Perfis sem vida

Quando se fala do direito ao esquecimento na Internet, é fácil imaginar que, como em tudo, encontraremos apologistas e detratores. Haverá utilizadores que não querem deambular por toda a eternidade no Facebook ou no Instagram como Patrick Swayze no filme O Espírito do Amor e haverá outros que gostariam de ser recordados na posteridade pelos seus familiares e amigos quando aparecerem de vez em quando nas pesquisas ou nas memórias do Facebook, como “o fantasma da boleia”. Isto implica a consequente inquietude que, por vezes, nos assalta quando nos deparamos de repente com a fotografia de um utilizador que já faleceu.

Brincadeiras à parte e tal como mostra o vídeo de hoje, que foi produzido pelos nossos colegas de Retina, temos de ter a consciência de que a gestão dos perfis de uma pessoa falecida não é algo insignificante. Não basta mandar um e-mail para o serviço técnico do Facebook e pedir que apague o perfil da sua tia-avó. Não é fácil sequer quando estamos vivos, porque, para já, as redes sociais não eliminam nenhum utilizador por dá cá aquela palha, uma vez que não querem que os números de utilizadores baixem. E, apesar de ser possível fazê-lo, os trâmites são tão complicados que, normalmente, fazem com que quem os enfrenta perca a esperança de ser bem-sucedido.

Felizmente, face os novos problemas que provêm da sociedade digital, surgem novas soluções. Neste caso, empresas que se dedicam aos trâmites deste direito ao esquecimento na Internet e que são muito úteis a prestar auxílio às famílias nestas situações de luto. Umas oferecem planos em que os nossos perfis são eliminados da rede, lutando por isso com os gestores das redes sociais, e outras permitem continuar a manter e a gerir de forma digna o nosso património digital. Posto isto, cada um escolhe o destino que quer dar ao seu legado.

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