Big Data, o combustível do século XXI

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É possível que ainda não se tenha apercebido mas, mais do que um ser humano, é um conjunto de dados, pelo menos para as empresas. Mas não pense que isso significa que as organizações o menosprezem e reduzam a um mero objeto, muito pelo contrário, estão precisamente a começar a conhecê-lo bem e isso quer dizer que tem valor (ainda indeterminado) para elas.

Há já alguns anos que se tem transmitido a mensagem de que os dados são importantes, mas não se trata de uns dados quaisquer, são os grandes dados, conhecidos na comunidade digital como Big Data. Estes dados estão a tornar-se a nova matéria-prima que traz valor às empresas. Uma espécie de petróleo intangível, mas com a particularidade de ser inesgotável, manejável e ainda inexplorado. Agora, já compreende o valor que tem para uma empresa.

Como sabe, o Big Data faz com que uma empresa seja capaz de registar os seus padrões de comportamento para lhe oferecer exatamente o que quer comprar, o que significa que a precisão das suas campanhas de marketing personalizado poderá alcançar no futuro os 95% de êxito de venda, e tudo graças aos milhares de dados que se recolhem a cada ação que levamos a cabo nos nossos ecrãs digitais.

A magia do Big Data é que, além de ter uma aplicação comercial, serve também para monitorizar dados e informações que, depois de processados, podem tornar-se um bem público e utilizar-se para benefício da sociedade. Graças ao Big Data, podemos fazer previsões meteorológicas, economizar nas nossas viagens ou oferecer tratamentos mais acertados em caso de doença. Pensando assim, o Big Data já não parece ter apenas fins ocultos, perversos e de exploração, não acha?

Talvez já se tenha dado conta agora de que não é apenas uma questão de o Big Data o tornar um elemento de valor, mas que é também conveniente que participe na sua produção para dele retirar vantagens, tanto particulares como comunitárias, que se transformem em benefícios para todos os agentes envolvidos: utilizadores, empresas, comunidade… Por exemplo, se utilizar aplicações móveis como o Waze, que nos ajuda a evitar os engarrafamentos, ou o Wazypark, que indica lugares de estacionamento disponíveis, aperceber-se-á de que estas aplicações só podem funcionar se também fizer a sua parte ao gerar dados.

O Big Data é o passo seguinte na socialização da informação, o chamado quarto poder, já que ultrapassa a ideia de que o conhecimento da informação tangível é poder. Neste caso, é a informação residual a que ninguém prestava atenção que, ao ser tratada por um computador, se converte em valor, portanto, a sua transmissão e interpretação é o que oferece o verdadeiro poder.

E como se canaliza esta fonte contínua e incessante de dados? Através do conhecimento, algo de que as universidades percebem muito. Por isso, e por ocasião do 25º aniversário da Fundação Universidade Autónoma de Madrid (FUAM), a Universidade Autónoma de Madrid (UAM), o grupo PRISA e a IBM acabam de celebrar o primeiro de seis ciclos dedicados à reflexão sobre os Grandes Desafios Sociais, que foi dedicado ao nosso protagonista, o Big Data, sob o título A Importância dos Dados.

Importancia Big Data UAM

A UAM trabalha com os grandes dados há vários anos. São muitos os projetos que têm em curso ou em que colaboram e que versam sobre a medição e a avaliação de diferentes serviços que utilizam dados. Alguns têm já vários anos, como os projetos dedicados à banca do Instituto Universitário de Predição Económica L. R. Klein, assim como os do Instituto de Engenharia do Conhecimento, que conta com mais de 25 anos a transformar os dados de diversas organizações e empresas em valor. Há ainda outros mais atuais, como o SmartQuest, dedicado à sondagem e recolha de dados sociais; ou o Grupo de Reconhecimento Biométrico EPS-UAM, capaz de recolher dados através da biometria. Todos estes projetos tiveram representantes presentes nesta palestra sobre o Big Data, moderada por Sonia Casado, Chief Data and Analytics Officer da PRISA, e o nível dos profissionais desta área era elevado.

Quanto às conclusões da palestra, podemos dizer que foi unânime a ideia de que o Big Data é uma nova matéria-prima que será capaz de gerar grande riqueza, assim como a noção da necessidade de garantir a qualidade no processo de recolha e posterior exposição dos dados, para o qual o ser humano é determinante como piloto aos comandos da máquina de processos. O computador é a máquina que processa os enormes contingentes de dados, mas é quem o opera que deve determinar para que são utilizados, que deve colocar as perguntas e interpretar as respostas.

É garantido que, em breve, veremos como o Big Data se vai incorporando e melhorando progressivamente a nossa sociedade, conforme se for adaptando às diferentes utilidades e necessidades desta, tanto através da resolução de problemas já existentes como da descoberta de novas soluções que ainda desconhecemos, mas que aparecerão mediante a recolha e a observação dos dados.

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