O que acontecerá em 2018 nas redes sociais, com base em 25 previsões

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Nos primeiros dias de cada ano, os meios de comunicação social enchem-se de previsões e tendência sobre o que poderá vir a acontecer no ano que começa em cada área ou setor. Da moda à tecnologia, não há tema que fique alheio a uma antevisão aproximada do seu futuro imediato.

De entre tudo o que lemos, pareceu-nos interessante destacar a antevisão dos próximos passos a serem dados pelas redes sociais, de acordo com a Social Media Today, uma empresa especializada na análise do comportamento destas redes na Internet e que tem vindo a antecipar esta visão desde meados do ano passado. Com estes estudos, pretende orientar as marcas para que estas consigam ter impacto sobre o consumidor através dos social media.

Vimos de um ano em que o vídeo tomou de assalto todas as plataformas e em que o conteúdo se multiplicou, o que se traduziu em conteúdos mais breves mas sem renunciar à qualidade, para dar resposta à atenção cada vez mais escassa que os utilizadores prestam a cada unidade de conteúdo.

Facebook

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Realidade aumentada

O Facebook anunciou na sua conferência F8 que a realidade aumentada (RA) seria o foco das suas principais propostas para o futuro. E se o Facebook investe nesta tendência, é certo que, em 2018, vamos estar todos agarrados à RA e os anúncios com base na localização podem tornar-se algo muito comum, até mesmo no caso de negócios locais, que podem lançar ofertas desta forma e fazer uma ponte entre o mundo virtual e o mundo físico.

Realidade Virtual Social

2017 foi o ano do relançamento da realidade virtual (RV) a nível global e o Facebook já fez algumas coisas, pelo que é certo que continuará a dar passos nesta direção para procurar uma interação social virtual dentro da sua redes social. Contudo, por enquanto, o maior entrave à adoção total desta tecnologia é o seu custo, pelo que as marcas continuarão a concentrar-se sobretudo no vídeo de 360 graus, em detrimento das experiências de imersão total.

O Messenger como opção de correio eletrónico

O próprio Zuckerberg reconhece que não estão a conseguir monetizar o Messenger como esperavam, nem que a utilização de bots seja tão eficaz como acontece com o WeChat no mercado asiático, onde até se pode fazer pagamentos nesta rede social. É precisamente isso que pode acontecer este ano com o Facebook Messenger, uma vez que foi anunciada uma passarela de pagamento B2B através do PayPal que poderá ser o início de um novo tipo de comércio eletrónico que, sem dúvida, se estenderá ao Instagram, ao WhatsApp ou até mesmo ao próprio Facebook.

Melhoria a nível das medições

O Facebook procurará introduzir mais formas de vincular a publicidade online com as compras offline e ampliar o seu enfoque. Após um ano em que o seu conteúdo informativo tem estado na berlinda devido às chamadas fake news ou notícias falsas, é provável que o Facebook procure recuperar a veracidade e a transparência e, acima de tudo, provar que as suas opções publicitárias funcionam. Para isso, são obrigados a potenciar as ferramentas de medição que oferecem aos seus anunciantes para que estes saibam como se dirigir ao seu público-alvo.

Desenvolvimento e expansão da plataforma

A expansão do Facebook, seja através do crescimento noutros mercados, como o asiático, ou da consolidação nos atuais, obriga-o a adotar novos avanços tecnológicos, mas isso é já uma prática contínua nesta rede social. Algumas das novidades que veremos neste ano de 2018 serão a pesquisa visual e talvez algo mais relacionado com o sistema que lê a nossa mente e escreve o que pensamos, que foi anunciado na conferência F8.

Twitter

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A queda dos bots

Depois de se deparar com enormes redes de contas falsas administradas por bots que publicavam e partilhavam notícias falsas ou exaltavam políticos com apoios de utilizadores fantasma, a missão do Twitter em 2018 é fazer uma limpeza geral das suas redes e detetar, na medida do possível, estas contas, para depois as eliminar e recuperar parte das transparência que perdeu.

