Podem os dispositivos móveis fomentar a leitura entre os mais jovens?

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O IV Festival Ibero-Americano de Literatura Infantil e Juvenil, organizado pela Fundação Santillana e pela Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, e celebrado nos dias 16 e 17 de novembro de 2017, em Alcalá de Henares, manteve o objetivo de contribuir para a promoção do setor da criação literária, que conta com uma grande valorização e com uma importante projeção em três vertentes muito claras, como se concluiu no Encontro Internacional de Formação de Leitores na Primeira Infância, organizado pela Santillana em Bogotá, em 2012: a vertente social, já que a leitura se integra no contexto familiar e é um ato de amor em que os pais ensinam os filhos a ler e lhes contam histórias; a parte educativa, pois graças à leitura a criança aprende e continua a aprender ao longo de toda a sua vida; e a vertente cultural, em que graças à leitura a criança tem acesso a mundos desconhecidos e a possibilidades de lazer, de comunicação e de conhecimento.

Neste contexto, a leitura digital esteve presente na grande maioria das mesas de debate, em que os especialistas convidados tentaram dar resposta a questões como se o livro digital pode ser um veículo para incentivar os mais pequenos a ler, se é necessário formação para o desenvolvimento da leitura digital ou como integrar a leitura digital na escola como parte significativa da aprendizagem, entre muitas outras. Aqui, pode rever o streaming do festival.

No Toyoutome blogue, quisemos recolher a opinião de alguns dos especialistas que participaram no IV Festival Ibero-Americano de Literatura Infantil e Juvenil a partir da seguinte pergunta: Acha que a utilização dos formatos e dos dispositivos digitais oferece vantagens no contexto do fomento da leitura a nível educativo ou que, pelo contrário, é prejudicial ou não oferece nada de novo?

May R. Ayamonte

Creio que a leitura digital está melhor fora da sala de aula do que dentro. Os jovens continuam a consumir os livros em papel e, de facto, o formato digital é mais utilizado pelos adultos do que pelos jovens, apesar de estes utilizarem muito mais as novas tecnologias. Por isso mesmo, parece-me mais interessante o fomento da leitura em papel, pois está alinhada com o que procuram e, apesar de ser menos sustentável e mais cara, inculca-lhes essa imagem da literatura menos ligada às tecnologias.”

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@MayRAyamonte, é escritora, booktuber, Community Manager e estudante de Filologia Inglesa. Publicou seis romances, dos quais se destacam “Besos Entre Líneas” e “De Nadie”. É também oradora do Ministério da Educação e dá palestras para o fomento da leitura.

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Dolores Romero López

Leitura digital, leitura SMART. Para retirar o máximo proveito da leitura digital, temos de desconstruir culturalmente o objeto livro tal como o conhecemos atualmente e reconstruí-lo com um novo formato interativo que inclua hipertexto e hipermédia. As vantagens que a leitura digital oferece ao indivíduo a nível cognitivo seguem os cinco princípios da leitura inteligente: (1) Simplicidade de utilização dos dispositivos, (2) Motivação para a inovação e a criatividade, (3) Acessibilidade a um mundo interconectado, (4) Reciclagem de conteúdos digitais e (5) Transposição para a comunidade global.”

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@DoloresRomero_é professora de Literatura Espanhola na Universidade Complutense de Madrid e diretora do Grupo de Investigação de La Otra Edad de Plata. Pioneira no estudo das Humanidades Digitais em Espanha, as suas principais publicações versam sobre a literatura espanhola contemporânea, literatura digital, bibliotecas eletrónicas e edição literária interativa. Algumas experiências com edição digital: La Venus Digital, Plaga de Dragones e El Veraneo Estropeado, com publicação para breve pela BNE.

