Decálogo para se “libertar” da tecnologia

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Os jovens encaram o universo digital como algo imprescindível nas suas vidas, de tal modo que se podem sentir excluídos se não estiverem nas mesmas redes sociais que os outros. Porém, neste momento, já todos sabemos que é necessário aprender a controlar esse mundo para que não crie em nós uma dependência extrema. De facto, os estudos mais recentes mostram que, em Espanha, 21% dos adolescentes entre os 14 e os 18 anos apresentam uma utilização compulsiva das tecnologias.

A Fundación de Ayuda contra la Drogadicción (FAD – Fundação de Apoio contra a Toxicodependência), que conta com a PRISA na sua Comissão de Meios de Comunicação, alarmada com estes dados de dependência por parte dos mais jovens, criou o programa “Conectados”, um projeto para os adolescentes navegarem de forma segura na Internet que foi elaborado com a ajuda da Google e do BBVA.

Conectados” pretende promover a reflexão social e a sensibilização para a importância de uma utilização adequada e responsável destas TIC. O projeto, à semelhança de outras ações da FAD, faz finca-pé na importância de estes problemas encontrarem apoio nas instituições educativas e nas próprias famílias, como a melhor forma de chegar aos mais jovens. Para tal, foi elaborado um decálogo que propõe pautas concretas para estabelecer normas claras que regulem a utilização da Internet, dos jogos de vídeo ou do telemóvel. O tempo de utilização, o momento e o lugar são elementos fundamentais que pais e professores devem controlar e “Conectados” é uma boa ferramenta para começar a trabalhar.

Decálogo para educar os jovens para a boa utilização das TIC

1. Converse com as suas filhas e filhos, favoreça a comunicação positiva e a audição ativa.

2. Estabeleça normas claras para regular a utilização da Internet, dos jogos de vídeo e do telemóvel. Deve deixar bem claro quando, quanto e onde os jovens podem utilizá-los.

3. Eduque os seus filhos na gestão inteligente do ócio e do tempo livre.

4. Faça um esforço para que os seus filhos e filhas encontrem em si a confiança e o apoio que lhes permitam contar-lhe qualquer problema e transmita-lhes sempre o seu amor incondicional.

5. Navegue na Internet com os seus filhos e filhas, mostre-lhes quais são as páginas mais fiáveis e ensine-os a navegar com um objetivo claro, determinado de antemão. Ensine-lhes que nunca devem fornecer dados pessoais na Internet.

6. Lembre-se de ser consequente e de dar o exemplo na sua interação com as tecnologias.

7. Caso os seus filhos joguem, escolha os jogos de vídeo segundo as normas PEGI (idade e conteúdos). Não se esqueça de supervisionar também os jogos que trocam entre amigos e jogue com eles de vez em quando.

8. Ensine-lhes que o telemóvel serve para fazer chamadas curtas e urgentes. Responsabilize-os pelo seu consumo, que deve ser sempre limitado e controlado por si.

9. Utilize os programas de controlo parental, tanto no computador como nas consolas de jogos, para evitar que os seus filhos ou filhas encontrem conteúdos não adequados à sua idade.

10. Mantenha-se a par dos avanços das tecnologias, para que o chamado fosso digital não represente um obstáculo à sua função de proteger as suas filhas e filhos.

LEMBRE-SE: O melhor filtro para a utilização das TIC que podemos facultar aos nossos filhos e filhas é a educação que lhes damos, que lhes permitirá ter um bom discernimento sobre o que podem e devem ou não fazer na Internet. Devemos educar para a responsabilidade. As mães e os pais são a ferramenta mais eficaz de proteção e de educação, através da nossa proximidade, da comunicação e da disponibilidade.

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