O mundo do ‘millennial adolescente’: antes um smartphone do que uns ténis novos

teens and gadgerts

Em breve, constituirão 50% do total de consumidores online, é por isso que é importante para as marcas conhecer as tendências deste considerável grupo de adolescentes hiperconectados que denominamos como “Geração Z”, “PostMillennials” ou “Geração Tech” e para quem o smartphone é o objeto mais importante que o ser humano criou. Curioso, não acham? Mas só se compreendermos a que ponto chega o seu nível de conexão digital é que será possível ficarmos mais a par dos gostos e interesses deste grupo social (se já viram a velocidade a que teclam no WhatsApp, sabem do que estamos a falar).

Compreender os jovens sempre foi uma proeza (os antigos lacedemónios evitavam-nos até que chegassem à idade adulta) e a verdade é que já todos passámos por isso e sabemos o que custa compreender-nos a nós mesmos. Contudo, a particularidade desta geração é o seu comportamento relativamente à tecnologia, uma vez que cresceu muito mais ligada a ela do que as gerações predecessoras e não restam dúvidas de que continuará a ser essencial na sua vida adulta.

Podem passar uma média de 17 horas diárias a olhar para um qualquer tipo de ecrã, desde que esteja conectado, porque eles não veem televisão no televisor, mas diretamente na Internet, mais concretamente no YouTube. Esta hiperconectividade obsessiva é algo que as marcas querem aproveitar para chegar ao coração consumidor do adolescente. O problema é que também são profundamente avessos à publicidade convencional e, portanto, existe uma certa obsessão em compreendê-los e aproximarem-se deles com métodos de marketing completamente diferentes.

Felizmente, a tecnologia já está implementada em todas as gerações e até podemos não estar no mesmo comprimento de onda, mas estamos num paralelo. Na consultora Refuel Agency, quiseram explorar a vida conectada dos postmillennials e deixaram-nos alguns dados interessantes no seu recente estudo “Millennial Teens Digital Explorer”, que se centra no grupo mais jovem desta geração, os que agora estão entre os 16 e os 19 anos, e onde se mostra a utilização que dão à Internet, a sua noção de privacidade, hábitos de compra ou como os meios de comunicação os veem, entre outras questões.

O estudo pretende dar resposta a questões de comportamento neste grupo de adolescentes: quanto dinheiro gastam, o que motiva a sua fidelidade às marcas, a que tipo de anúncios reagem, como usam os seus telemóveis e outros dispositivos eletrónicos, as tendências na utilização das redes sociais e das aplicações, em suma, o que é importante para eles nesta etapa das suas vidas.

Apesar de o relatório se centrar nos adolescentes, é perfeitamente possível extrapolar os dados para boa parte da geração anterior, os “millennials”. Mais velhos (20-35 anos), mas com hábitos muito parecidos no que diz respeito à inclinação tecnológica e que, além disso, já podem ser considerados consumidores ativos e, portanto, serem considerados por parte das marcas um bom tubo de ensaio para descobrirem como lidar com os futuros clientes que virão a seguir.

Na infografia que se segue, baseada no estudo, avalia-se de maneira muito significativa o vínculo estreito que estes jovens têm com a tecnologia, que chegam a colocar à frente do vestuário (roupa e calçado), um elemento social chave para qualquer adolescente das gerações anteriores. Antes ter um smartphone do que um par de ténis novos.

Millennial-Teens_Digital-Explorer-infographic

Deixe uma resposta

MENU
Leer entrada anterior
Paco Nadal_850
“As novas tecnologias abriram possibilidades infinitas para os contadores de histórias”

Quando Henry Stanley chegou em 1871 a Ujiji, na Tanzânia, e encontrou um escocês repousando tranquilamente à sombra, não teve...

Cerrar