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Mariano Jabonero Blanco

Acontece com a leitura digital o mesmo que se dá com os restantes desenvolvimentos e aplicações que a tecnologia nos oferece: suspeitas e temores pouco fundamentados perante o que, na realidade, é uma grande porta para novas oportunidades. A leitura digital está a conseguir (e os nossos festivais de literatura infantil e juvenil são prova disso) com que os jovens leiam mais, com maior diversidade de textos e, o que é muito importante, que partilhem mais o que leem e façam assim com que o hábito da leitura seja mais participativo e portanto mais motivador: não nos esqueçamos de que as relações entre pares na juventude são extremamente importantes, em comparação com as hierarquizadas pela escola ou pela família.”

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Mariano Jabonero é licenciado em Filosofia e Ciências da Educação pela Universidade Complutense de Madrid, com estudos de pós-graduação em administração e supervisão da educação. É o diretor de Educação da Fundação Santillana.

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Flor Aguilera

“Afirmar os méritos da leitura digital e os seus benefícios para a educação parece-me uma tarefa infrutífera, devido à ausência de provas quando aos seus efeitos a longo prazo, em diferentes regiões e contextos culturais. Em muitos países, a utilização de telemóveis e de tablets na sala de aula ainda é um privilégio de poucos. Nesta etapa de transição, o maior desafio nas escolas continua a ser o de estimular a curiosidade e fomentar a leitura usando ferramentas comprovadas e outros muito novas para criar elos afetivos com os livros e desenvolver o hábito de recorrer a eles de forma quotidiana. Assim, a forma adotada pelo livro pouca importância terá agora e no futuro.”

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Flor Aguilera é uma narradora e poeta mexicana. Estudou Jornalismo e História da Arte e tem um mestrado em Relações Internacionais. Publicou vários livros de poesia e literatura infantil e juvenil no México e nos Estados Unidos.

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Jordi Sierra i Fabra

Talvez seja porque amo os livros, o seu toque e o seu cheiro, mas creio que nos estamos a precipitar e a ir demasiado depressa, passando de uma coisa para outra em muito pouco tempo. Sociedade digital? Sim, mas sem matar as coisas boas que ainda temos. Os jovens já passam o dia com o telemóvel na mão e, em casa, em frente ao computador, que usam para tudo. Só faltava que também o fizessem na sala de aula. Vão confundir a leitura com a conversa e não pode ser. Da mesma forma que ver cinema ou teatro no local não é o mesmo do que num ecrã, ler deveria ser ainda um ato diferencial, com um valor próprio. Mas é inegável que estamos a mergulhar de cabeça no futuro, pelo que continuaremos a perder emoções, porque é disso que se trata: perder emoções. Tudo ao alcance de um dedo, sem se valorizar nada. O meu maior prazer continua a ser levar livros a aldeolas perdidas nas montanhas da Colômbia e ver as carinhas das crianças. Disso ao abismo em que nos movemos aqui… Tocar num livro ou num disco é sentir o seu conteúdo de outra forma. A alternativa é fria, fria, fria.”

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Jordi Sierra i Fabra é autor de mais de 500 livros, traduzidos para 30 línguas, recebeu 40 prémios literários e conta com 12 milhões de exemplares vendidos. É presidente das duas fundações com o seu nome em Barcelona (Espanha) e Medellín (Colômbia).

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Sara Moreno Valcárcel

Tem um contributo e, se não nos armarmos em QUIXOTE A LUTAR CONTRA MOINHOS DE VENTO, terá um contributo ainda maior. Os livros bonitos e cuidados não desaparecerão mas, na educação, trabalharemos com textos digitais. Imediatez, consulta, investigação, facilidade de partilha. Preocupa-me a solidão do leitor em sua casa, sem visitar bibliotecas ou livrarias. Temos um projeto com a Argentina, “Itinerários de Leitura entre Dois Mundos”, em que os alunos escolhem textos e os partilham com os seus colegas do outro lado do oceano, que leem, estudam, investigam, comentam, partilham e aprendem. Também em Erasmus+.

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@saramorenosmv é professora e licenciada em História da Arte. Como editora, publicou livros de poesia em várias línguas “Trovalenguas” e “Trovapaz”, “Homenaje a los Niños de 1808″ e os doze títulos de “Hitos de Madrid”. Atualmente, é presidente do Conselho Geral do Livro Infantil e Juvenil.

