Montserrat Domínguez: “Descobrir os novos bloggers está sendo um trabalho fascinante”

montserrat-dominguez-es

Hoje, arranca a versão espanhola de “The Huffington Post” (www.huffingtonpost.es), com Montserrat Domínguez ao leme do projeto. Esta prestigiada jornalista todo-o-terreno conta ao Toyoutomeblog como foram os preparativos. Além disso, falou de como viveu a evolução digital na sua vida pessoal e profissional, no PRISA.

Não se esqueça que pode seguir o evento da apresentação em streaming a partir do 12:30 (tempo peninsular). O evento contará com a presença de Arianna Huffington, Juan Luis Cebrián e Montserrat Domínguez. Siga tudo no Twitter: @ElHuffPost.

10 respostas ao Toyoutomeblog:

P- Depois de cinco anos à frente do programa “A vivir que son dos días”, na Cadeia Ser, arranca hoje com o “Huffington Post”. Você é uma jornalista verdadeiramente “multimédia”, trabalhando em agências noticiosas, na televisão, na rádio… e, agora, é diretora de um jornal digital. Que grande mudança! Tendo em conta a sua trajetória, fica claro que é uma pessoa que se adapta rapidamente a todos os meios de comunicação social. Como encara a mudança? Concorda connosco quando dizemos que, hoje em dia, a capacidade de adaptação à mudança é mais importante do que nunca?

Há duas maneiras de encarar a mudança: resistir ou tentar aproveitar os benefícios que a mudança nos traz, sem deixar de valorizar a essência, neste caso, os princípios do jornalismo. Foi por isso que o projeto de pôr em marcha “El Huffington Post” me pareceu tão apaixonante desde o primeiro instante, porque combina o melhor do jornalismo tradicional com o alcance único que as novas tecnologias nos oferecem agora.

P- Por falar em mudança… Como já trabalha há algum tempo connosco, já deve ter reparado na evolução da PRISA e dos seus meios rumo ao mundo digital. Como vê esta transformação que estamos vivendo? Encara-a como uma evolução, como uma revolução ou como uma metamorfose?

Para mim, diria que se trata de uma evolução natural: as pessoas continuam a precisar de ser informadas e isso é o que a PRISA faz melhor através dos seus jornais ou da rádio… Se queremos continuar a ser líderes, temos de explorar o mundo digital, apesar de, por vezes, o nevoeiro não nos deixar distinguir bem o horizonte. Mas essa é a parte mais aventureira: tentar abrir caminho num território por explorar.

P- “El Huffington Post” faz parte da transformação que o grupo está vivendo. Com uma participação em partes iguais da PRISA Notícias (Editora de “El País”) e por “The Huffington Post”, qual acha que será o nosso contributo? Acha que será diferente, por exemplo, da edição francesa, encabeçada por “Le Monde”?

Somos um grupo espanhol com uma claríssima inclinação para a América Latina, pelo que o contributo da PRISA é fundamental. Eles contribuem com uma fórmula e uma engrenagem que foi um sucesso nos Estados Unidos e nós contribuímos com conteúdos e com um enfoque obrigatoriamente único e distinto. Não há duas sociedades iguais e “El Huffington Post” está dirigido, fundamentalmente, aos leitores espanhóis e a toda a comunidade de falantes do espanhol interessados na atualidade.

P- Estes últimos meses, em que teve de acumular o seu trabalho na SER com este lançamento, devem ter sido uma loucura e, supomos, cheios de episódios curiosos. Pode partilhar algum com os leitores do blogue Toyoutome?

Houve manhãs em que, ao acordar, demorava alguns instantes a concentrar-me e a perceber onde me esperavam, se na Gran Vía o na Miguel Yuste! Foi uma sensação estranha e, por vezes, enlouquecedora mesmo, que só não foi traumática porque ambas as equipes são boas e tão profissionais que me facilitaram muito a vida nestas semanas que vivi… entre dois lugares.

P- Você entra neste projeto fazendo parte de uma lista de diretoras encabeçada por Arianna Huffington e na qual se encontra também Anne Sinclair. Deve ser um privilégio fazer parte de um projeto com essa componente internacional e com colegas com percursos tão notáveis. Já as conheceu? Pode partilhar a impressão que teve delas?

Conheci a Arianna quando a entrevistei no “A Vivir…”, no ano passado. Pouco tempo depois, vi-a em Nova Iorque e visitei os nossos colegas do “Huffington Post” em Paris há uns meses. Admiro a Anne Sinclair há muito tempo e foi muito interessante ouvir em primeira mão as suas experiências na implementação do jornal em França. A Arianna é uma força da natureza, com uma visão extraordinária da situação atual dos meios de comunicação social, e com uma ousadia excecional para se lançar na descoberta de novas fórmulas e de novos talentos…

P- Você está satisfeita com o rol de colaboradores com que a edição espanhola do “Huff” vai arrancar? Que tipo de autores procura?

É apaixonante. Há uma mistura de bloggers de prestígio em todas as áreas – política, economia, cultura, ciência… – com sangue novo, um bom número de pessoas que não são conhecidas do grande público e que escrevem blogues fantásticos, muito bem documentados, sobre os temas mais diversos… Descobrir estes colaboradores e ver a alegria com que nos oferecem os seus conteúdos está sendo um trabalho fascinante.

 

P- Recentemente, publicámos aqui um post sobre como a tecnologia mudou a nossa vida. Recordámos as velhas máquinas de escrever e os primeiros computadores gigantescos que entraram nas nossas casas. Você se lembra do seu primeiro PC? E do seu primeiro celular? Qual foi a primeira estação de rádio que começou a seguir religiosamente?

O meu primeiro computador foi um Toshiba portátil que comprei quando estive estudando em Nova Iorque, em 1989. O primeiro celular que utilizei era um produto da Tele 5 e tinha tampa e antena… E ouço a SER há tantos anos que nem me lembro se alguma vez ouvi outra rádio!

P- Montserrat, é uma pessoa muito “digital”? De certeza que, agora, está mais conectada do que nunca.

Estou em plena restruturação, apesar de todos nos termos tornado digitais, pouco a pouco. O smartphone é o que realmente nos está transformando em seres conectados, muito mais do que o computador.

 

P- Você é uma consumidora digital? Qual foi a sua última compra online? Gosta de gadgets? Qual é o seu mais recente capricho digital? E-book e / ou livro em papel?

Sim, há algumas lojas na Internet em que compro habitualmente roupa, sapatos, eletrodomésticos… A minha última compra foi um par de ténis para a minha filha. Não me interesso muito por gadgets… Experimentei o e-book recentemente numa viagem, porque queria levar o “Dom Quixote”, mas adoro os livros em papel, o seu cheiro e o seu toque… E não é preciso recarregar a bateria!

P- Tem mais de 12.000 seguidores no Twitter. Dedica muito tempo às redes sociais? Quem gosta de seguir? Passa um dia sem publicar um tweet? Segue-nos no @toyoutomeblog?

Claro que sigo! Há publicações muito interessantes. O Twitter foi uma revelação para mim. Não tenho muito tempo para tweetar, mas arranjo sempre um tempinho para ver do que se fala e as recomendações que as pessoas que sigo fazem. É fascinante.

 

OBRIGADO E BOA SORTE!

Deixe uma resposta

MENU
Leer entrada anterior
Social Media
Os marcos dos social media em 2012

Nas redes sociais, acontece uma imensidão de coisas em muito pouco tempo. O ritmo frenético das mudanças faz com que...

Cerrar