6 mitos sobre os telefones celulares… para esquecer

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A possibilidade de um celular provocar uma explosão numa bomba de gasolina ou um acidente de aviação, assim como a ideia de que estes dispositivos podem ser usados como um mecanismo alternativo para abrir um automóvel, são rumores que a maioria de nós já ouviu.

Apesar de os celulares fazerem parte da nossa vida quotidiana, tendo chegado quase a transformarem-se numa extensão de nós mesmos, não podemos esquecer-nos de que se trata de um fenómeno relativamente recente. Assim sendo, existem dúvidas e equívocos que, aliados ao excesso de informação (muitas vezes contraditória), podem dar origem a rumores, mitos e boatos acerca do funcionamento e capacidades reais destas máquinas.

Companhias telefónicas, centros de investigação e até programas de televisão como “Os Caçadores de Mitos” tomaram em mãos a tarefa de confirmar quais destes rumores e crenças têm ou não fundamento. Partilhamos aqui algumas destas conclusões.

1.- A utilização de celulares em postos de abastecimento pode provocar explosões

Este é, provavelmente, o mito mais disseminado. De facto, a maioria das nossas bombas de gasolina proíbe o uso de telefones celulares em todo o perímetro.

Não obstante, a companhia finlandesa Nokia, através do seu blogue Nokia Connects, afirma que se tratar de um boato falso, uma vez que “até à data, isso nunca aconteceu.”

Para desmistificar esta crença, a empresa cita as palavras do porta-voz do Instituto Americano do Petróleo, Robert Renkes: “desde o alvorecer da humanidade que nunca houve notícia de um celular que tivesse sido responsável por um incêndio”.

O programa norte-americano “Mythbusters” (“Os Caçadores de Mitos”, em português) deita este mito por terra através de várias experiências, numa das suas emissões.

2.- Os celulares podem provocar acidentes de aviação

“Lembramos aos senhores passageiros que não é permitido o uso de telefones celulares durante a viagem”. Esta frase não provoca estranheza a ninguém. Contudo, a Nokia, por exemplo, mostra-se cética relativamente à ideia de que os celulares provocam acidentes de aviação e sublinha a “improbabilidade” de isto acontecer. Porém, a empresa admite que “é melhor prevenir do que remediar”.

Por outro lado, um estudo realizado por investigadores do Departamento de Engenharia e Políticas Públicas (EPP) da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, adverte que os dispositivos móveis, assim como os computadores portáteis e outros aparelhos elétricos, “podem perturbar o funcionamento normal de instrumentos importantes do cockpit, especialmente os recetores do Sistema de Posicionamento Global (GPS), cada vez mais vitais para fazer aterragens em segurança”.

Para estes investigadores, o perigo encontra-se nas possíveis interferências entre as radiofrequências emitidas pelos telefones celulares e os aparelhos do cockpit.

Boato ou não, os aparelhos mais modernos têm já incorporada a opção de “modo de avião”, que permite desligar as ligações sem fios do celular e utilizar o resto das aplicações. No entanto, as políticas das companhias aéreas continuam a exigir que o dispositivo seja desligado durante a descolagem e a aterragem.

3.- Os celulares podem causar cancro

Este é um tema bastante delicado, uma vez que existem opiniões contraditórias e pouco conclusivas. Contudo, ainda não ficou provado que as radiações emitidas pelos dispositivos móveis provoquem cancro; porém, o contrário também não está provado.

Em Junho de 2011, a Organização Mundial de Saúde classificou os celulares, numa escala de cinco níveis, como 2B; ou seja, como “potencialmente cancerígenos”. Neste nível, estão incluídos os agentes com “indícios limitados de carcinogénese em humanos”, e encontram-se também outros produtos como o café, o gasóleo ou o clorofórmio. a OMS adverte sobretudo no controle da utilização móvel em crianças, mais sensíveis à radiação.

Emilio Alba, presidente da Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM), considera que “esta advertência por parte da OMS é bastante genérica”, e afirma que “até hoje, não há sequer provas frágeis” e “que não se determinou inequivocamente que haja algum risco”. Entretanto, os cientistas continuam a estudar o caso, à procura de uma resposta definitiva.

4.- Servem para “cozinhar”

Têm circulado numerosos vídeos na Internet em que se mostra que, aparentemente, um ou vários telefones celulares podem ser usados para cozinhar um ovo ou fazer pipocas. Isto é totalmente impossível. A temperatura necessária para fritar um ovo ou para que um grão de milho se transforme numa pipoca não pode ser gerada por um celular.

5.- Conseguem abrir o carro

A ideia de que enviar o sinal do comando de um veículo, através de uma chamada entre celulares, pode ser suficiente para abrir o carro tem corrido a Internet e tem sido difundida de boca em boca de forma muito rápida. Não obstante, ninguém conseguiu colocá-la em prática. De facto, esta crença foi desmistificada num programa da National Geographic (ver vídeo no final do artigo).

6.- Carregar o celular todos os dias reduz a vida útil da bateria

Não se trata de todo de um boato falso, mas de uma ideia que se disseminou sem ter em conta os avanços tecnológicos. De facto, nas primeiras gerações de telefones celulares, a má gestão do carregamento da bateria poderia afetar a sua duração a longo prazo (carregar o celular todos os dias, fazê-lo sem que a bateria estivesse completamente descarregada, etc. Lembre-se de nosso tutorial sobre como cuidar das baterias).

Contudo, nos smartphones atuais, os problemas das baterias encontram-se já resolvidos. O maior consumo de energia dos novos telefones celulares e a necessidade de poder carregá-los a qualquer momento, de modo a estarem sempre disponíveis, levaram as empresas a encarar a duração da carga e a vida útil da bateria como dois aspetos nucleares na conceção dos novos dispositivos.

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