Como compramos na Internet

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Talvez você ainda não tenha dado conta, mas agora faz tudo de outra maneira, já não é o mesmo ou a mesma e a culpa é do aparelho que está sempre na sua mão, o seu telefone celular. A tecnologia mudou tanto você que até foi capaz de fazer com que olhe apenas para montras que não existem fisicamente, que use apps para fazer o acompanhamento de um produto, ou que compre coisas em lojas impalpáveis. Efetivamente, você entrou de cabeça na era do comércio eletrônico.

Quem sabe medir muito bem esta mudança de comportamento e monitoriza como compramos virtualmente é a Nielsen, que acaba de publicar o estudo “E-commerce: evolution or revolution in the fast-moving consumer goods world?” e que analisa o comportamento dos usuários de todos os cantos do mundo no momento de comprar coisas na Internet. Após fazer um inquérito a mais de 30.000 usuários da Internet de 60 países, eis as conclusões a que a Nielsen chegou:

Ecommerce_05• Estamos ansiosos por comprar na Internet. A nossa intenção de compra online duplicou de há 3 anos para cá. A compra de ingressos para espetáculos e entretenimento em geral, como livros eletrônicos, é a área que mais aumentou, com um crescimento de 19%. No entanto, está previsto um aumento considerável a curto prazo, quase se equiparando à intenção de compra de roupas, passagens aéreas e hotéis.
Gostamos mais de ver do que comprar. Os usuários da América Latina são os que mais buscam produtos online mas, no entanto, são os usuários da região da Ásia e do Pacífico que mais compras realizam. Entre os produtos mais propensos à busca do que à compra estão: os equipamentos eletrônicos, os telefones celulares, hardware e software, artigos esportivos, jogos de vídeo, filmes e automóveis. São produtos mais caros que preferimos experimentar antes de comprar.
Ecommerce_06No caso dos produtos alimentares, já não temos tanta certeza. Os valores da compra online de produtos perecíveis são mais baixos do que os das restantes categorias. Contudo, este segmento parece estar aumentando e alcançou já os 27% na intenção de compra de produtos alimentares, 20% nos produtos para bebês e 21% nos produtos para animais de estimação.
O celular triunfa onde não há computadores. Em países em vias de desenvolvimento, são os dispositivos de compras online que mais se utilizam. No entanto, em termos globais, o computador de mesa ou o portátil continuam sendo o dispositivo predileto para as compras na Internet.
Ecommerce_07Buscamos a poupança máxima. Mais de metade das aplicações de compras que usamos oferecem-nos comparações que nos permitem buscar preços baixos. Usamos poucas para fazer listas de compras.
Para uma pessoa na casa dos vinte, comprar na Internet é tão fácil como respirar. Só a geração dos Millennials (21-34 anos) compõem mais de metade dos usuários com intenção de compra online.

O estudo também apresenta uma tipologia de internautas consumidores:

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SHOPAHOLICS (Viciados no e-commerce): Eles adoram comprar na Internet, divertem-se com isso, utilizam com destreza toda a tecnologia ao seu alcance para fazer a compra e ficam até felizes por receber e-mails com ofertas publicitárias.

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Ecommerce_02RESEARCHERS (Buscadores e comparadores): Manejam a busca de produtos na Internet com verdadeira mestria, são capaz de ficar horas comparando preços em várias páginas até conseguirem a melhor oferta, confiam nas opiniões e nas recomendações de outros usuários das redes sociais e só compram online coisas que tenham visto e experimentado em lojas físicas.

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SAVERS (Poupados): A sua única obsessão é encontrar o melhor preço entre um milhão. Para esse efeito, usam todos os serviços que a Internet coloca ao seu alcance para poupar, controlar gastos ao milímetro, consultar ofertas em tempo real ou planear compras conscientes.

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SKEPTICS (Cépticos): Não conseguem acreditar que, se comprarmos algo na Internet, o produto chegue a nossa casa. Jamais fornecem o número do seu cartão de crédito online e pensam que o e-commerce jamais poderá substituir o ato de se deslocar a uma loja física e falar com o comerciante cara a cara.

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Qual é a sua opinião? Acha que estamos perante uma evolução na nossa forma de comprar ou que, na verdade, se trata de uma revolução que vai mudar tudo radicalmente?

Você pode baixar o estudo neste link.

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Miguel Ángel Corcobado
Departamento de Transformación de PRISA

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