Miguel Barrero: “A inovação são as pessoas”

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O ensino que deixa marca não é o que se faz de cabeça para cabeça, mas de coração para coraçãoHoward G. Hendricks.

Ruta Maestra é a revista da Editorial Santillana Colômbia, especializada em educação. O seu principal objetivo é proporcionar um espaço de comunicação e enriquecimento de conhecimentos e experiências entre especialistas, entidades e comunidade educativa em torno das temáticas que geram maior interesse entre a nossa comunidade. Dirige-se a docentes, reitores, líderes de opinião e, em geral, a todas as pessoas e entidades que procuram estar atualizadas e aprofundar um tema prioritário para a nossa sociedade, como é a educação e as suas várias facetas.

Na 25ª edição da Ruta MaestraMiguel Barrero, diretor geral da Santillana Digital, analisa neste artigo, que reproduzimos aqui, alguns dos segredos da transformação que se vive no mundo do ensino.

A INOVAÇÃO SÃO AS PESSOAS

“A inovação são as pessoas” foi um dos grandes lemas que resultou do assunto sobre gestão da inovação educativa do #SantillanaLAB.

Neste momento de transformação e reformulação do sentido da educação, as perguntas básicas de porquê e para quê educamos ajudam-nos a compreender se a educação que oferecemos hoje responde às necessidades reais dos nossos alunos e à complexidade da nossa sociedade.

O mundo é um lugar complexo e mutável. Resolver os problemas que enfrentamos globalmente requer muita inteligência e grandes conhecimentos, mas também o desenvolvimento de habilidades e valores que nem sempre foram o foco principal da educação. Por isso, nesta edição da Ruta Maestra, abordamos os grandes temas da reflexão educativa à nossa maneira habitual, olhando para os dois lados da moeda. Por um lado, contamos com especialistas que trabalham no campo das metodologias ativas; por outro, abordamos os grandes segredos, as grandes inquietações e os avanços na Neuroeducação.

Em ambos os casos, as pessoas são o centro da atenção, especialmente os nossos alunos, mas será que conhecemos os estudantes? Somos capazes de antecipar que expectativas têm, como será o mundo deles, quais são as suas necessidades de aprendizagem e de crescimento pessoal? Um estudo recente da Universidade de Yale revela que a incerteza estimula a aprendizagem.

O nosso cérebro regista mais atividade no córtex pré-frontal quando enfrentamos uma situação difícil de prever e menos quando o resultado é mais seguro. «Talvez a descoberta mais importante do nosso estudo seja a de que a função do cérebro, assim como a natureza da aprendizagem, não é “fixa”, mas que se adapta conforme a estabilidade do meio», afirmou a professora de neurociência da Faculdade de Medicina de Yale, Daeyeol Lee, à publicação Quartz, no fim de agosto (New study from Yale shows how uncertainty helps us to learn).

Tudo aponta para que o mundo em que viverão venha a ser tão dinâmico – de facto, já o é – que os cenários educativos estáticos atuais passarão rapidamente a ser obsoletos. Para nos anteciparmos a estas situações, é interessante desenvolver a capacidade de manter esses modelos atualizados com a mesma velocidade com que eles se transferem para áreas distintas. Ao que parece, a melhor habilidade destas gerações será a capacidade de desenvolverem outras habilidades.

Exploramos todos esses segredos nesta edição da Ruta Maestra, explorando aspetos como a criação de currículos globais de conteúdos, de habilidades e destrezas cognitivas, comportamentais e emocionais. Falamos de cenários que nos permitam desenvolver soluções de aprendizagem que se adaptem de forma dinâmica às distintas fases de evolução cognitiva dos alunos ou como, com o apoio da tecnologia, podemos estabelecer soluções personalizadas para cada aluno em cada momento do seu processo de aprendizagem.

Estas gerações precisam, mais do que nunca, de trabalhar, desenvolver, evoluir e gerir as emoções. A incerteza, a velocidade, os novos modelos de relações, uma realidade global e local, etc. fazem com que a realidade, a vida e a profissão impliquem uma capacidade cada vez mais sofisticada para gerir o que sentem. E assim chegamos ao outro ponto da revista: neurodidática, neuroeducação, neuroaprendizagem. O prefixo neuro instala-se em força no discurso da inovação educativa e pedagógica. Mas… Também o faz na realidade? Vai fazê-lo no futuro? Qual é o impacto real das novas investigações sobre o cérebro e o seu funcionamento na aprendizagem? Convidamos-vos a partilhar connosco o percurso eleito e as vozes selecionadas para nos esclarecerem em relação a estes grandes temas.

>> Pode descarregar a última edição da Ruta Maestra aqui: Descargar

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