A realidade aumentada chega pelo telemóvel

Realidad aumentada
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Em apenas dois anos, a realidade aumentada (RA) expandiu-se mais do que nas últimas décadas, graças ao impulso da indústria móvel.

A avalanche de artigos em meios especializados e generalistas e as numerosas campanhas de marketing que se apoiam nesta tecnologia também corroboram esta tendência, assim como as previsões de negócios.

As receitas globais das aplicações e dos serviços de RA nos telemóveis inteligentes atingirão os 1500 milhões de dólares em 2015, ao passo que em 2010, chegaram apenas aos 1,5 milhões de dólares, segundo os dados do último estudo da empresa de consultoria Juniper Research.

Origem e Desenvolvimento

A semente da RA encontra-se na realidade virtual (RV). Em 1982, o cientista Jaron Lanier cunha e populariza o termo RV depois de ler Neuromante, o romance seminal em que William Gibson aprofunda o conceito de ciberespaço.

Precisamente uma década depois, em 1992, Tom Caudell, professor de engenharia da Universidade do Novo México, criou a expressão RA enquanto trabalhava num projeto que facilitava a montagem de grandes quantidades de cabos elétricos nos aviões da companhia Boeing.

A tecnologia mantém-se na área da indústria até que, em 1999, Hirokazu Kato desenvolve o ARToolKit, uma biblioteca de software que permite criar aplicações de RA. Um ano depois, Bruce H. Thomas apresenta ARQuake, o primeiro jogo de RA para telemóveis.

Em 2008, chega ao mercado Wikitude, um guia lançado através do smartphone Android G1 e que exploras as possibilidades da realidade aumentada como nunca antes se havia visto.

Infográfico da Realidade Aumentada

Como funciona

A RA permite sobrepor informação virtual à realidade, em tempo real, abrindo um leque de possibilidades infinito.

Existem aplicações de escritório (incluindo óculos) que exploram esta tecnologia, mas os telefones móveis são os seus melhores aliados.

Claire Boonstra, cofundadora de Layar, uma das empresas que melhor têm sabido aplicar o conceito aos smartphones, explicou o funcionamento da aplicação gratuita ao jornal diário El País: “Utilizamos o GPS do telemóvel para determinar a localização da pessoa e a bússola para saber para onde está a dirigir-se. Isto permite sinalizar pontos de interesse no ecrã, por cima da imagem real: restaurantes, caixas automáticas, monumentos… o que quer que seja.” No vídeo abaixo, podemos ver esta ferramenta em ação.

O marketing impulsiona o setor

Grandes companhias como o eBay, a McDonald’s, a H&M ou a Carlsberg encontraram na RA uma ferramenta valiosa para promover as suas marcas.

O gigante do setor têxtil, por exemplo, desenvolveu no ano passado uma aplicação gratuita para o iPhone que transformava o lançamento da sua nova coleção de roupa num pretexto para jogar.

Como podemos ver neste vídeo, os utilizadores podiam usar o seu terminal para recolher peças de roupa virtuais colocadas em pontos estratégicos da cidade de Nova Iorque. As pessoas que completavam o desafio recebiam um desconto de 10% nas lojas da empresa sueca. O buzz foi enorme.

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