Guia para colocar a sua aplicação nas lojas e na Internet

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Neste momento, há mais de três milhões de aplicações nas principais lojas (Google Play e App Store da Apple). O mercado internacional é liderado pela Google Play, com uma quota de 40%, face aos 38% da App Store. No entanto, este número é bem diferente em Espanha, onde a Google é líder indiscutível com 88% de presença em relação aos 9% da loja da Apple.

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Outro dado revelador é que 76% das aplicações descobrem-se nas lojas de aplicações. Por isso, adquirem cada vez mais importância os processos de otimização das fichas das apps com o fim de conseguir a máxima visibilidade e volume de instalações. É o que se chama de ASO (App Store Optimization) e tem como objetivo melhorar o posicionamento da aplicação. É o equivalente ao SEO ou ao posicionamento orgânico de motores de busca.

Estas são algumas das questões a ter em conta para que a sua estratégia na ASO seja um êxito:

Conhecer e trabalhar nos principais fatores que influenciam o posicionamento orgânico de uma aplicação:

» Os elementos on-metadata que se podem controlar nas consolas do criador:

  • Nome ou título da App: o mais curto e relevante possível. É interessante que contenha as palavras-chave pelas quais queremos que os utilizadores nos encontrem. A Google Play permite até 30 carateres neste campo e a App Store permite 255, ainda que o recomendável é que não se ultrapasse os 75 carateres.
  • Descrição: para explicar as principais funcionalidades da aplicação e convencer o utilizador a descarregá-la, com uma linguagem simples e direta, usando as palavras-chave numa linguagem natural e bem estruturada. Ambas as lojas permitem até 4000 carateres. Na Google Play, é um fator essencial de busca e conversão. Já na App Store, afeta unicamente a nível de conversão de utilizadores.
  • Palavras-chave (para a App Store): Antes de decidir quais são as mais adequadas, recomenda-se que faça uma análise prévia do público-alvo e da concorrência, elaborando uma lista no primeiro brainstorming. Existem ferramentas como o SensorTower ou o AppCodes que têm funcionalidades para ajudar a encontrar as palavras com melhor taxa de oportunidade. São permitidos até 100 carateres.
  • Descrição breve na Google Play: É um campo até aos 80 carateres para definir a aplicação e influencia tanto nas pesquisas como na conversão.
  • Categoria: influencia diretamente a forma como os novos utilizadores que navegam pelos rankings descobrem novas apps.
  •  Nome do criador: dá posicionamento a nível de pesquisa e ambas as plataformas favorecem a visibilidade de apps de criadores com histórico positivo.
  •  Outros fatores como o ícone, as imagens da app e a incorporação do vídeo de apresentação também são elementos importantes para favorecer a conversão.
FactoresASOAppStore

Factores ASO App Store

Nos elementos textuais, é fundamental personalizar tanto o idioma como o texto para os diferentes países, regiões ou culturas onde se quer lançar a aplicação.

Outra nota importante é manter uma coerência entre estes elementos e o conteúdo da aplicação, não só para conceder uma boa experiência ao utilizador, como também para que as lojas não recusem a aplicação, já que a Apple, sobretudo, revê todos os elementos e não permite a publicação quando as descrições ou imagens não correspondem às verdadeiras funcionalidades.

FactoresASOGooglePlay

Factores ASO Google Play

» Os elementos off-metadata são variáveis externas que dependem sobretudo da resposta do mercado, das ações e da inversão no marketing móvel.

  • Volume de instalações: quantos mais downloads registar a aplicação no menor tempo possível, mais possibilidade tem de se posicionar melhor nos rankings. No caso da Google Play, aparece uma estimativa de instalações, o que influencia diretamente a conversão.
  • Comentários e avaliações: as reviews sobre a aplicação e as pontuações que os utilizadores atribuem influenciam diretamente as conversões. No caso da Google Play, também influenciam a nível de pesquisas, já que, para a posicionar, tem em conta as palavras-chave usadas nos comentários. O rating, ou pontuação, é o resultado da média do conjunto das avaliações recebidas.
  • Outros fatores como a frequência e recorrência com que os utilizadores acedem à aplicação, as menções a partir de outras páginas ou blogues, assim como o link building, ou viralização, para potenciar o impacto da aplicação, também são fundamentais, sobretudo para a Google. Quantas mais ligações existirem a partir de sites interessantes e populares, mais ajuda proporcionará para ficar nos primeiros lugares.