Anúncios ativados por reconhecimento de imagem

O Twitter anunciou em novembro um projeto interativo que permite ao utilizador obter uma recompensa, por parte do anunciante, se tirar uma foto e tweetar um determinado lugar que seja reconhecido pela inteligência artificial da plataforma.

Melhorar o apoio ao cliente

O Twitter tem uma clara vantagem em questões de apoio ao cliente em comparação com as outras redes sociais. Tanto as marcas como os utilizadores adotaram esta plataforma para manter uma comunicação relacionada com casos pontuais ou até mesmo com questões mais globais das empresas. O Twitter potenciará as ferramentas para continuar a ser líder neste âmbito.

Enfoque no vídeo

Em 2017, o Twitter assinou um acordo com diversos anunciantes para criar 16 programas de vídeo em direto sobre diferentes temáticas. Isso representa uma grande quantidade de vídeo premium em streaming para consumir diretamente a partir da plataforma e as marcas podem assim encontrar uma boa oportunidade para se promoverem. Ficou claro que o vídeo em tempo real no Twitter é fundamental para a sua evolução.

Reavaliação dos 280 carateres

Andrew Hutchinson, autor destas tendências para a Social Media Today, afirma que o aumento do número de carateres por tweet é apenas mais uma experiência para ver o que pode ser melhorado no Twitter. Talvez aumentar o número de carateres não seja a solução que os utilizadores procuram e não será de estranhar que em 2018 se apresentem novas fórmulas de publicação.

Instagram

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“Shopping tags”

A opção, até agora em fase experimental, que permite às empresas colocar etiquetas com informação e preços nos artigos que aparecem nas imagens do Instagram vai ser desenvolvida em maior escala este ano para, entre outras coisas, poder competir com o Pinterest.

Pesquisa visual

À semelhança do que aconteceu no Facebook, que dedicou muitos esforços ao desenvolvimento de uma inteligência artificial avançada para o reconhecimento de imagens que permita selecionar objetos presentes em fotos, prevê-se que esta funcionalidade seja aplicada ao Instagram. Desta forma, as marcas podem descobrir, através das imagens, que tipo de utilizadores costumam estar interessados nos seus produtos.

Maior desenvolvimento das “Stories”

As Instagram Stories foram desenvolvidas com base no Snapchat, a quem copiaram a ideia, pelo que se espera que, este ano, apareçam novas ferramentas para a rede continuar a captar a atenção dos utilizadores. Até agora, temos transmissões em direto, máscaras para vídeo e etiquetas de localização com capacidade de busca, mas é possível que os novos avanços estejam mais próximos da realidade aumentada.

“Insta 360″

Poderia ser este o nome para apresentar este tipo de imagens no Instagram. Pelo menos, é o que se espera, tendo em conta que o Facebook está a trabalhar para melhorar o processo deste formato. A inclusão deste tipo de conteúdo no Instagram provocaria uma alteração significativa que facilitaria a qualquer pessoa a publicação de fotos imersivas e interativas.

“Insta Maps”

Tal como o Snap Map tem uma enorme adesão por parte dos utilizadores do Snapchat, é provável que o Instagram integre em breve esta opção. De facto, já teve uma ferramenta semelhante que mostrava o local onde se tinha tirado uma foto, pelo que a sua introdução nas Instagram Stories seja bastante previsível.

Snapchat

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Nova versão dos Spectacles 2.0

Apesar do fracasso dos óculos Spectacles, segundo Andrew Hutchinson, parece que a companhia está a pensar numa nova versão dos óculos e tudo aponta para que possam incluir realidade aumentada. No setor, há um certo movimento nesse sentido, sobretudo por parte do Facebook, que poderia fazer-lhe sombra.

Publicidade em realidade aumentada

À semelhança dos seus concorrentes, o Snapchat também dá o passo e aplica a realidade aumentada à sua plataforma com a intenção de oferecer esta modalidade aos anunciantes. Pelo menos chegou a testar o seu funcionamento com o projeto de instalação de arte virtual que lançou em outubro em locais emblemáticos de diversas cidades do mundo e no qual se procuravam diversas peças de Jeff Koons, numa lógica de jogo semelhante ao Pokémon Go.

