Vicente Jiménez: e preciso enfrentar a transformação digital sem angústias

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A agência evoca celebra uma série de encontros, os #EncuentrosEvoca, onde se debate sobre a transformação digital dos meios de comunicação social. No último encontro celebrado, conversou-se sobre a transformação da rádio e contou-se com a participação de Vicente Jiménez, diretor-geral da Cadena SER e da PRISA Rádio. Pareceu-nos interessante voltar a expressar aqui as conclusões mais importantes desse evento, de modo a enfatizar as tendências de transformação em Rádio que estão a ter lugar e também as que virão.

Uma das primeiras afirmações de Vicente Jiménez é que acredita que nos encontramos num mundo cada vez mais mutável, em que se agradecem as perspetivas novas de profissionais de outros meios e até mesmo de outros setores. Ele defende que, ao contrário da imprensa, que há muito que se encontra em transformação, a rádio acaba de a iniciar. “É um processo que é preciso enfrentar sem angústias e temos de tentar ser os protagonistas da mudança, para que outros não o façam por nós.”

Jiménez, que foi protagonista na primeira pessoa da transformação da imprensa no jornal El País, tem consciência de que, para levar a cabo a mudança, é preciso fazer as perguntas adequadas e saber para onde ir, tendo humildade e vontade de aprender: “É costume ouvir dizer que a rádio goza de boa saúde, que o negócio corre bem. E é verdade, mas há sintomas de que algo começa a mudar. É fundamental interpretá-los adequadamente para levar a cabo a transformação com êxito.”

Vemos que o tempo de audição do público começou a diminuir, sobretudo nas rádios musicais, assegurou Jiménez. “Apesar de se tratar de um decréscimo ligeiro, é muito importante porque é um indício que antecipa grandes mudanças. Como aconteceu com a imprensa, temos de ter consciência de que assistimos a um modelo de convergência em que todos, televisão, rádios, imprensa, etc., competimos pelo tempo de antena.”

A transformação da distribuição

“Na rádio, como em outros meios”, continua Jiménez, “a mudança mais importante que já se percebe diz respeito ao modelo de distribuição. A diminuição de barreiras envolve também um dos processos mais fortes da economia global: a desintermediação. Um fenómeno imparável e ao qual é preciso dar resposta, fazendo as perguntas adequadas. Até agora, a rádio tradicional baseava-se no número de transmissores que uma cadeia tinha; no mundo digital, é possível emitir sem transmissores ou licenças, e isso muda tudo. As cadeias continuam a ter um modelo industrial de gestão de transmissores que tem de competir com novos agentes que podem emitir a partir de casa. Hoje, é possível lançar uma rádio sem necessidade dessa estrutura industrial.”

“A nossa concorrência também mudou, uma vez que, por um lado, enfrentamos novos agentes, start-ups cujo ADN é a inovação e que podem mover-se e adaptar-se rapidamente, e por outro lado, temos as grandes plataformas tecnológicas que competem pelo volume a nível global.” Mas, perante um cenário que poderia parecer preocupante, Jiménez identifica grandes oportunidades: “os automóveis ligados à Internet, por exemplo, são uma grande oportunidade para os conteúdos de áudio e as rádios estão melhor preparadas para os criar. É necessário também fazer a distinção entre a rádio falada em que o conteúdo é 100% nosso e as rádios musicais, em que o conteúdo vem de terceiros.”

Jiménez concluiu que “perante este cenário, é preciso empreender um processo de transformação baseado na inovação, com o objetivo de gerar valor em relação à concorrência, tendo consciência da magnitude da mudança”.


 

Evoca Comunicación e Imagen es una empresa especializada en la gestión de proyectos de Comunicación y Transformación Digital.

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