As 10 tendências da transformação digital na educação

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A Fundação Orange acaba de apresentar o estudo “eEspaña – A transformação digital no setor da educação”, realizado pela agência Evoca, que analisa o processo de transformação digital no contexto educativo tendo como base quatro eixos estratégicos – Cloud, Mobile, Internet das Coisas e Social – dos quais se destaca uma série de boas práticas e casos de sucesso cujo fio condutor é a inovação. Entre esses casos de sucesso, faz-se referência à plataforma online de aprendizagem adaptativa da Santillana, que foi posta em marcha com a colaboração da empresa de tecnologia norte-americana Knewton; a empresa de formação online Bejob; e a editora de literatura infantil e juvenil Loqueleo, pelos seus elementos transmédia que enriquecem a leitura através das redes sociais.

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Atualmente, tanto instituições educativas como empresas do setor estão a fazer um esforço para adaptar os seus meios, conteúdos e objetivos a uma realidade digital. A sala de aula deixa de estar limitada à escola e passa a estar em qualquer lugar onde haja ligação à Internet. Os conceitos de mochila digital, dispositivos na sala de aula, u-learning, MOOC ou cultura maker começam a ser familiares no mundo do ensino.

Quais são as tendências que regem esta transformação? 

A hibridização tecnológica e metodológica representam uma mudança disruptiva na educação, mas não se trata apenas de fazer com que esta mudança permita aprender mais e melhor; o fundamental é que incida sobre a experiência do aluno, que se adapte a uma metodologia e tecnologias que o estimulem e o incentivem a continuar o processo de aprendizagem num contexto multicanal.

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A educação móvel ou educação ubíqua, denominadas em inglês como m-learning e u-learning, são dois dos conceitos que marcam uma tendência nesta transformação e que fazem do e-learning um conceito já considerado tradicional e quase obsoleto. Podemos estudar através da Internet, mas, além disso, podemos fazê-lo em qualquer lugar e em qualquer altura. Nisto inclui-se a entrada dos dispositivos na sala de aula, algo que, sob a sigla BYOD (bring your own device), se apresenta como outra das tendências identificáveis, nessa ligação com conteúdos cada vez mais visuais e interativos. Por outro lado, a utilização de objetos inteligentes ou wearables na sala de aula ou fora dela permite criar um sistema de dados ao longo de todo o processo educativo. Dados cuja análise permite interagir com diversos intervenientes do setor para se conseguir criar novos produtos ou serviços. Tudo isto graças às tecnologias de big data e learning analytics, que permitem fazer uso da informação que o aluno gera nas suas atividades educativas online. Agora, o ensino pode ser personalizado de uma forma mais exata.

Os ambientes virtuais de aprendizagem e as redes sociais são muito práticos para atividades de formação, uma vez que facilitam a colaboração. Surgem como dois modelos em expansão as redes sociais educativas sem fins lucrativos, que facilitam a comunicação entre os intervenientes do sistema educativos, e os marketplaces que procuram consolidar o seu modelo de negócio oferecendo espaços virtuais de aprendizagem com todo o tipo de formação, conteúdos e materiais.

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Os já bem conhecidos MOOC (massive open online course) mantêm a sua hegemonia neste contexto digital devido à sua grande oferta curricular, à facilidade de acesso e à sua oferta gratuita.

A formação imersiva começa a crescer graças, em parte, à diminuição dos custos dos dispositivos e das plataformas de realidade virtual, impulsionando produtos e serviços nesta linha.

Por último, a cultura maker, que difunde espaços de inovação digital em que a robótica, a impressão em 3D ou a programação são as “disciplinas” mais conhecidas. Esta cultura, além de oferecer um ambiente de aprendizagem colaborativa em espaços alternativos, é também cada vez mais incluída nas próprias aulas.

Este estudo, o terceiro publicado até à data, da série eEspaña, está disponível gratuitamente na página de Internet da Fundação Orange, juntamente com outros dois que se referem aos setores do turismoe do retalho.

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