O Google e as novas tendências de marketing online para motores de busca

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Si não aparece, não existe. Este mantra é o pão nosso de cada dia dos que trabalham no mundo digital, especialmente no posicionamento em motores de busca. Tanto a nível profissional como enquanto utilizadores, raramente clicamos na página que surge em segundo lugar nos resultados de pesquisa, pelo menos do Google, porque apesar de existirem outros motores de busca como o Yahoo! ou o Bing, de acordo com este estudo realizado em 2015, o todo-poderoso Google leva a palma, arrecadando 62% das pesquisas feitas a nível mundial.

Portanto, e perante tal magnitude, o normal é responder aos ditames desta empresa para adaptar os conteúdos que se movem na Internet e fazer com que o que queremos apareça no Google… mas seguindo as suas regras.

O chefe sabe que há muitas pessoas que trabalham em marketing online para ajudar determinados negócios a melhorar o seu ranking nos SERPs, e que o fazem de forma honesta. Porém, sabe também que há determinadas práticas de moral questionável cujo principal objetivo é criar links a torto e a direito, de maneira muito suspeita e pouco natural, que vai contra a evolução orgânica de qualquer página. Estas ações são as que o Google pretende evitar para dar ao utilizador uma experiência sincera e frutífera em que, procure o que procurar, obtenha resultados relevantes e que contem com a confiança dos utilizadores que realmente conferiram esse valor acrescentado, sem dinheiro ou piratagem pelo meio.

Os algoritmos, os vigilantes

A maneira que o Google utiliza para comprovar que os links que remetem para uma determinada página são naturais é aperfeiçoando os algoritmos que vai criando, como é o caso do Penguin ou do Hammingbird, dois grandes conhecidos dos profissionais do marketing online.

Os algoritmos como o Penguin encarregam-se de rastrear todos os movimentos que se produzem entre páginas e penalizam os sites onde encontram uma atividade suspeita. Por exemplo, se uma página de Internet começa, de repente, a conseguir hiperligações do follow (as hiperligações que transferem a autorização de domínio da página que liga à página da ligação e que são altamente cotizados para obter uma posição melhor nos resultados de pesquisa) e não obtém hiperligações no follow(inversamente, são as que não transferem autorização e simplesmente mencionam a página em questão), aos olhos do algoritmo, isto será uma prova de suspeita, porque não é natural obter sempre um tipo específico de ligação.

O Penguin é um algoritmo que foi lançado no dia 24 de dezembro de 2012 e que, desde então, conta com 4 versões, tendo a última sido anunciada há poucos dias e causado alarido entre as agências de marketing online devido às novidades que trazia consigo. E porquê? Porque agora tudo aponta para que o Penguin 4.0 venha acompanhado de atualizações e monitorização de hiperligações em tempo real, ao contrário de ocasiões anteriores, em que o rastreio se centrava em determinados períodos.

Como ter uma boa relação com o Penguin 4.0

As novas tendências em SERPS e marketing online têm de ser bem vistas pelo pinguim do Google. Tendo em conta que os algoritmos se vão aperfeiçoando e modificando com regularidade para evitar um comportamento enganoso, é recomendável começar do zero com um bom plano de ação que determine a criação de links de qualidade e, acima de tudo, naturais como a própria vida, seguindo estes recursos:

  • A qualidade é mais importante do que a quantidade. Não é natural que uma página de Internet obtenha imediatamente 2000 links. Seria como se, de repente, todos os seus amigos lhe falassem bem de uma coisa. Suspeito, certo? É preciso haver opiniões “de todo o tipo” para que algo não pareça artificial. Traduzindo isto tudo para uma linguagem googliana e de linkbuilding, falamos de criar sempre links de qualidade, mesmo que sejam mais trabalhosos. Basta oferecer conteúdos relevantes para o utilizador e ensinar-lhe algo.
  • Como já mencionámos, as ligações de maior qualidade são os Do Follow, mas também é alarmante contar com muitos do follow e poucos no follow. Os extremos não são bons, pelo que o melhor é tentar contar com uma percentagem proporcional.
  • Há muitos bots e páginas spammer com links a torto e a direito. Temos de confirmar de vez em quando que as páginas que nos assinalam têm um determinado nível de qualidade e que não sejam de conteúdo penalizante, uma vez que uma penalização do Google implica uma descida considerável nos resultados ou nem sequer aparecer.

Assim sendo, encorajamos os profissionais que trabalham neste setor a estarem atentos face as novas atualizações dos algoritmos, pois são eles que determinam a forma de trabalhar. O Google quer evitar uma intrusão comercial na proliferação de links, apesar de ter sido ele que começou este fenómeno (quando estava a desenvolver a área dos motores de busca e do SEO como negócio), pois era o número de ligações para uma página que determinava a qualidade da mesma e, por conseguinte, o melhor ou pior posicionamento em SERPS. Agora, estas novas estratégias tentam corrigir as consequências deste ato, a partir do qual surgiu uma multitude de links que remetem uns para os outros. Portanto, se levarmos a cabo uma estratégia natural, de qualidade e periódica, não há nada a temer.


Carlos Cuéllar

Linkbuilder em Adrenalina Marketing Online

3 Comentarios

  • avatar Rodrigo 22 outubro, 2016

    “Tenemos que revisar de vez en cuando que las webs que señalan a nosotros tengan una determinada calidad y no sean contenido penalizable” Curioso de saber que hacen en ese caso?

  • avatar Soledad Olalla 26 setembro, 2016

    Totalmente de acuerdo. El marketing online es el presente y futuro de las empresas y todo lo que conlleve una mejora es importante.

  • avatar Raúl Gandia 22 setembro, 2016

    Buen artículo! El marketing online se ha impuesto al tradicional, estar al día de las últimas tendencias en este tema y saber como funcionan los buscadores es bueno para el futuro de la empresa.

    Un saludo

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