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Santiago García-Clairac

Não tenho qualquer dúvida de que a leitura digital tem muitas vantagens. Pelo que tenho visto pessoalmente com alguns alunos, oferece rapidez, melhora o acesso, dá uma sensação de modernidade e eles ficam com a impressão de que fazem parte de uma comunidade de leitores de nova geração. Todos estes fatores favorecem uma maior eficácia na utilização desta tecnologia e fazem com que os alunos confiem nela e a utilizem com maior frequência. A minha conclusão baseia-se em factos concretos que comprovei pela minha própria experiência nos meus contactos frequentes com escolas e institutos.”

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Santiago García-Clairac é escritor de literatura infantil e juvenil. Desde 1994, publicou cerca de 30 livros dirigidos a crianças em idade escolar e estudantes. Visita assiduamente escolas e institutos em que dá palestras e workshops relacionados com a literatura. Em 2004, recebeu o Prémio Cervantes Chico e é, desde 2005, consultor literário e membro do júri.

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Luis Fernando Medina Díaz

Na biblioteca, continuamos a apostar no papel em detrimento da leitura digital; de facto, em todas as atividades que realizamos, o livro está sempre presente e é ele o eixo central. A nossa experiência no Hospital Niño Jesús, na qual, juntamente com autores, livreiros e escritores, levamos a cabo um programa chamado “A Leitura que Dá Vida”, no qual a apresentamos como uma ferramenta terapêutica dirigida aos doentes e aos seus familiares, mostrou-nos que, na grande maioria dos casos, as crianças preferem o livro ao tablet, fundamentalmente por implica estar acompanhado por um mediador, seja um dos pais, o avô, o bibliotecário ou o livreiro.”

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Luis Fernando Medina é licenciado em Direito pela Universidade Carlos III de Madrid, é bibliotecário e responsável pela atividade cultural que se desenvolve na Biblioteca Pública Municipal Eugenio Trías de Madrid, cujo projeto de colaboração com o Hospital Pediátrico Niño Jesús, “A Leitura que Dá Vida”, foi considerado o melhor na terceira edição do Prémio Biblioteca Pública e Compromisso Social.”

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Vanesa Pérez-Sauquillo

A revolução da leitura digital é interessante quando implica verdadeiramente a transformação do processo de leitura ou até mesmo a criação de novas formas de ler e identificar áreas de melhoria na leitura. Caso contrário, implica apenas a substituição de um formato por outro. Para mim, o debate devia centrar-se antes na boa ou má escolha dos conteúdos.”

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Vanesa Pérez-Sauquillo é poeta e também autora de literatura infantil e juvenil. Realiza numerosos encontros e workshops em escolas e leciona a cadeira de edição de literatura infantojuvenil da Universidade Complutense e Santillana.

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Estrella López Aguilar

A leitura no contexto educativo é um conceito que aborda um campo muito mais amplo do que o da leitura literária. Na escola, aprende-se a ler e aprende-se a aceder a diferentes tipos de conhecimento através da leitura. A entrada da tecnologia nas escolas permitiu uma maior flexibilidade e aproveitamento dos recursos educativos e oferece uma formação mais contextualizada ao corpo discente. Do mesmo modo, favorece a motivação dos estudantes que integram no seu ambiente formal de aprendizagem as ferramentas e elementos de alfabetização que usam habitualmente em contextos informais de aprendizagem e na sua vida quotidiana. Além disso, a utilização para fins educativos das redes sociais e da Internet 2.0 favorecem o trabalho colaborativo, ajudam a partilhar ideias e a debater diferentes pontos de vista.”

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@starpy é docente em Madrid desde 1990. Fundadora do projeto colaborativo Kuentalibros. Atualmente, é membro da equipa da Subdireção Geral de Formação de Docentes de Madrid. Entre os seus trabalhos, destacam-se o projeto Si los Cuadros Hablaran e Vídeo Diccionario Escolar.

