MeriStation: 20 anos a falar sobre jogos de vídeo do joystick aos óculos de RV

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Radiantes. É assim que a equipa da MeriStation chega ao seu 20º aniversário. Acima de tudo porque cumprimos 20 anos a trabalhar com a nossa grande paixão: os jogos de vídeo. E eu acredito sinceramente que estes dois fatores são o que nos manteve vivos e na luta pela liderança: a equipa e a paixão.

Coincide com o momento em que nos reforçamos com a integração da MeriStation no AS, uma equipa de profissionais que também são apaixonados pelo desporto. A união de ambas as equipas torna-nos mais fortes e pretende ser uma referência das sinergias indispensáveis que um grupo como a PRISA deve ter para se consolidar na crista do sucesso.

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Longe vai aquele ano de 1997 em que as ligações à Internet eram feitas com modems de 9600 bauds, o Google ainda não existia e a existência de vídeos na Internet era simplesmente impensável. A história da MeriStation é uma história de superação e de transformação de crises em oportunidades. Quando abri o Café Internet no restaurante Can Meri, propriedade dos meus pais, fi-lo na sequência da crise económica de 1992, como tentativa de recuperar o negócio, que se tinha ressentido com a falta de turistas. Felizmente, correu bem. Anos depois, a crise das “ponto com” em 2000 quase acabou com a MeriStation. Paradoxalmente, subsistiu graças às campanhas de publicidade de meios da concorrência nascidos em plena bolha. E a crise de 2007 não acabou connosco porque mantivemos o espírito de guerra de trincheiras, com os pés bem assentes no chão e sem gastar mais do que podíamos.

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O meu pai ensinou-me que, antes de administrar, devia aprender a fazer todas as tarefas do restaurante, sala de jantar, câmara frigorífica ou cozinha, para que, quando delegasse tarefas, soubesse reconhecer se o trabalho era bem feito. Aprender tudo não é aplicável às grandes empresas mas é preciso, no mínimo, saber o que esperar de cada função e como chegar lá para poder tomar decisões. Nunca pensei que essa lição me fosse útil para toda a minha vida profissional.

Posso dizer a alto e bom som que já fazemos parte da história dos jogos de vídeos, que tivemos a sorte de ter visto nascer, evoluir e crescer. Desde os jogos de arcade à realidade virtual, passámos pela melhoria da tecnologia que permitiu que, hoje em dia, seja quase impossível distinguir um jogo de futebol da “Pley” de uma verdadeira transmissão televisiva.

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Tenho também um sentimento camaleónico de adaptação ao meio por pura sobrevivência. Há 20 anos, era tudo mais fácil. Jogávamos, escrevíamos e publicávamos. Chegou o Altavista e tivemos de começar a registar os conteúdos. O Google e os seus algoritmos, inicialmente, colocaram-nos na liderança de forma natural mas, com o passar dos anos, tornou-se necessário escrever para eles em vez de escrever para os leitores – facto que me irrita solenemente e com o qual não estou de acordo, mas que não tenho outro remédio senão acatar. Fazer a cobertura de eventos em direto a partir de Los Angeles ou de Tóquio foi o desafio seguinte. A ascensão do vídeo complicou a criação de conteúdos e encareceu a sua distribuição. Mas também conseguimos fazer isso com imaginação e servidores baratos na Alemanha. A chegada dos telemóveis mudou a forma como se consomem os conteúdos e também conseguimos adaptar-nos. Mas há uma coisa que não mudou: a nossa fidelidade aos nossos leitores e a nossa linha editorial, que aproxima os jogos de vídeo dos utilizadores como se estivessem a falar com aquele amigo especialista em quem confiam.

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Os jogos de vídeo. Sim, agora soa bem, normal. Mas, em 1997, os jogos de vídeo eram sinónimo de geek, de miúdo acanhado que não saía do quarto, como se fosse algo obscuro que tinha lugar em caves húmidas. Mas, em 1997, a Internet era mais conhecida como “Inter quê?”. Apostámos num conteúdo e num meio de comunicação muito arriscados. Mas o tempo fez com que toda a gente começasse a jogar e que tenhamos ligação à Internet até no bolso. Juntaram-se dois cavalos vencedores e gosto de pensar que soubemos correr com eles de forma a darem o seu melhor.

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E aqui estamos nós, prontos para fazer uma pausa com a nossa merecida festa por estas duas décadas de informação sobre jogos, celebrando também a nossa aliança com o AS e recarregando baterias para encarar um futuro promissor, no qual soam os acordes da internacionalização e dos desportos eletrónicos. Estamos radiantes, porque adoramos os desafios.


PepSanchez

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Pep Sánchez
Director de MeriStation

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