O papel das revistas

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Revistas en papel

Após anunciar o fim da sua edição impressa em dezembro de 2013, a revista Newsweek regressou aos quiosques este mês, ainda que com uma tiragem ínfima em comparação com a que tinha há uma década: 70.000 exemplares face aos 3,1 milhões de 2003. Esta nova aposta no papel, por mais tímida que seja, apanha de surpresa as vozes mais agoirentas que continuam anunciando a morte definitivas das revistas impressas, sufocadas por uma infinita concorrência online, pela quebra nas vendas e pela falta de publicidade.

Mas, mais do que uma nova batalha contra a crise do papel, muitos veem neste regresso uma reinvenção como produto nostálgico – e até mesmo fetichista – que oferece um valor acrescentado aos leitores mais fiéis. A ideia seria criar uma comunidade de seguidores a partir de um suporte físico que complemente ou amplie os conteúdos oferecidos na Internet. E, ao mesmo tempo, reavivar o que constituiu a sua principal fonte de receitas desde 1933.

Sobreviverá a edição em papel da Newsweek a esta nova etapa? A situação está complicada e as estatísticas refletem isso mesmo. Por exemplo, apenas em Espanha, foram encerradas 182 revistas em papel nos últimos cinco anos. Algumas dessas publicações mantiveram a sua edição digital e outras estão em plena transformação, analisando alternativas ao seu negócio tradicional.

Contudo, nesse mesmo período, também fomos testemunhas de publicações que, em plena crise do setor editorial, conseguiram combinar com êxito as suas versões online e impressas. O curioso é que também se trata de revistas que fizeram o percurso inverso: saltaram das Internet para a prensa.

Falámos com os responsáveis de três desses projetos: Jot Down, Orsai e Yorokobu. Leia as suas impressões sobre a relação que deve existir entre as edições online e em papel de uma revista.

carlesPT

Karina_SalgueroPT

MarPT

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