Pontos-chave para a ofensiva contra as fake news

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O que aconteceria se, num futuro próximo, não soubéssemos distinguir entre as notícias falsas e as verdadeiras? E se, na verdade, não nos incomodasse tanto ler as falsas, como denota o auge da pós-verdade, que dá primazia à crença no que nos é dito em detrimento do que dizem os dados reais.

Pode até parecer que a sociedade está disposta a deixar-se levar pelas parangonas que mais lhe convêm, sejam ou não verdadeiras, mas, felizmente, não é esse o caso e a grande maioria é composta por cidadãos que reclamam uma informação fidedigna e comprovada, porque não querem ser enganados e porque precisam de ter fontes de informação fiáveis às quais recorrer quando mostram interesse informativo por um assunto. Por outro lado, os meios de comunicação social que dão provas há anos da sua credibilidade e que se mantêm como uma opção fiável e de qualidade fazem ouvir os seus protestos e lutam abertamente contra as más práticas informativas que inundam a Internet.

Se a isto acrescentarmos notícias como a de que, em 2022, o público ocidental consumirá mais notícias falsas do que verdadeiras e de que não haverá capacidade material ou tecnológica suficiente para as eliminar, conforme afirma a consultora Gartner no seu mais recente relatório, “Previsões Tecnológicas para 2018″, fica claro que está na hora de os utilizadores fazerem algo em relação a isto e começarem a defender o seu direito a uma informação fidedigna. Um bom começo é aprendermos a detetar as fake news por nós mesmos.

PONTOS-CHAVE PARA IDENTIFICAR FAKE NEWS

1.- Identificar a fonte. É importante saber de onde provém a informação que aparece nestes canais, se a fonte é uma pessoa, um meio de comunicação social ou uma instituição. Devemos assegurar-nos de que a fonte é fidedigna. Chegar à fonte principal de uma notícia é a melhor opção.

2.- Não ficar pelo título. Os títulos marcantes captam a nossa atenção, mas é importante ler a notícia completa para nos certificarmos de que se trata realmente do que se afirma no título.

3.- Quem é o autor? Saber se o autor existe realmente ou não através de uma simples pesquisa faz com que comecemos a distinguir os bots dos verdadeiros jornalistas. Também convém verificar a reputação do autor pois, mesmo que seja real, pode não ser tão fiável como parece.

4.- Consultar outras fontes. É importante verificar as hiperligações indicadas no próprio artigo para ver se vão dar aos dados a que fazem referência. É também uma boa prática consultar outros meios de comunicação social reconhecidos e fiáveis para comprovar que existe uma publicação generalizada da notícia e do seu tratamento.

5.- Verificar as datas de publicação. Muitas vezes, e sobretudo nas redes sociais, volta-se a publicar notícias antigas como se fossem atuais. Isto faz com que um facto do passado que já perdeu toda a sua relevância ganhe vida num contexto totalmente diferente, criando uma certa confusão.

6.- Verificar que não se trata de uma brincadeira. É possível que alguém escreva um artigo satírico ou de humor sobre um tema e este comece a ser difundido como algo real. Se o tratamento da notícia for muito exagerado ou extravagante, é mais do que provável que não seja verdadeiro. Mais uma vez, verificar a origem da notícia e o seu autor ajudar-nos-á a saber se é uma brincadeira ou não.

7.- Ter em conta o nosso juízo de valor. Pode tornar-se um inimigo da verdade. Está provado que as nossas inclinações e crenças podem alterar a nossa opinião e fazer com que tomemos por boas notícias que sabemos que podem ser falsas. Infelizmente, o alento da pós-verdade é um dos principais rastilhos com que os distribuidores de fake news contam para as tornar virais nas redes sociais.

8.- Recorrer a fontes especializadas. Fontes oficiais, centros de documentação, bibliotecas, páginas verificadoras ou meios reputados podem ajudar-nos na hora de dar credibilidade a uma notícia sobre a qual temos dúvidas.

Convém acrescentar a estes pontos a responsabilidade imputada aos utilizadores digitais no momento de difundir, partilhar ou retweetar notícias com base apenas no título, sem sequer as abrir para as ler primeiro ou simplesmente comprovar que as hiperligações indicadas correspondem realmente ao que dizem. Somos nós, os utilizadores, que consciente ou inconscientemente movimentamos as fake news nos nossos perfis e, assim sendo, travá-las pode estar nas nossas mãos.

Por outro lado, estas recomendações já são postas em prática desde sempre pelos meios de comunicação social tradicionais, o que faz deles a melhor opção para os utilizadores que pretendem estar sempre a par da realidade verídica.

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