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Ester Madroñero

“Creio que o suporte digital, em comparação com o suporte em papel, fomenta um tipo de leitura diferente, uma leitura mais rápida e talvez mais superficial, uma leitura com mais possibilidades de ser partilhada, mas menos íntima. Penso que cada pessoa é diferente e tudo o que permita o acesso ao livro e às ideias dos outros é interessante. No setor educativo, ambos os formatos deveriam coexistir, uma vez que, desta forma, se daria uma resposta mais adequada aos meninos e às meninas e às suas diferentes formas de aprender.”

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Ester Madroñero é autora e ilustradora de livros infantis. No ano de 2003, criou a livraria Kirikú y la Bruja. É coordenadora da coleção Cubilete, da editora Bruño, e codiretora do Festibook. É, desde 2015, formadora externa da Câmara Municipal de Madrid.

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Andrea Izquierdo

“Do meu ponto de vista, a leitura digital é uma ferramenta indispensável no século XXI, uma vez que fomenta a leitura ao oferecer uma acessibilidade quase imediata para todos os seus utilizadores.”

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@AndreoRowling criou em 2014 um canal literário no YouTube sob o pseudónimo de Andreo Rowling e, em três anos, conseguiu mais de 130 000 subscritores. Atualmente, concilia os seus estudos de Direito e Gestão de Empresas na Universidade de Saragoça com a escrita da série que se inicia com “Otoño en Londres” (Nocturna, 2016) e continua em “Invierno en Las Vegas” (Nocturna, 2017).

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Martha R. Villabona García

“No contexto educativo, a leitura digital, entendida como a leitura que se realiza num ecrã, seja de um computador ou de um dispositivo móvel que se encontrem ligados à rede, representa não só uma via de acesso ao conhecimento mas também uma oportunidade de aproximar os alunos de uma nova forma de ler, seja interagindo com o texto ou criando novos conteúdos com recurso a ferramentas digitais multimédia. Nesse sentido, a leitura digital é também uma ferramenta que garante o acesso à educação e à cultura, nos mesmos termos em que se fala da leitura no Decreto-Lei 10/2007.”

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Martha R. Villabona é conselheira técnica do projeto Alfabetizaciones Múltiples e de Leer.es (@leeres), do Centro Nacional de Inovação e Investigação Educativa do Ministério da Educação, da Cultura e do Desporto.

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María del Pilar González García

“Não há dúvida de que a leitura digital tem muitos benefícios e a escola não pode ficar à margem: alunos/leitores sociais, comunidades conectadas de leitores… No entanto, é fundamental que o corpo docente desenvolva estratégia que ajudem e orientem os alunos na aquisição de novas competências e capacidades que lhes permitam mover-se na diversidade e na densidade de informação e de estímulos. A escola favorece também a paridade e a igualdade de oportunidades, facilitando o acesso a todo o corpo discente à “linguagem fácil” e a outras linguagens alternativas e fomentadoras da comunicação.”

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María del Pilar González é diretora-geral de Inovação e Igualdade Educativa do Gabinete de Educação da Junta de Castela e Leão. Foi professora em centros educativos da região de Castela e Leão, promovendo programas de inovação e igualdade. No gabinete onde trabalha, reconhecem-se todos os anos projetos que fomentam a leitura em ¡leo TIC!

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María Fernanda Heredia

“Como autora de literatura infantil, penso que, na leitura de ficção, o livro impresso continua a ser o protagonista. Já vi crianças acarinharem um livro porque tinha o autógrafo do seu autor preferido e isso, por enquanto, ainda não se pode fazer num tablet. A transição para a leitura digital chegará e será positiva. A tecnologia permitirá ao leitor andar com a sua biblioteca atrás e voltar a ela quando lhe apetecer, além de o ajudar a encontrar referências no momento e a estabelecer diálogos com outros leitores. Essa interação será uma grande oportunidade para novas leituras.”

