O que acontece em 100 km de atmosfera cheia de dados

Este ano, a IBM adquiriu a companhia The Weather Channel, criando por sua vez The Weather Company, uma empresa pensada para retirar os maiores benefícios que podem surgir da previsão do tempo através do big data. A IBM, por seu lado, põe em ação a sua maior aposta, o computador Watson, capaz de aprender e até de raciocinar à sua maneira. Porém, a aposta não fica por aqui, uma vez que todos estes dados estão disponíveis numa plataforma Open Source que permite aos programadores investigar e levar a cabo avanços com base nestes dados. Têm noção do valor acrescentado que este projeto vai receber ao ser expandido desta maneira.

Nas palavras de Lucía Álvarez, diretora da IBM Analytics Espanha, Portugal, Grécia e Israel; “uma empresa cognitiva é uma empresa que compreende o seu meio envolvente, raciocina e aprende sobre ele, e a IBM propôs-se ajudar outras empresas a serem cognitivas.” E como tencionam fazer isso? Através dos dados, do big data.

Mas voltemos ao exemplo da previsão meteorológica. Que interesse há em prever como vai estar o tempo além de saber se temos de levar guarda-chuva ou não? Bom, mais do que julgamos. A informação sobre as alterações climáticas (temperatura, ciclones, precipitação…) influenciam os negócios e estar a par delas de antemão pode fazer com que este variem, e muito. Por exemplo, as companhias de seguros poderiam antecipar-se a alguns sinistros próprios da climatologia e assessorar os seus clientes de modo a evitá-los. Se forem incidentes inevitáveis, podem antecipar-se ao gerar os trâmites de ajuda de que os seus clientes vão precisar, mesmo antes de suceder.

O big data ajuda também a aumentar o contacto com o cliente e, assim, a ficamos a conhecê-lo melhor, mantendo a sua confiança por mais tempo.

O Watson consegue analisar os dados gerados pelo The Weather Channel através de numerosas estações meteorológicas individuais que indicam leituras corretas a nível local, com frequências de leitura de cinco minutos. Estas estações individuais, em conjunto com as estações oficiais e outras instaladas em diversos pontos, ampliam significativamente a rede de ligação de dados meteorológicos, superando neste aspeto os sistemas de previsão oficiais. Depois, o Watson só tem de estudar os padrões de comportamento de todos os dados históricos que possui – o que aconteceu em circunstâncias similares e o que poderia acontecer caso haja uma conjugação de dados – oferecendo assim uma previsão o mais exata possível do tempo que vai fazer.

Como vê, esta semana, decidimos concentrar-nos nos grandes dados, os big data, uma vez que, por ocasião do 25º aniversário da Fundação Universidade Autónoma de Madrid (FUAM), a Universidade Autónoma de Madrid (UAM), o grupo PRISA e a IBM acabam de celebrar o primeiro de seis ciclos dedicados à reflexão sobre os Grandes Desafios Sociais, que, naturalmente, foi dedicado ao nosso protagonista, o Big Data, sob o título de: A Importância do Dado.

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