Medium: para ficar em transe lendo conteúdos

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Se você já escreveu num blogue ou se é leitor assíduo destas páginas, certamente já terá pensado mais do que uma vez que todos os banners, vídeos publicados, etc., que dão um estilo tão barroco às nossas páginas acabam apenas por distraí-lo da leitura inicial ou até mesmo levá-lo para fora dela.

É por isso que iniciativas como o Medium, uma plataforma de blogging totalmente minimalista que ajuda o leitor a concentrar-se no conteúdo, estão causando sensação na Internet e não é de estranhar que a experiência de uso no Medium nos leve a alcançar o estado de transe necessário que todos os leitores interessados procuram num texto concreto.

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Idealizado por um dos fundadores do Twitter, Ev Williams, esta plataforma de publicação de conteúdos, concebida para favorecer sobretudo o texto, está se posicionando favoravelmente entre os bloggers mais produtivos. Especialmente desde que, há uns meses, deixou a fase Beta e ficou disponível ao público em geral.

A ideia fundamental do Medium está muito próxima do que o Twitter foi; uma plataforma que, deixando para trás a limitação dos 140 carateres, mantém o espírito de partilhar conteúdos dando-lhes destaque e recomendando-os através dos próprios usuários e sem depender da publicidade.

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Medium reúne algumas características próprias que o tornam especialmente apetecível para quem gosta tanto de criar conteúdos como de lê-los. São elas:

  • Uma tela limpa que torna possível concentrar-se unicamente no texto, tanto ao escritor quando o cria, como ao leitor.
  • Permite uma edição mínima (alteração de títulos, vários tamanhos de fotos, negrito, itálico, etc.) mas suficientemente cuidada para criar um formato de leitura ao estilo das revistas muito agradável para o leitor.
  • É colaborativo. Inclui um sistema de comentários relegados à margem, que podem ser públicos ou privados (apenas vistos pelo autor) e que podem levar à criação de um texto em conjunto, seja através de recomendações, notas ou até mesmo correção de estilo.

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  • Os conteúdos circulam através de recomendações. Isto faz com que outros usuários recomendem um texto ou o incluam nas coleções temáticas que considerem oportunas. Neste sentido, há uma direção de conteúdos que se encarrega de mover os conteúdos de maior interesse para a coleção adequada, para que apareça.
  • Ajuda a conseguir audiência. Na hora de procurar conteúdos ou as publicações que aparecem como leitura recomendada, a plataforma baseia-se em certos algoritmos que fazem prevalecer o que é escrito face ao autor. É precisamente o contrário do que acontece nas redes sociais, o que significa que qualquer conteúdo, se tiver qualidade suficiente, pode chegar longe nesta plataforma, mesmo que o autor seja um perfeito desconhecido.
  • Não tem um modelo de negócio definido. Não está minimamente interessado em incluir publicidade, lembrando o Twitter nos seus primórdios. Contudo, parece estar por escreverem lá. É outra das virtudes da plataforma, o facto de zelar pelo talento e pelos seus criadores.
  • Trabalha com base na Internet e adapta-se lindamente a qualquer formato de tela. Ainda não permite a edição feita diretamente por celular ou tablet, mas tudo se comporá. Pelo menos, já criaram uma app para iOS, apesar de só permitir a leitura e a classificação de conteúdos.
  • Aproxima as pessoas que gostam de escrever para o meio digital. Oferece-lhes um meio claro, simples e também um funcional serviço estatístico de visitas que nos permite monitorizar o impacto dos nossos textos.
  • Informa-nos sobre o tempo que vamos dedicar a cada leitura. Sem surpresas, pois às vezes clicamos numa hiperligação sobre um tema que nos interessa e que encontrámos no Google ou numa newsletter e deparamo-nos com um post interminável de 20 parágrafos insondáveis; aqui, isso não acontece.

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Em suma, estamos perante uma plataforma onde podemos publicar todas as histórias que temos na cabeça e que queremos partilhar, com muito mais de 140 carateres, ilustrá-las e editá-las de uma maneira sóbria e cuidada, como se fosse uma revista. Uma plataforma onde os outros usuários podem ajudar-nos a melhorá-las e a promovê-las com os seus comentários, que está acessível a todo o mundo e em que o conteúdo é quem manda e premeia, não o renome do autor. Portanto, todos podemos ter uma oportunidade nela, algo que vai muito além das centenas de seguidores ou dos milhares de pedidos de amizade que são necessários para se ser alguém nas redes sociais.

É rápido e simples como o Twitter, visualmente atrativo como o Tumblr e serve para desfrutar de uma agradável leitura e de um sensacional meio de escrita. Para entrar no Medium, basta registar a sua conta do Twitter e pode começar logo.

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