La era del televidente 2.0

Televidente

Atualmente, estamos assistindo a uma verdadeira mudança na maneira como consumimos conteúdos audiovisuais; a televisão tradicional está perdendo, pouco a pouco, a sua hegemonia a favor de outras plataformas e até se vê obrigada a partilhar o seu espaço e tempo com outras telas que se baseiam exclusivamente na Internet.

A consultora The Cocktail Analysis, especializada na medição deste tipo de mudanças sociais dentro do universo digital, acaba de publicar a sua 6ª Edição do estudo “Telespetador 2.0”, onde analisa a fundo a nossa maneira de consumir audiovisuais em diferentes telas e plataformas.

Nesta infografia, expõem os seis pontos de maior destaque do seu relatório. São os seguintes:

  1.  Cresce a preferência pelo consumo imediato online e por pedido através de dispositivos móveis. Nota-se que os usuários estão começando a deixar o hábito de armazenar nos seus discos rígidos todos os conteúdos que desejam ver.
  2.  Pela primeira vez, diminui a percentagem da pirataria de conteúdos. O encerramento do Megaupload dificulta o acesso aos conteúdos e começa assim o princípio do fim do “tudo grátis”. O consumidor começa a estar disposto a pagar pela qualidade por um preço razoável e justo.
  3.  A segunda tela se acomoda definitivamente nas salas de estar das nossas casas. Os canais tradicionais de televisão aumentam exponencialmente a suas ações em páginas
    de Internet e nas redes sociais. A Internet ferve de comentários e referências durante a emissão dos programas. O consumidor se sente verdadeiramente participativo e tem consciência da sua influência enquanto medidor de audiências.
  4.  O VoD (Video on demand) vai crescendo timidamente e já encontrou o seu nicho de mercado num público, ainda muito reduzido, que procura comodidade, qualidade e simplicidade de acesso por um preço razoável. O crescimento destes serviços é escasso devido a um catálogo que é limitado ou pouco atual e que, por questões de segurança, não permite opções de visionamento muito amplas. É o que acontece, por exemplo, com os dispositivos móveis.
  5. Captar a atenção do público. Como já se disse anteriormente, a televisão partilha a atenção do usuário com outros dispositivos. Mas, desta vez, o usuário não os usa como apoio a um programa que está vendo, mas está consultando outros conteúdos diferentes (email, jogos, WhatsApp, páginas, etc.). Conseguir fazer com que o usuário dedique a sua total atenção a um programa é uma tarefa complicada.
  6. A televisão ligada à Internet está gozando de uma grande aceitação por parte dos usuários. De facto, há uma percentagem elevada de pessoas que tencionam adquirir um aparelho desse tipo num futuro próximo. Contudo, as pessoas que já têm estes dispositivos se queixam de que esta tecnologia ainda não se encontra totalmente amadurecida (dificuldade de utilização e navegação, poucas aplicações, conteúdos escassos).

Não restam dúvidas de que o espetador já não é o que era e que, portanto, a sua maneira de ver televisão e outros conteúdos audiovisuais é também diferente. Ele exige mais e precisa de mais dedicação da parte dos produtores e editores de conteúdos. Começou uma verdadeira mudança de era neste tipo de consumo e está começando na nossa sala, em nossa casa.

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