Internet é social na América Latina

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A web está adquirindo um caráter “social” na América Latina. Segundo o último estudo de ComScore, em junho deste ano, 96% dos internautas latino-americanos (114.5 milhões de pessoas) visitaram alguma rede social.

Enquanto o uso da internet tem crescido sistematicamente na região, as redes sociais têm tido um impacto significativo na sua massificação e implicação por parte dos usuários, dando um caráter fortemente “social” à experiência online da América Latina.

Somente no último ano, ComScore calcula que a audiência das mídias sociais teve um crescimento de 16%. Facebook destaca-se como líder da região, com mais de 91 milhões de visitantes, atingindo 90,9% dos internautas do Chile, o mercado mais consistente na América Latina.

No entanto, e ao contrário de outros mercados, Windows Live Profile ficou com o segundo lugar com mais de 35.5 milhões de visitantes e Orkut em terceiro, com 34.4 milhões de visitantes, graças à sua popularidade no Brasil. Twitter ficou com o quarto lugar, com 24.3 milhões de visitantes.

ComScore destaca em sua análise que, dos 10 principais mercados mundiais, no que se refere ao tempo consumido em redes sociais, a metade está na América Latina. Isso mostra o forte compromisso que têm os visitantes destes mercados nas redes sociais.

Enquanto à escala mundial, os usuários de internet passam em média 5,4 horas nas plataformas sociais. Durante o mês de estudo, a Argentina registrou 10 horas por mês, colocando-se como líder na região. A Colômbia ocupou o sétimo lugar no ranking global, com 8.4 horas; e a Venezuela o oitavo, com 8 horas.

A América Latina continua crescendo

Atualmente são 218 milhões de internautas na América Latina, segundo o estudo “Usos da internet na América Latina“, que anualmente é realizado pela pesquisadora latino-americana Tendencias Digitales.

Os resultados do acompanhamento, apresentados em outubro passado, registram 37% da população total conectada, de modo que a região é vista como um conglomerado atraente, com uma língua majoritária comum, superada pela China (com 485 milhões) e a América do Norte (com 272 milhões, entre EUA e Canadá). Este relatório também destaca o impacto das redes sociais, cuja penetração na região atingiu níveis acima da média mundial das plataformas mais populares.

Mesmo que algumas destas redes não tenham crescido consideravelmente em penetração neste último ano, Tendencias Digitales, observa um aprofundamento da socialização, através da intensificação das atividades nas plataformas dominantes, bem como na utilização das plataformas emergentes, como Foursquare e páginas de compras coletivas.

Infográficos sobre o impacto das redes sociais na América Latina.

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