Do employer branding às redes sociais empresariais. O panorama da transformação digital em Recursos Humanos

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Há uns dias, apresentou-se o Terceiro Estudo em Espanha sobre Transformação Digital em Recursos Humanos, elaborado pela Íncipy e pela Inesdi, com o objetivo de determinar o nível e a evolução do amadurecimento digital nos Incipy_transformRRHH_04departamentos de Recursos Humanos das grandes empresas espanholas.

No estudo, foram recolhidos os dados de mais de 100 companhias, a maioria com mais de 100 funcionários, de diversos setores, e mostra-se como as empresas de Espanha estão a enfrentar os desafios digitais, com especial enfoque em:

  • Canais e formatos de comunicação interna digital.
  • O trabalho com redes sociais empresariais.
  • Competências digitais.
  • Estratégias de digital employer branding.
  • Redes sociais em Recursos Humanos.
  • Formação em competências e conhecimentos digitais.

Atualmente, mais de 75% das empresas espanholas encontram-se numa fase avançada dos seus planos de transformação. Além disso, assiste-se ao aumento da implementação de iniciativas de transformação digital em Recursos Humanos, para o que se usa especialmente as redes sociais. O estudo destaca em particular a utilização de redes sociais e a implementação de novas ferramentas e canais de comunicação interna, além da digitalização de certos processos. No entanto, apenas 20% das empresas têm um roteiro totalmente definido, o que indica que, em muitas delas, se está a trabalhar de forma pontual e sem uma planificação coordenada.

No que diz respeito à comunicação interna, as páginas internas ou intranets tradicionais perderam terreno para outras plataformas mais avançadas, sociais e interativas, em pelo menos 26% das empresas visadas pelo estudo. No entanto, a comunicação por newsletter (55%) continua a ser o método mais utilizado, tanto pelas empresas com planos de transformação inovadores como pelas empresas que ainda estão a criá-los. Nesta tendência de comunicação bidirecional, há também espaço para as aplicações móveis. Porém, a mudança não se produz apenas a nível das ferramentas utilizadas, uma vez que também os conteúdos se estão a adaptar para se tornarem mais digitais, visuais e colaborativos.

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Quanto às redes sociais empresariais (Enterprise Social Networks – ESN, redes internas e privadas para os funcionários), veremos que estão presentes em 53% das companhias. No entanto, esta percentagem ainda está longe dos valores de utilização e de adoção, o que confirma que o desafio não é tanto tecnológico (dispor de uma plataforma), mas reside em trabalhar de forma mais horizontal, colaborativa e em rede.

O estudo indica que apenas metade das empresas consultadas utiliza software ou plataformas digitais para a gestão de Recursos Humanos, algumas com soluções integradas e outras com diversas plataformas, uma para cada tema. Pouco a pouco, aumenta o interesse pela medição analítica no contexto dos Recursos Humanos, mas, de momento, mantém-se nos 18%.

No contexto dos Social Media, o estudo destaca um crescimento assinalável no que diz respeito à quantidade de empresas sensibilizadas para o trabalho com as redes sociais na área dos Recursos Humanos. Há uma especial dedicação ao cultivo dos perfis corporativos das empresas através do LinkedIn.

O estudo destaca, neste ponto, a utilização, ainda que discreta (10% das empresas que têm uma estratégia de Recursos Humanos nos Social Media), da plataforma Glassdoor, na qual funcionários e ex-funcionários classificam as companhias de forma anónima.

O employer branding, a estratégia que combina o marketing e os Recursos Humanos para obter um bom posicionamento no mercado laboral, onde muitos candidatos, especialmente os de maior talento, são quem escolhem os seus empregadores, também está a crescer, segundo este estudo. Há uma clara aposta em aprofundar o importante papel dos funcionários como embaixadores da marca do empregador.

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O E-recuitment, ou a utilização de plataformas de recrutamento digital e programas para a recolha de candidaturas e gestão da seleção de candidatos para postos de trabalho, torna-se a tendência de maior destaque. As companhias utilizam fundamentalmente o LinkedIn, apesar de apenas 22% delas terem contratado os seus serviços de Talent Solutions.

Por último, o estudo analisa o capítulo da formação nas empresas e afirma que poucas das companhias que participaram se comprometeram a medir ou avaliar o fosso digital entre os seus diretores e funcionários para gizar um plano de capacitação adequado e específico.

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Observa-se um aumento discreto da percentagem de empresas que capacitam os seus funcionários em competências digitais e os seus cargos diretivos em professional branding. No entanto, aumenta a contratação de novos perfis especializados em áreas digitais. Pelo menos, há uma certa tendência para a criação de centros de aprendizagem, hubs e comunidades nas empresas para promover a inovação.

À luz deste estudo, é agradável constatar que, na PRISA, já foi implementada a um nível bastante avançado a grande maioria das melhorias que foram recomendadas. Ainda que, na verdade, o plano de transformação continue a ser levado a cabo e que questões como a formação ou o employer branding continuem a crescer e a evoluir constantemente, as ferramentas já foram implementadas e colocadas à disposição dos profissionais de toda a organização para garantir que a comunicação bidirecional funciona e permanece aberta aos possíveis conceitos futuros da transformação digital.

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