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@luisriverag é o fundador da ETFmatic, uma start-up que ajuda a investir na bolsa. Anteriormente, colaborou como mentor nos programas de aceleração de start-ups da Tetuan Valley (Madrid), Startupbootcamp (Copenhaga), Seedcamp (Barcelona e Lisboa), IBM Smartcamp (Barcelona e Londres), Gamma Rebels (Varsóvia) e StartupHighway (Vilnius).

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Javier Santiso“Ter um empreendedor de primeira, com atitude. Como diríamos em espanhol, tem de ser alguém com ‘duende’”.

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@JavierSantiso é o fundador da iniciativa Start Up Spain, que consta de uma série de atividades com empreendedores, fundos de venture capital e start-ups organizadas conjuntamente com o ESADE e a Fundação Rafael del Pino.

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José Luis Vallejo: “À equipe promotora, peço apenas duas qualidades: deve estar convencida (a equipe aposta forte no projeto depois de conhecer ou estudar a fundo a oportunidade) e deve ser convincente (o êxito depende de convencer não só os investidores, mas também funcionários fulcrais com grandes custos de oportunidade e os primeiros clientes). Algumas equipes convencem pelas suas capacidades pessoais, outras pelo seu historial de promessas cumpridas, outras por construir planos de negócio sólidos e completos. Do projeto ou ideia, eu peço três coisas: que tenha objetivos claros e forma de alcançá-los para validar a viabilidade técnica (de produto), comercial (que faz com que se venda) e de modelo (que nos faz ganhar dinheiro); que seja escalável e, para tal, que tenha um componente – normalmente tecnológico, mas não obrigatoriamente – que seja o catalisador diferencial da escalabilidade; e que, se não gerar logo barreiras de entrada para a concorrência, parta pelo menos de uma vantagem em relação à futura concorrência (por exemplo, quando a equipe tem um know-how muito distintivo ou se baseia numa propriedade intelectual bem protegida ou se apoia numa massa crítica e velocidade de execução onde se contra com alguma vantagem). A nível de investimento, peço que tenha várias opções de saída, sempre com um timing não superior a 10 anos, que apresente uma rentabilidade de acordo com a probabilidade de êxito que eu dou (subjetivamente) a cada projeto; e, se for possível, alguma ligação às minhas atividades profissionais, porque em todas as coisas que invisto dinheiro, também invisto algum tempo, e prefiro fazê-lo onde considero que posso ajudar com a minha experiência, contatos ou potenciais sinergias com outras atividades em que participo”.

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@jlvallejo é o cofundador daReady4Ventures, uma plataforma de Internet que proporciona soluções para melhorar investimentos e aumentos de capital, entre outros recursos. Também foi cofundador da Buy Vip, um projeto que foi comprado pela Amazon.

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Martin Varsavsky: “Concretamente, invisto em produtos que uso, feitos por empreendedores com os quais me dê bem e com valorizações que considero sustentáveis”.

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@martinvars é um empresário argentino / espanhol que fundou sete empresas e que participou na constituição e desenvolvimento de mais de 30 companhias. Entre os projetos em que investiu e que foram vendidos (‘exits’), destacam-se o Tumblr, comprado pela Yahoo!, e a SmartThings, adquirida pela Samsung.

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Pablo Ventura: “Por si só, uma ideia não significa nada, ela tem de ser acompanhada por muito trabalho. Se o projeto já está completo e se encontra num momento em que precisa de um empurrão, o que buscamos é que ele esteja num mercado que possa ser interessante nos próximos 4-10 anos, que o produto ou serviço prometa gerar valor para todos os grupos de interesse, ou quase todos, e, sobretudo, que a equipe que esteja por trás do projeto seja de confiança e forte. Este último ponto é o mais importante porque a viagem é longa e difícil, e só alguns são capazes de a completar”.

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@pablo_ventura é o diretor executivo da Fundação José Manuel Entrecanales, que promove iniciativas empresariais inovadoras que contribuam para o desenvolvimento econômico sustentável. Além disso, como business angel, participou em companhias como a RedBooth, Dexmatech e ChangeYourFlight.

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Ignacio Vilela: “Se tivesse de resumir os principais critérios utilizados no momento de decidir em que projetos investir seriam, por ordem de relevância: a equipe, o mercado em que a empresa vai operar, a escalabilidade da solução ou da tecnologia e, por último, o potencial de expansão a outros mercados ou internacionalização. A equipe é basilar no momento de investir, ao passo que a ideia não é o mais importante, como muita gente pensa. O fundamental são as pessoas por trás do projeto e se as consideramos capazes de concretizar o projeto. No caso do mercado, o segundo fator mais importante, aposto nas empresas que trabalham em mercados gigantes, que ultrapassem um bilião de dólares, de modo a que, se a empresa conseguir fazer vingar o negócio, possa ter a certeza de que o mercado será suficientemente grande para ela crescer e se tornar uma aposta rentável para o investidor”.

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@Nachovilela é o cofundador da Startcaps Ventures, um fundo privado de investimento que participa em companhias norte-americanas.

5 Comentarios

  • avatar Indemnización por accidente de coche - Asista 19 setembro, 2016

    Para mi un 20% sería la idea, un 40% si tienes dinero para montarlo, y el otro 40% el trabajo realizado. Es muy duro empezar una empresa de 0, pero no es imposible a la vista está.
    Mucha suerte para los que vayáis a empezar un proyecto nuevo.
    Quizás os pueda servir la aplicación workkola.
    Un saludo.

  • avatar Juan 8 abril, 2016

    Estos bussines angels son personas que hacen crecer negocios, gracias a estas personas o entidades, incubadoras de negocios muchos negocios surgen y asi generan empleo, lo bueno de esto es que no solo es el dinero si no la asesoría y medios que facilitan el proceso de crecimiento de un negocio rentable

  • avatar Alejandra 30 dezembro, 2015

    La experiencia de @Diegoteca es mucho más amplia de lo que se escribe… Además de SinDelantal en España, fundó SinDelantal.Mx en México y muy poco tiempo después también fue adquirida por JustEat; desde entonces ha emprendido diferentes proyectos, entre los últimos está MIORA.io, el marketplace de belleza por excelencia, líder en Colombia, Chile, México y Perú. Fuera de esta importante omisión, muy interesante el artículo.

  • avatar Rodrigo 19 dezembro, 2015

    La idea es solo 20%. el 80% restante es trabajo y dedicación a la idea.

  • avatar Ricardo 4 novembro, 2014

    Eu tenho grandes idéias,menos uma boa equipe…mas é questão de tempo…estou num projeto bom,mas tenho grandes projeções futuras.
    preciso de investidores em projetos ambiciosos e de grande impacto comercial e de marketing.
    sou uma pessoa comum física entretanto sou muito criativo…
    quero que minhas empresas se tornem mundialmente conhecidas.
    Me Chamem de Ricardo Diori meu contato é deolhonomeubairro@gmail.com

    obg.

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