Avós e netos unidos pelas apps

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Pupitre une generacionesA evolução das redes sociais provou-nos o desejo generalizado de partilhar que perpassa o século XXI. O celular, o correio eletrónico ou as videoconferências permitem-nos ficar ligados instantaneamente, apesar da distância geográfica e, no entanto, somos muitas vezes incapazes de nos relacionarmos com as pessoas que nos são mais queridas e próximas. Na Santillana Negócios Digitais, estamos vivendo uma experiência única em que as várias gerações de uma família encontram uma nova maneira de comunicar através do Pupitre.

Uma colega da nossa equipe se lembrou de entreter a sua avó durante um pós-operatório recente com a aplicação e, no decurso desse intercâmbio lúdico, viu como se abria um canal entre elas. Essa pequena história se transformou num emocionante trabalho em equipe que nos surpreende a cada passo que damos. Entre os profissionais educativos que fazem parte da Inevery Crea, encontramos uma formadora e assistente social especializada nas necessidades dos idosos e apaixonada pelas novas tecnologias aplicadas a este contexto. Com ela, estão se realizando ações orientadas a um projeto piloto para o desenvolvimento de uma app que, por um lado, possa melhorar a tradicional terapia ocupacional do lápis e papel e que, por outro, seja capaz de criar cenários de lazer digital para entreter simultaneamente as várias gerações de uma mesma família.

Proyecto piloto Santillana-SanitasDurante uma recolha de dados, fomos recebidos na Sanitas Residencial Arturo Soria (Madrid), e residentes, familiares e profissionais da instituição partilharam connosco as suas experiências e impressões do uso do Pupitre. Nenhum de nós esperava encontrar o que vivemos ali: o entusiasmo por explorar algo novo por parte dos residentes, a sua alegria perante a reação dos netos. De manhã, juntámo-nos à sessão de terapia ocupacional durante a qual trabalharam a memória, o vocabulário e a coordenação com os cadernos do Pupitre. Em questão de segundos, dominaram os segredos da tela tátil e apareceram os primeiros sorrisos. O mais gratificante foi assistir como se ajudavam uns aos outros nos seus primeiros passos no mundo digital. Não há idade para o trabalho colaborativo e para a aprendizagem entre pares. À saída da escola, os netos e os seus pais se juntaram para um lanche que combinava jogos interativos e sumos. Em alguns casos, os mais pequenos indicavam atalhos aos seus avós para eles avançarem e, noutros, os mais velhos contribuíam com um toque de humor para a estratégia do jogo.

O seguinte vídeo compila os melhores momentos do encontro através dos testemunhos pessoais dos idosos e dos especialistas.

Dias depois, La Casa Encendida, em Madrid, ofereceu-nos a oportunidade de apresentar a iniciativa por ocasião das Jornadas Piensa Madrid 6 “Urbanizando a velhice”, onde se debateu sobre dezasseis projetos destinados a elevar a qualidade de vida do idoso e as relações intergeracionais. O debate entre os responsáveis pelas propostas pôs em relevo uma realidade bem conhecida no ramo sociológico e científico: a inversão da pirâmide demográfica e o aumento progressivo da população idosa no mundo estão envelhecendo a nossa sociedade. Números que implicam necessariamente o aumento também das doenças neurodegenerativas associadas à idade, uma progressão que os especialistas classificam de preocupante para o nosso futuro.

Proyecto Santillana-SanitasOs estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) concluem que, todos os anos, surgem 7,7 milhões de novos casos de deterioração cognitiva. O IMSERSO, por sua vez, também tornou públicos os dados recolhidos no terreno pelos seus especialistas, publicados no Livro Branco do Envelhecimento Ativo. Desde há dois anos, o número de pessoas com mais de 65 anos em Espanha supera o dos menores de 15, ao passo que a relação dos maiores de 65 anos com os seus filhos e netos apresenta uma dinâmica negativa em que os contactos vão diminuindo rapidamente.

No vídeo da experiência com o Pupitre, vê-se como a terapia com dispositivos móveis estimula a atenção dos mais velhos, assim como o interesse dos profissionais nas métricas que o seu uso pode devolver. E houve unanimidade na opinião de que podem contribuir para reconstruir um vínculo perdido com as pessoas que deveriam ser referências para as crianças, os seus avós, e fortalecer estruturas familiares ao se manter os papéis que cada um tem de desempenhar no seio da família. Partilhar os tempos livres através de tablets e apps pode criar uma reciprocidade no cuidado que se traduza em vantagens para todas as gerações.

Isabel Andrade

Santillana Negócios Digitais

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