O cemitério dos sites

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O ano passado propusemos celebrar o Haloween ou Dia de Finados de maneira digital com uma série de recursos que se podiam encontrar na Rede e que são de grande utilidade se quiser sentir um pouco de medo ou simplesmente conhecer melhor esta festa popular.

Mas não são só as pessoas que morrem. Também as coisas, incluindo os sites de Internet, vão perdendo interesse e, de alguma forma, morrendo. Também na Internet, como bem sabemos, nada morre sem deixar rasto, desaparecer custa mais do devia, como acontece no Facebook e noutras redes sociais onde, se não dermos a senha a ninguém antes de morrermos, lá permaneceremos para os próximos séculos, tal como mostramos no nosso blog através deste vídeo.

Mas é claro que as páginas de Internet também morrem, ou melhor, deixam de ser visitadas, permanecendo quase como fantasmas do ciberespaço. A morte do site é medida sobretudo pelo interesse do usuário, algo que é muito bem monitorizado pelo Google Trends, onde um gráfico demonstra a decadência de um site até que se perca praticamente no meio do nada. Neste exemplo vemos como o Hispavista, um dos sites dominantes da Rede no antigamente, é agora uma sombra do que foi.

Convidamo-lo a consultar nesta ferramenta do Google os sites que despertavam maior interesse nos anos 90 e nos primeiros anos deste século, para ver como estão passando agora, e se continuam “vivos”.

Antes deste colapso demográfico na Internet, surgem projetos imaginados, mas certamente possíveis, como o deDavid García Studio, denominado Archivo de las Webs Muertas, um esboço de arquitetura experimental que propõe albergar um arquivo mundial de websites numa gruta na Croácia chamada Munižaba, que se presume ser a maior da Europa. Claro que um repositório dessas dimensões merece um propósito em conformidade.

O projeto prevê que todos os conteúdos dos sites mortos seja impresso em folhas de policarbonato de tamanho A4 para um melhor armazenamento e preservação, para além da construção de um edifício na entrada da gruta, onde os investigadores possam trabalhar e descer ao fundo para consultar os arquivos manualmente ou visualizá-los através de telas gigantes dispostas ao longo do complexo.

A idéia é enormemente inspiradora, ainda que faça parte apenas de um projeto imaginado publicado no MAP (Manual of Architectural Possibilities) 003.

Miguel Ángel Corcobado
PRISA Digital

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