É mais importante o conteúdo que o invólucro: já gastamos mais em conteúdos do que em dispositivos

CHIANG MAI,THAILAND - November 15,2016: Female Holding Smartphon

Se, até agora, o principal consumo de tecnologia por parte do consumidor se centrava na compra de dispositivos, parece que, nos últimos meses, o panorama mudou e, agora, estagnou-se a favor do aumento da aquisição de conteúdo para dotar, precisamente, os dispositivos já adquiridos.

Pelo menos, é isto que assegura o último estudo da consultora International Data Corporation (IDC, na sigla em inglês), Consumer Spending Priorities: Tech and Services, onde se afirma que os consumidores vão gastar mais dinheiro em conteúdos daqui a 2020. O estudo afirma que o gasto total em serviços, conteúdos e dispositivos, nos próximos três anos, poderá chegar aos 3400 milhões de dólares, mais 4,7% anuais do que em 2015.

A IDC indica ainda que a compra de dispositivos diminuirá 22% em relação aos 28% que alcançou em 2015. No entanto, o gasto em conteúdos digitais aumentará 12,6% anualmente. Os serviços digitais, por sua vez, manterão uma participação de 61%, o que supõe um crescimento de 4,9% num ano.

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Se já temos telemóveis, está na hora de enchê-los de conteúdo

É interessante ver como o consumidor digital vai variando as suas necessidades. Depois de perceber, mais ou menos satisfatoriamente, qual será o suporte ou dispositivo que prefere usar (hardware, wearable, smartphone, IoT, etc.), resta-lhe centrar a sua atenção nos conteúdos de serviços online necessários para obter a experiência desejada no uso desse dispositivo ou plataforma online, seja com apps, notícias, livros digitais, subscrições, streaming… Isto quer dizer que começamos a valorizar mais o conteúdo do que a invólucro. Algo que, até agora, era completamente ao contrário. É possível, porque, atualmente, praticamente todos os dispositivos do mercado proporcionam uma experiência básica semelhante comparando com o consumo de conteúdos, ainda que tenham outra gama, preço, extras e prestações.

O esforço de transformação que todos os setores de produção estão a levar a cabo poderia dar frutos, já que esta seria a oportunidade para a expansão de todo o tipo de formatos que foram amadurecendo com o crescimento do telemóvel. A criação de conteúdo transmédia, os novos canais de vídeo-notícias, a mudança no uso dos videojogos ou o impulso das plataformas de streaming móvel das empresas de conteúdos audiovisuais (Netflix, HBO), entre outras tendências que promovem a qualidade dos produtos digitais, vão conseguir com que nos transformemos em compradores de conteúdo.

A IDC mostra-nos, nesta ocasião, a visão do mercado norte-americano e, apesar de já sabermos que não é reproduzido noutras regiões do planeta, pressupõe-se um avanço sobre como vão suceder as tendências no resto do mundo. O mesmo estudo contempla que boa parte do aumento do consumo de conteúdos virá da procura em regiões do mundo em vias de desenvolvimento e que aumentará o consumo de conteúdos através de serviços de telemóvel e streaming de áudio e vídeo móveis.

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