A Globalização das Redes Sociais e das SMS

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O envio de mensagens de texto por telefone móvel e a participação em redes sociais expandiram-se de forma maciça e global, de acordo com o último estudo do Pew Research, “Global Digital Communication: Texting, Social Networking Popular Worldwide” (relatório disponível em formato PDF).

Abaixo indicamos as principais conclusões:

A investigação, publicada em dezembro último, indica que as redes sociais se popularizaram na maioria das nações em todo o mundo. Em 15 dos 21 países incluídos na investigação, pelo menos 25% dos inquiridos utilizam sites de redes sociais.

A penetração é particularmente notável em Israel (53%) e nos Estados Unidos (50%), onde metade ou mais dos inquiridos afirmou frequentar as redes sociais.

Porém, a incidência é também importante no Reino Unido (43%), Espanha (42%) e, principalmente, na Rússia (43%), onde quase todos os internautas participam em redes sociais (apenas 6% afirmaram não visitar estes sites).

Os países menos rendidos parecem ser a Alemanha, a França e o Japão, onde o número de internautas que afirmou não visitar redes sociais revelou-se maior do que o daqueles que se identificaram como utilizadores.

Assim, por exemplo, enquanto 35% dos inquiridos alemães afirmaram utilizar redes sociais, 44% indicaram que navegavam na Internet, mas não visitavam esses sites.

Ainda que os indicadores sugiram que o uso das redes sociais é mais comum em países com mais rendimentos, o centro de pesquisa indica que isso se deve, em larga medida, ao facto de os países mais ricos terem maiores níveis de acesso à Internet.

Nesse sentido, o relatório sublinha que, nos países menos abastados, a utilização dos media sociais é igualmente intenso entre as pessoas que têm acesso à Internet. De facto, o inquérito revelou que existem mais internautas a utilizar redes sociais do que pessoas que se ligam à Internet mas afirmam não visitar esse tipo de sites.

Por outro lado, as maiores diferenças ocorrem a nível da idade e do grau de educação. Em quase todos os países, os indivíduos com menos de 30 anos e formação universitária têm mais propensão a utilizar as redes sociais do que os grupos de pessoas mais velhas ou sem curso universitário. De facto, em 11 países, o inquérito detetou uma brecha de mais de 50 pontos percentuais entre os adultos com menos de 30 anos e os adultos com mais de 50 que se assumem como utilizadores de redes sociais.

Ainda que, na maioria dos países, se tenham registado apenas alterações marginais na penetração das redes sociais relativamente a 2010, o estudo destaca duas exceções assinaláveis: o Egito e a Rússia, cuja participação nos meios sociais aumentou dez pontos percentuais no último ano.

Segundo a análise do centro Pew Research, o papel desempenhado pelas redes sociais nas recentes mobilizações e ocorrências de agitação política explicam o assinalável aumento, de 18% para 28% no Egito, e de 33% para 43% na Rússia.

Mensagens de SMS e fotos

De acordo com o centro de pesquisa, a esmagadora maioria das pessoas dos principais países do mundo tem telefones celulares e utiliza-os para fazer muito mais do que apenas chamadas telefónicas.

O envio de mensagens de texto é, segundo o relatório, um fenómeno global, sendo efetuado, em média, por 75% dos utilizadores de telefones celulares nos 21 países estudados, independentemente da sua situação socioeconómica. De facto, a sua utilização é mais comum nos países menos favorecidos, como a Indonésia (96%) e o Quénia (89%).

Mas trata-se também de uma tendência maioritária no resto do mundo: na Polónia, no México, no Japão e na China, oito em cada dez pessoas que possuem telefone celular, ou mais, enviam regularmente mensagens de texto, e sete ou mais pessoas em dez, na Europa Ocidental, com a assinalável exceção da Alemanha, onde apenas 56% enviam SMS.

Não obstante o seu atual uso massivo, prevê-se que a popularização de outros sistemas de envio de mensagens gratuitas como o WhatsApp, o BlackBerry Messenger e redes sociais como o Twitter venham a afetar este sistema de envio de mensagens de texto. De facto, as operadoras espanholas apresentaram uma diminuição das receitas de SMS no último trimestre.

A outra funcionalidade mais explorada nos celulares é a de tirar fotografias ou gravar vídeos. Em média, 50% dos inquiridos afirmou utilizar o celular para esse efeito, que se revela de uso alargado em países como o Japão (72%), o México (61%), a Espanha (59%) e o Egito (58%).

Inversamente, a ligação à Internet pelo celular é ainda minoritária em todo o mundo. Apenas em seis países – Israel, Japão, Estados Unidos, Reino Unido, China e Polónia – temos 30% dos inquiridos a navegar com regularidade no celular.

Contudo, o uso destes dispositivos para navegar na Internet intensifica-se entre os grupos mais jovens. Em quase todos os países, as pessoas entre os 18 e os 29 anos tendem a fazê-lo, sobretudo em países como o Japão, onde 78% deste grupo etário se liga à Internet pelo celular com regularidade, em comparação com apenas 20% dos inquiridos com mais de 50 anos.

Ainda que as diferenças a nível do género sejam menos comuns na maioria dos países, há alguns em que se notam brechas assinaláveis, como em Espanha, onde 29% dos homens acede à Internet pelo celular, em comparação com apenas 13% de mulheres; ou na Alemanha, com 26% dos homens a navegar no celular contra 11% de mulheres.

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