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María Fernanda Heredia é uma escritora e ilustradora do Equador. Publicou mais de 30 livros para crianças e jovens na região Ibero-Americana. Recebeu vários prémios nacionais e internacionais. Algumas das suas obras foram destacadas na lista de honra de IBBY, White Ravens, Banco del Libro e da Fundação Cuatrogatos.

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María del Carmen Martínez

“Estou convencida de que os projetos de inovação pedagógica para a promoção da leitura e da escrita no mundo digital têm um impacto e resultados diferentes dado que, entre outras cosas, se multiplica o desenvolvimento de mais competências de linguagem integradas, redefinem-se contextos em que entram em jogo novos suportes de leitura, através dos quais surge uma abertura à hipertextualidade, criando-se uma comunidade colaborativa que favorece a interação e que exige um maior domínio de competências ao inserir-se num ambiente de leitura digital que vai além da escola.

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María del Carmen Martínez é docente do Ministério da Educação da cidade de Buenos Aires, especialista em educação com integração das Tecnologias da Informação e da Comunicação e promove projetos de inovação pedagógica para o fomento da leitura.

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María Ángeles Álvarez Martínez

“O suporte é secundário. O importante é a leitura. Se as crianças de hoje em dia se sentem mais atraídas pelo livro digital, então é muito bem-vindo. Apesar de a minha geração preferir o livro em papel, com o seu toque característico, com a oportunidade de andar para a frente e para trás num instante para encontrar uma passagem, o ponto essencial é que a leitura enriquece o indivíduo, já que põe o mundo ao nosso alcance sem termos de nos levantar da poltrona. Seja como for, não é de menosprezar o facto de um pequeno aparelho conter todos os livros que queremos desfrutar nas férias.”

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María Ángeles Álvarez Martínez é professora universitária catedrática, académica correspondente da Real Academia Espanhola, mestre em Inovação Docente e recebeu o Prémio de Excelência na orientação de teses de doutoramento (2016), circunscritas ao ensino de Espanhol como Língua Estrangeira. Desenvolve o seu trabalho como docente e investigadora na Universidade de Alcalá. É autora de mais de 200 materiais didáticos (em papel e em suporte digital), realizados com a Editorial Anaya ELE, a Universidade de Alcalá e a Telefónica.

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Josu Lorenzo

“É benéfico porque a juventude do século XXI é nativa digital e, assim sendo, o seu desenvolvimento desenrola-se de uma forma diferente do de gerações anteriores. Atualmente, compreendem melhor uma linguagem digital e, por isso, a leitura suportada por esses dispositivos é simplesmente outra extensão de tudo o que podem fazer. No meu caso, não tive a sorte de ser incentivado com boas leituras durante o meu percurso escolar e, se tivesse tido uma motivação extra – como, por exemplo, ler de uma forma mais interativa – talvez tivesse apreciado mais as leituras obrigatórias.”

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@Josu Diamond é escritor, booktuber e estudante de Comunicação Audiovisual. Está no mundo literário desde 2010 e já trabalhou como leitor editorial para diferentes editoras. Atualmente, trabalha como community manager, além de se dedicar ao seu canal de YouTube e aos seus romances.

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Ana Gallardo Rayado

“Qualquer suporte que ponha a leitura e a literatura ao alcance das pessoas deve ser reconhecido como um contributo para o fomento da educação e da cultura. Os suportes digitais são uma ferramenta que facilita a difusão de textos redigidos através da acessibilidade da leitura, ao reduzir os custos de produção e ao ampliar o seu impacto e alcance. O acesso à cultura e à literatura através da leitura fácil e da leitura digital contribui para a inclusão de pessoas com incapacidade intelectual ou de desenvolvimento e de outras pessoas com problemas de compreensão.”

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@Gallardo_Ana, é responsável pela comunicação de Plena Inclusión Madrid, uma instituição que apoia as pessoas com deficiência intelectual ou de desenvolvimento, e é especialista na redação de textos de leitura fácil.

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● Queremos agradecer a Silvia Perlado, coordenadora de Programas Educativos da Fundação Santillana, pela sua inestimável ajuda à realização deste especial.

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