BYOD: prós e contras de trabalhar a partir do seu ‘smartphone’ pessoal

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Por muito protagonismo que esteja ganhando recentemente nos relatórios de tendências empresariais o acrônimo BYOD (sigla de Bring Your Own Device, ou seja, traga seu próprio dispositivo), o certo é que esse fenômeno é toda uma realidade que já se estendeu a empresas de todas as dimensões. De fato, um estudo do IDC revela que apesar de os responsáveis de informática afirmarem que cerca de 34% dos usuários se ligam às redes corporativas com dispositivos pessoais, cerca de 69% dos funcionários garante fazê-lo.

Na verdade, faz tempo que as infraestruturas informáticas das empresas abriram suas portas (ou melhor, portos) aos equipamentos pessoais dos funcionários, colaboradores e visitantes, sobretudo a partir do auge dos computadores portáteis no final dos anos 90 do século passado. A partir desse momento, começou sendo habitual ligarmo-nos aos sistemas e aplicações corporativas a partir de qualquer local dentro da rede interna, ou seja, desde equipamentos móveis diferentes aos PC de escritório presentes nos postos de trabalho dos funcionários.
Sendo assim, qual é então a novidade dessa situação, para além de o fenômeno ter sido batizado com uma nova palavra que ganha cada vez mais força? Pois bem, hoje em dia o “escritório móvel” alcançou uma nova dimensão com o uso crescente de smartphones e tablets, que apesar de poderem ser adquiridos para uso pessoal, são capazes de integrar qualquer aplicação. Isso faz com que os funcionários utilizem o mesmo terminal para gerencias seus assuntos pessoais e laborais, o que faz com que as empresas criem uma estratégia mais séria que soa a convite: traga seu próprio dispositivo.

Mas o BYOD chega acompanhado de numerosos debates em torno das suas vantagens e inconvenientes. O que é certo é que cada passo em frente deste fenômeno pode ser visto de várias perspectivas que persuadem ou dissuadem a sua implementação, como passamos a resumir:

• Flexibilidade. Ao utilizar seus terminais pessoais, os funcionários podem ter mais opções de teletrabalho e podem fazer uso dos seus dispositivos em todos os momentos e a partir de qualquer lugar. No entanto, isso requer que as empresas criem novas políticas de controlo de acesso e que disponham de recursos de rede suficientes para suportar as ligações de uma grande diversidade de dispositivos com diferentes sistemas operativos e aplicações.

• Redução de custos. Se os dispositivos pertencem aos funcionários, as empresas poupam uma parte do seu investimento em equipamento. Mas é lógico que os trabalhadores não tenham que pagar do seu bolso os serviços de telecomunicações necessários para desempenhar o seu serviço, ainda que também utilizem esses terminais para assuntos pessoais.

• Eficiência e produtividade. O BOYD aumenta a eficiência e produtividade dos funcionários, já que podem gerenciar assuntos urgentes em tempo real a partir de qualquer lugar. Não obstante, isso pode levar a que os profissionais trabalhem muito mais horas do que as contratadas, já que estão ligados a todo o momento e muitos consultam seu correio eletrônico e realizam tarefas fora do seu horário laboral.

 

À espera de saber se o próximo ano será o da expansão definitiva deste fenômeno, o BYOD já está ultrapassando as barreiras corporativas e o seu uso se estendeu a outros âmbitos, como o educativo. Pode comprovar no vídeo que se encontra mais abaixo e que mostra que os 35 colégios que compõem o distrito escolar de Forsyth County (Georgia, Estados Unidos) já adotaram essa prática com a denominação BYOT (Bring Your Own Technology, traga sua própria tecnologia).

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