A evolução dos celulares

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O longa-metragem Wall Street: Money Never Sleeps começa com uma piada a custa do celular de um dos seus protagonistas, o ex-magnata Gordon Gekko (Michael Douglas), que sai da prisão após cumprir uma longa condenação por investir na bolsa de valores seguindo suas peculiares regras. Antes de colocar os pés na rua, um carcereiro entrega-lhe seus pertences: “umas chaves, um relógio, um anel, um clipe de ouro para guardar dinheiro sem dinheiro… e um celular”. A cena ilustra claramente a incessante evolução da telefonia móvel em suas quase três décadas de vida.

Este modelo, que hoje nos faz rir pela sua aparência, foi o primeiro celular da história. Quando começou a ser comercializado, em 1983, o Motorola DynaTAC 8000X era um artigo de luxo que se vendia por 3.995 dólares americanos (6.500 dólares hoje, se levarmos em conta a inflação).

O resto das características do aparelho, inventado pela equipe liderada por Martin Cooper, também eram superlativos, daí seu apelido: “tijolo”. O dispositivo pesava quase um quilo e media 33 por 4,5 por 8,9 centímetros, mas sua bateria durava apenas uma hora. No entanto, o sucesso foi imediato: em 1984 foram vendidas 300.000 unidades.

Rápida evolução
O próximo marco na história desta indústria também surgiu através da empresa dos EUA que liderou o negócio nos seus inícios.

O Motorola MicroTAC revolucionou o setor em 1989 por seu design inovador: tinha uma tampa que dobrava sobre o teclado. Foi o antecedente direto do não menos bem sucedido StarTAC, primeiro terminal tipo clamshell (concha) com o qual a Motorola invadiu o mercado a meados dos anos 90.

Nesta mesma época, a Nokia lançou um dos serviços mais úteis dos celulares, as mensagens de texto. Em 23 de julho de 1992, um estagiário da companhia finlandesa, Riku Pinkonen, conseguiu enviar o primeiro sms entre terminais.

Outro padrão da indústria, a tecnologia sem fio bluetooth, foi incorporada no fim da década de 90, momento em que também saiu à venda o primeiro dispositivo da popular família BlackBerry, fabricado pela empresa canadense Research in Motion (RIM).

Câmeras e smartphones
Em 2000 houve duas novidades particularmente notáveis neste campo. De um lado, a Sharp lançou o primeiro celular com câmera e tela colorida (J-SH04) no mercado japonês; de outro, a Kyocera; também japonesa, apresentou o primeiro telefone inteligente da história, batizado QCP6035.

Logicamente, o smartphone original não pode ser comparado com os modelos atuais: o aparelho tinha uma memória de 8 MB, enquanto que os dispositivos atuais chegam a 32GB, ou em outras palavras: o QCP6035 tem por volta de 4.000 vezes menos memória que os telefones inteligentes mais potentes do mercado.

iPhone, o modelo a ser seguido
2007 é o ano chave na história da telefonia móvel. Em uma apresentação histórica, Steve Jobs mostrou a primeira aposta da Apple neste setor: o iPhone. A série de smartphones da marca californiana não é apenas uma das mais bem sucedidas comercialmente, mas também impôs boa parte dos padrões da indústria, como a tela sensível ao toque ou a interface minimalista.

Hoje em dia é quase impossível não reconhecer a marca do iPhone nos modelos da concorrência, razão pela qual a empresa dirigida por Tim Cook apresentou diferentes denúncias.

No entanto, dois fatos levantam dúvidas suficientes sobre a posição privilegiada ocupada pela insígnia californiana no setor: a morte de Steve Jobs e a força do sistema operacional Android, de Google, que ganha quota de mercado a passos acelerados graças à qualidade indiscutível dos dispositivos de alta qualidade fabricados pela Samsung, HTC ou LG.

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