A televisão que aí vem

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A televisão continua a ser o meio de comunicação social mais consumido do mundo, com uma média por pessoa de 170 minutos diários, ou quase três horas (de acordo com um estudo da Zenith), mas a verdade é que a Internet vai a morder-lhe os calcanhares com 140 minutos diários por utilizador, uma diferença que, em 2019, será apenas de sete minutos. Se a isto acrescentarmos que este ano, pela primeira vez, a Internet receberá mais investimento em publicidade do que a televisão tradicional, podemos dizer que, um dia, deixará de haver televisão? Alguns especialistas auguram que, mais do que o final da televisão como a conhecemos, o que está a acontecer é uma grande mudança de paradigma que está a transformar a forma de consumo de televisão.

DosierTV_evocaEstas e outras reflexões, juntamente com os dados que as comprovam e prognosticam, foram compiladas no dossier “A Televisão Que Aí Vem”, que foi recentemente publicado pela agência Evoca e no qual os especialistas em análise de meios de comunicação social Julio e Pepe Cerezo aprofundam a nova realidade que está a mudar a forma como os conteúdos audiovisuais são criados, distribuídos, consumidos e monetizados.

O dossier destaca a forma como a indústria audiovisual está a orientar o seu futuro rumo à personalização dos conteúdos e o consumo móvel num mercado cada vez mais competitivo e fragmentado, com um crescente protagonismo da Internet e das propostas Over The Top (OTT), impulsionado por um aumento no setor das televisões inteligentes e pela universalização dos smartphones ligados a redes de banda larga, fixa e móvel.

DosierTV_evoca_03Por outro lado, a aposta na produção de conteúdos próprios, tanto globais como locais, e as alianças ou compras de direitos desportivos continuam a ser a chave do sucesso para os modelos de subscrição e/ou de VOD. Deste modo, observamos como as grandes barreiras de acesso devido aos elevados custos de produção estão a deslocar-se para o ecossistema online.

Além disso, o lento mas constante aumento do segmento das televisões conectadas levará inexoravelmente a uma mudanças no modelo publicitário audiovisual. Entretanto, a televisão tradicional, que deve continuar a dar resposta às necessidades dos anunciantes, também se verá obrigada a continuar a inovar em termos de modelos personalizados, como a publicidade addressable.

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As empresas que detêm canais de cabo e as grandes produtoras já não são as únicas que se podem dar ao luxo de realizar grandes projetos audiovisuais. As denominadas GAFAS (Google, Apple, Facebook, Amazon e Snapchat), juntamente com as OTT de êxito como o Netflix, o Hulu e a HBO, com músculo financeiro suficiente para suportar gastos elevados, estão a tornar-se a as novas “majors” do século XXI.

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