Boas práticas e tendências de marketing para aplicações móveis: 

  • Seguir passo a passo, e em ordem, as fases dos processos de posicionamento: fazer um estudo das palavras-chave mais adequadas, otimizar a ficha de apresentação e monitorizar continuamente a aplicação e a concorrência.
  • Ler as reviews e as avaliações, as próprias e as da concorrência, também contribuirá para um melhor posicionamento. Além disso, uma boa prática é melhorar e otimizar a aplicação, assim como planear atualizações com base nos comentários. Na Google Play, o criador pode contestar as reviews, o que permite ter um contacto mais próximo e direto com os utilizadores.
  • Na altura de atualizar a aplicação, é recomendável fazê-lo sempre por um motivo claro: acrescentar melhorias, novas funcionalidades ou renovar um desenho obsoleto, e não só para corrigir erros. O utilizador deve perceber que houve mudanças e que a aplicação continua em desenvolvimento para ser melhorada.
  • Indexar os conteúdos das aplicações na Google e nos motores de busca internos das lojas de aplicações. Isto melhorará a visibilidade e repercutirá no volume de novos utilizadores e na ativação de utilizadores inativos. AVO (App Visibility Optimization) é a síntese das técnicas de ASO e indexação. Trata-se de um termo cunhado pela agência especialista em marketing para apps, a PickASO, que faz referência ao conjunto de práticas para melhorar a visibilidade de uma aplicação, tanto no ecossistema das lojas de apps, como no ecossistema web móvel para gerar mais instalações orgânicas e reconquistar utilizadores que têm a aplicação instalada, mas não a usam.
  • Ações de “deep linking”, ou ligações profundas, que consistem em levar o utilizador a imagens ou páginas específicas da aplicação através de ligações na Internet. Trata-se de dar a possibilidade à Google de encontrar conteúdos concretos dentro das aplicações e incluí-las nos resultados de pesquisa. Para isso, os criadores têm de acrescentar etiquetas e filtros para marcar as atividades relevantes dentro destes programas móveis.

InfografiaASO

Ferramentas úteis para posicionar a sua aplicação:

Tune: para monitorizar e controlar o posicionamento das aplicações, oferece um serviço de medição de eficácia das palavras-chave, análise da competência, etc., através dos seus motores de analítica.

APP Snippet Preview: para pré-visualizar configurações e simulações das fichas das apps antes do seu lançamento.

Sensor Tower: permite aceder aos dados de downloads, à estimativa de entradas e às tendências do setor. Oferece a possibilidade de comparar a sua app com uma da concorrência, para averiguar quais as palavras-chave que cada uma utiliza e detetar quais as que partilham.

FichaAppStore

Apptentive: promove a valorização das aplicações com cinco estrelas, melhorando o seu ranking. Dispõe de um plano gratuito bastante útil.

App Annie: facilita, para cada país, o ranking de apps para iPhone, iPad e Google Play, tanto gratuitas como pagas, e proporciona dados de evolução do ranking de downloads.

Deeplink.me: uma ferramenta para ajudar o posicionamento orgânico como plataforma de criação de ligações profundas, ou deep links, nas aplicações.

Google Adwords:a plataforma de resultados patrocinados da Google é indispensável para aumentar o número de downloads da aplicação.

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A IAB Spain publicou, recentemente, o Manual da App Store Optimization 2016, onde encontrará dados, conselhos e passos a seguir para posicionar corretamente a sua aplicação.


Bárbara Maregil
Especialista en email marketing y proyectos digitales en EL PAÍS

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