Dados, relatórios e tendências que convém conhecer

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Começa o ano e dominam as tendências, os prognósticos e, acima de tudo, os dados. Por isso, compilámos uma série de relatórios e estudos que refletem, através dos seus dados, o panorama da sociedade digital atual em diversos aspetos e cuja utilidade é fundamental para compreendermos e nos anteciparmos ao futuro próximo que nos espera.

O estado mundial da infância num mundo digital

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A Unicef apresenta-nos este relatório em que assinala a importância do debate sobre a segurança das crianças na Internet e propõe alterar a forma como os mais pequenos têm acesso ao mundo digital. Propõe assim acelerar as medidas oportunas, levar a cabo investimentos específicos e reforçar a cooperação para proteger as crianças contra os perigos de um mundo cada vez mais conectado. Isto sem impedir que os mais jovens tirem proveito das possibilidades que a era digital oferece.

O estado da economia digital na América Latina e nas Caraíbas

10Informes_2018_02O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) indica no seu relatório qual é o grau de preparação dos países desta região e dos países da OCDE para desenvolverem a economia digital, com base no Índice de Desenvolvimento do Ecossistema de Aplicações (IDEA), e analisa o potencial de digitalização de cada setor, de modo a que os países possam identificar áreas de ação fundamentais para maximizar os benefícios associados às novas tecnologias digitais. A economia digital e, mais concretamente, o ecossistema de novas aplicações e serviços digitais, pode propiciar um impacto transversal sobre os distintos setores económicos, com importantes melhorias produtivas de eficiência e de acesso a nível dos serviços oferecidos.

As 10 tendências tecnológicas que marcam os consumidores

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É curioso ver relatórios de companhias que analisam as tendências vindouras dos mercados, mas torna-se ainda mais interessante quando essas tendências se baseiam nos prognósticos dos próprios utilizadores. É assim que a Ericsson configura este relatório anual onde se explora o futuro da perspetiva do utilizador. Entre as tendências mais destacadas encontramos: os consumidores esperam que as interações com a tecnologia sejam controladas pela intonação, pela expressão facial e pela linguagem corporal; que os auriculares se tornem um acessório de utilização permanente; 51% dos utilizadores da realidade aumentada ou da realidade virtual acreditam que a inteligência artificial produzirá uma publicidade indistinguível dos próprios produtos.

Dez anos que mudaram os meios de comunicação social

10Informes_2018_04A transformação digital e a crise alteraram a indústria dos meios de comunicação social e, sobretudo, o consumo de conteúdos, mas também deram azo ao nascimento de novos agentes e ao desenvolvimento de práticas de comunicação que são independentes dos efeitos da recessão económica. A Fundación Telefónica analisa a evolução dos meios de comunicação social ao longo da última década e faz a comparação com a atualidade, contextualizando as circunstâncias específicas de cada meio e a influência que o novo contexto teve em cada um, tanto a nível dos meios tradicionais como dos novos meios sociais.

E agora, quem limpa o “e-lixo”?

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A UIT, a United Nations University e a International Solid Waste Association abordam o problema global que é o lixo eletrónico (e-waste, electronic waste), que inclui produtos com baterias ou fichas, como os telemóveis, os computadores pessoais, as televisões, os frigoríficos ou os brinquedos eletrónicos. Em 2016, geraram-se 44,7 milhões de toneladas métricas de lixo eletrónico, um aumento de cerca de 3,3 milhões sobre 2014, dos quais apenas 20% foi reciclado. Mas o perigo surge agora, já que se prevê que o volume deste tipo de lixo aumente até 17% em 2021, o que representa um volume de 52,2 milhões de toneladas métricas. Neste relatório, destaca-se a importância do risco que este lixo representa para o ambiente e para a saúde das pessoas e a necessidade de promover o seu tratamento e eliminação de forma adequada e segura. 

Sinfonia de empresas

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Este relatório da Deloitte Insights afirma que as inovações como as tecnologias cognitivas ou o blockchain, entre outras, estão a redefinir os negócios. Por isso, convém que as organizações comecem a apostar em estratégias tecnológicas horizontais e verticais. Ou seja, a estratégia, a tecnologia e as operações devem trabalhar em conjunto, em harmonia, em todas as áreas e geografias de cada companhia. Desta forma, é possível tirar proveito das profundas mudanças atuais para um desenvolvimento empresarial adequado.

As sete tendências que marcarão 2018

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A Accenture Interactive e a Fijord analisam aqui as sete tendências que se prevê que tenham maior impacto nos negócios, na tecnologia e no design em 2018. Essas tendências estão relacionadas com a próxima geração de experiências e são: o regresso do mundo físico e a sua fusão com o mundo digital; os computadores e as suas capacidades visuais; a escravatura do algoritmo; a colaboração com as máquinas; a tecnologia blockchain e a transparência; a economia da ética e o crescente protagonismo do design.

Como se lê na sociedade digital?

10Informes_2018_08A Fundación Telefónica afirma neste estudo que o panorama da leitura está a mudar rapidamente. No entanto, longe de desaparecer, os livros renascem graças à reinvenção da leitura, que se afasta do cânone erudito herdado dos séculos passados e se cruza com os novos dispositivos e as novas modalidades de leitura surgidas na sociedade em que vivemos, a sociedade digital. Desta forma, surgem novas formas de ler variadas e plurais, que se juntam à leitura individual. A leitura torna-se mais social, holística, interativa, afetiva e corpórea, o que se relaciona com os novos agentes do mundo leitor, como os booktubers e os prossumidores.

A publicidade nativa funciona realmente?

A IAB Spain e a nPeople procuram avaliar neste relatório os novos formatos publicitários (publicidade nativa, branded content e influencers) e propõe-se estabelecer uma análise de base para o acompanhamento da sua evolução. Para esse efeito, compilou as perspetivas de toda a indústria com base em três agentes fundamentais: os consumidores de publicidade, os anunciantes e os profissionais da indústria digital. No estudo, abordam-se temas como a perceção da publicidade online, o marketing de conteúdos ou branded content, a aceitação da publicidade nativa ou native advertising, o universo dos influencers, a perspetiva dos profissionais do marketing e o ponto de vista dos anunciantes.

Como vamos fazer pagamentos a partir de agora

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Segundo a Indra e a Tecnocom, os autores deste relatório, 2018 será o ano em que a transformação digital dará origem ao surgimento de soluções disruptivas relacionadas com a indústria de métodos de pagamento. Para tal, contribuirá de forma decisiva as alterações na estrutura regulatória, que propiciaram o surgimento de novos concorrentes e modelos de negócio. Na Europa, o exemplo de mudança regulatória prevista para 2018 é a diretiva PSD2. Noutras regiões do mundo, destacam-se a Lei Fintech no México, a autorização do pré-pagamento “aberto” no Chile e a autorização de várias SEDPE na Colômbia.

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