4 tendências de gestão de talento

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O principal desafio para os departamentos de recursos humanos este ano será, sem sombra de dúvida, estabelecer os requisitos necessários para que os funcionários se comprometam com as empresas em que trabalham.

É um tema preocupante e, por esse motivo, no próximo mês, entre os dias 22 e 25 de maio, em Londres, terá lugar (pelo quinto ano consecutivo) um encontro chamado Strata Data Conference, onde profissionais da área dos recursos humanos apresentarão as tendências mais recentes e soluções sobre a gestão de talento.

Os debates que, ano após ano, têm sido colocados sobre a mesa e o novo que será abordado este ano, e que preocupam verdadeiramente os profissionais deste setor, serão agora descritos:

1.- Fazer surgir o compromisso nos funcionários

Este é o maior desafio estabelecido para este ano, promover o compromisso nos funcionários, ao mesmo tempo que se vislumbram tempos de incerteza para as empresas, dado que, para atingir este fim, devem possuir fortes estratégias que façam com que os seus colaboradores se sintam identificados e vinculados tanto com a missão como com os valores da empresa.

Apesar de ser um grande anseio das empresas, normalmente, a elaboração destes planos é adiada uma e outra vez até que se estime chegar ao limite de tempo que isso requer.

No entanto, a realidade anuncia a existência de fatores que aumentam o fosso entre os valores das empresas e os dos funcionários, tais como os valores relacionados com os contratos temporários, as diferenças salariais que existem entre os homens e as mulheres, assim como as diferenças entre os quadros e as direções. Isto demonstra que as empresas precisam, com urgência, de novos modelos de trabalho, baseados na colaboração e na conciliação.

A ideia que se perfila entre as mais vantajosas seria a de proporcionar ambientes e grupos de trabalho que trabalhem de forma mais descentralizada e com maior autonomia, ou seja, situar o funcionário no centro da situação para reconhecer as suas necessidades e conseguir assim personalizar a gestão do talento. Entre outros desafios que se apresentam como prioritários, está o de fomentar um ambiente de trabalho mais satisfatório.

2.- A ideia de um trabalho saudável

A balança inclina-se para a promoção de hábitos saudáveis no ambiente de trabalho para este ano de 2017, uma vez que diversos estudos concluíram que, nos períodos nos quais se implementaram programas empresariais de bem-estar, a produtividade aumentou, ao mesmo tempo que se registou uma diminuição das baixas.

Algumas das estratégias seriam, por exemplo, criar espaços para o descanso e a descontração, oferecer alimentos saudáveis, incluir o desporto como opção, promover a utilização de transportes como a bicicleta, um meio de transporte não poluente, ou trabalhar fora do escritório.

3.- Transparência, diversidade e igualdade

Outro dos temas que constam da agenda dos departamentos responsáveis pelos recursos humanos tem a ver com as políticas empresariais enfocadas na diminuição das diferenças salariais entre homens e mulheres, assim como os efeitos secundários que afetam as carreiras profissionais das mulheres quando estas se tornam mães.

Do mesmo modo, pretende-se promover a avaliação de candidatos sem fazer distinção de género. Comenta-se que o governo expressou a intenção de implementar a obrigatoriedade da publicação dos salários dos homens e das mulheres, por parte das empresas, com o objetivo de tornar essa informação pública e tentar acabar com situações de injustiça desta natureza.

Preveem-se grandes benefícios para a diversidade étnica e cultural. De acordo com um estudo realizado pela consultora McKinsey ao longo do ano de 2015, as empresas que tiverem uma maior diversidade étnica e cultural terão maiores probabilidade de obter melhores resultados.

4.- Inteligência artificial, automatização e robótica

Perante a possibilidade de automatizar ou de implementar a inteligência artificial, é comum o medo por parte dos empregados instalar-se nos locais de trabalho.

Não obstante, ainda que seja um facto a necessidade de automatizar certas áreas, especialmente as mais repetitivas, também é um facto que será necessário criar novos postos de trabalho e criar funções novas.

As empresas deverão fazer um esforço maior e investir mais recursos com o intuito de proporcionar aos seus funcionários as competências novas de que precisarão, com o objetivo de alcançar uma maior competitividade.


Edith Gómez
Editora en Gananci
@edigomben

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