Os cinco catalisadores da Educação 2.0

Maestra con tablet

Por si só, a tecnologia não será a panaceia que vai derrubar as barreiras que nos separam da Educação 2.0. De facto, para que a revolução nas salas de aula propiciada pelas TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) obtenha o êxito desejado, é preciso acrescentar mais ingredientes a esta receita: conteúdos de qualidade que devem também ser transmitidos – ou transmitidos de uma forma mais eficaz, uma vez assumido o conceito da inteligência coletiva – por professores especializados em aprendizagem.

Pelo menos, foi essa uma das conclusões da mesa redonda sob o tema “A educação. O que estamos fazendo mal?”, que teve lugar no passado dia 14 de junho durante a jornada inaugural da Red Innova 2012 e que reuniu Ignacio Martínez Mendizábal, paleontólogo e recipiente do Prémio Príncipe das Astúrias, Miguel Barrero, diretor geral de Santillana Negócios Digitais, José de la Peña, diretor da área de Educação e Conhecimento em Rede da Fundação Telefónica, e Carlos Grau, diretor do Setor Público da Microsoft.

Da esquerda para a direita, Dolors Reig, Ignacio Martinez, Carlos Grau, Miguel Barrero e José de la Peña

Os participantes deste debate, moderado pela psicóloga social Dolors Reig, estiveram de acordo ao reiterar que a aplicação da Internet e das novas tecnologias à educação está a propiciar uma mudança de paradigma que implica, entre outras, as seguintes vantagens:

  • Experiências mais enriquecedoras e com um maior impacto entre os alunos
  • A personalização do ensino
  • O acesso a conteúdos educativos em qualquer lugar e a qualquer momento
  • A criação de ambientes de colaboração através da interligação de aulas e até mesmo de países diferentes
  • A promoção da criatividade dos alunos

Ainda assim, para que todas estas vantagens se concretizem, é necessário reforçar a introdução da tecnologia na sala de aula com mudanças no método de ensino e nos conteúdos transmitidos. Caso contrário, a entrada das TIC na educação pode resultar num caos que vai impossibilitar a mudança. Nesse sentido, Miguel Barrero, diretor geral de Santillana Negócios Digitais, dedicou uma parte da sua intervenção nesta mesa redonda de Red Innova 2012 a explicar cinco elementos-chave que, a seu ver, vão ajudar a impulsionar a transformação do setor:

  1. Persuasão. O setor deve oferecer aos professores respostas operativas para as aulas do século XXI que melhorem também o que eles já estão realizando com outras ferramentas.
  1. Acompanhamento. Para que a mudança seja possível, o setor educativo deve estar alinhado com os professores, os pais dos alunos, a administração e a sociedade no seu conjunto.
  1. Formação. É necessário formar os professores na gestão do talento e em técnicas que potenciem a inovação e a criatividade.
  1. Difusão. É necessário dar a conhecer tudo o que está a ser levado a cabo pelas pessoas que já se encontram a inovar para transformar a educação.
  1. Reconhecimento. É essencial motivar os professores anónimos que conseguiram inovar dentro da sala de aula.

 

José Ángel Plaza
Santillana Negócios Digitais

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