A América Latina enche as salas de aula com 18 pronúncias diferentes

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Se além da Europa, onde está radicada a Escola de Jornalismo UAM-EL PAÍS, há um continente bem representado na mesma, é a América. Os alunos latino-americanos trouxeram para as aulas as pronúncias de até 18 países diferentes com o objetivo comum de aprender a fazer o melhor jornalismo em espanhol. Um total de 114 pessoas que contribuíram com o seu profissionalismo para levar até ao outro lado do Atlântico os valores que aqui aprenderam e que podem ser resumidos em conceitos como o rigor, a exigência e o cuidado com a linguagem.

Ao longo dos 30 anos de história da Escola, a presença latino-americana tem vindo a crescer até alcançar, na última edição, um total de 12 alunos provenientes do México (4); Colômbia (1); Venezuela (1); Chile (2); República Dominicana (1); Brasil (1) e Argentina (2). Fora de Espanha, é a América Latina que melhor representa a vocação internacional do mestrado, e faz sentido, tendo em conta que é lecionado integralmente em espanhol. No entanto, isso não é um obstáculo, nem para os brasileiros nem para outras nacionalidades europeias que passaram pelas nossas salas de aula. Assim, a Escola conta na sua base de dados com italianos, alemães, austríacos, portugueses e franceses, entre outras nacionalidades, assim como com alunos que complementam a sua nacionalidade sueca, romena, chinesa ou norte-americana com uma segunda nacionalidade, argentina ou espanhola, por exemplo.

Com toda esta presença externa, a Escola apenas saiu mais enriquecida. Os alunos levam consigo uma nova forma de organização do trabalho, as técnicas do bom jornalismo e uma atualização do recurso a novas formas de informar e difundir a informação. A Escola fica com as vivências de realidades sociais e políticas muito diferentes que expandem os horizontes de professores e alunos.

Com o passar dos anos, qual tem sido o destino de todos estes alunos? Muitos estão a trabalhar no grupo PRISA como jornalistas, seja em Espanha ou como colaboradores ou correspondentes do El País nos seus países de origem, ao passo que outros ocupam cargos de direção em meios como El Tiempo (Colômbia); o grupo Expansión (México) , Reforma (México) A Folha de São Paulo (Brasil), Clarín (Argentina)…

Mas não é apenas através da presença no mestrado que a Escola pretende fortalecer a sua relação com a América Latina. Por isso, nos últimos anos, colocou em marcha diversas iniciativas que se concretizaram na organização de vários seminários no Instituto Tecnológico de Monterrey (TEC), com quem realiza também workshops em Madrid para os seus alunos; na Universidade del Rosario de Bogotá (Colômbia) e no jornal La Nación de Manágua (Nicarágua). A Escola faz também parte do conselho consultivo do novo mestrado de jornalismo em espanhol que, a partir do próximo mês de agosto, será lecionado na Universidade de Jornalismo de Nova Iorque (CUNY).


Belén Cebrián
Directora de La Escuela de Periodismo UAM-EL PAÍS

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