Pesquisa melhorada

Em 2018, espera-se que o Snapchat inclua novas opções de pesquisa avançada, semelhantes às de outras plataformas, o que poderia diminuir a ideia de que se trata de uma rede exclusiva e centrada em grupos de amigos, ajudando a melhorar a localização de conteúdos e a aumentar a utilização. Também se esperam mais opções para anunciantes no Snap Map e nestas ferramentas de pesquisa, o que ajudará as marcas a aproveitar esse aumento na utilização.

Bitmojis animados

Com o recente lançamento do iPhone X, a Apple apresentou os seus emojis interativos: os Animojis, que reagem aos movimentos faciais e que foram criados em colaboração com o Snapchat e a Bitmoji, a start-up que adquiriu a rede social em 2016 e que se transformou numa das aplicações mais populares de 2017, pelo que em 2018 é provável que vejamos um forte aumento de características nestes emoticons interativos.

Vídeo exclusivo

O Snapchat pretende investir nos seus próprios conteúdos de vídeo exclusivo de TV, portanto é provável que a opção “Descubra” (Discover) do Snapchat se centre cada vez mais em oferecer histórias em vídeo. Por outro lado, e apesar de se prever que evolua na oferta deste tipo de conteúdo, as redes concorrentes estão mais preparadas para este formato.

LinkedIn

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Opções de dados melhoradas

Tendo em conta a quantidade de dados que possui, o LinkedIn tem uma grande oportunidade para se tornar uma plataforma indispensável para os profissionais de recursos humanos e candidatos em busca de emprego em todo o mundo. Além disso, com o apoio dos recursos da Microsoft, espera-se que o LinkedIn faça alguns progressos significativos em 2018. De facto, já fez melhorias na sua plataforma Recruiter para aproveitar melhor os seus dados, mas o próximo patamar será mais profundo, mais generalizado e utilizará os conhecimentos disponíveis do LinkedIn.

Maior integração com as aplicações da Microsoft

Desde que a Microsoft adquiriu o LinkedIn, têm-se vindo a integrar, mas espera-se que essa integração aumente significativamente neste ano que agora começa. As empresas que usam as ferramentas da Microsoft obterão mais informação e apoio no LinkedIn, com lembretes sobre perspetivas profissionais, pontos em comum, temas de interesse e todos os fatores essenciais à melhoria das interações com possíveis clientes em função da sua informação.

Foco de atenção no vídeo

O CEO do LinkedIn, Jeff Weiner, comentou recentemente que estão a procurar financiamento para o seu próprio conteúdo exclusivo, adotando um enfoque semelhante ao do Facebook e do Twitter. Por outro lado, já no ano passado agregaram filtros geográficos de vídeo semelhantes aos do Snapchat para conferências e eventos.

Algoritmo melhorado

Faz sentido que o LinkedIn procure também impulsionar o compromisso de mostrar informação relevante aos seus utilizadores através da aprendizagem automática e, para tal, é preciso que melhore. O algoritmo atual do LinkedIn provavelmente ainda não está num nível ótimo e não oferece informação inteiramente útil. Se isto mudar, terá impacto sobre o tempo de atenção que se dedica à plataforma e na promoção de conteúdos melhores e mais atualizados.

Elementos avançados para o desenvolvimento de carreiras profissionais

O LinkedIn também continuará a ampliar as suas opções de aconselhamento profissional através do desenvolvimento da sua plataforma LinkedIn Learning. Graças ao seu enorme arquivo de dados profissionais, o LinkedIn encontra-se numa posição privilegiada para conseguir oferecer os melhores conselhos e recursos educativos que ajudem cada utilizador a avançar rumo à sua carreira profissional ideal e a melhorar o seu posicionamento em relação a outros profissionais do mesmo campo.

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