O que é a Terceira Plataforma?

Tercera Plataforma

Tercera PlataformaHoje em dia é difícil pensar em novos modelos de negócio, novos canais ou novos produtos e serviços sem um alto componente tecnológico. O catalisador desta mudança é a proliferação de dispositivos móveis, quando entendidos num sentido amplo –smartphones, tablets, dispositivos específicos no setor sanitário, industrial… e todos aqueles que ainda estão por chegar –, que reduziram os custos de acesso à tecnologia de empresas, empregados e consumidores.

De uma perspetiva tecnológica, estamos a assistir a uma mudança de paradigma que a IDC denomina “a terceira plataforma”. Algo do gênero só sucedeu três vezes na história das tecnologias da informação:

1. A primeira plataforma tecnológica nasceu durante os anos 60, com os primeiros sistemas informáticos utilizados por grandes empresas e entidades empresariais para o processamento de informação de uma forma centralizada: os mainframes.

2. Mais tarde, na década de 80, com a chegada do PC surge a segunda plataforma tecnológica, tornando a informática acessível não só a empresas de menor tamanho, como a um maior número de empregados que começaram a processar informação de uma forma descentralizada e autônoma.

3. Atualmente, está a surgir uma nova plataforma graças à proliferação de dispositivos móveis que democratizaram o uso das tecnologias da informação: qualquer empresa ou consumidor pode aceder à tecnologia. Esta nova plataforma não deve ser vista como algo meramente tecnológico, pois também afeta as organizações em termos de alcance e escala. Por alcance, entendemos o tipo de empresas e pessoas que acedem às tecnologias da informação: já não é preciso ser um perito em informática. Por escala, entendemos o imparável número de aplicações e conteúdos digitais que está gerando um crescimento exponencial da informação.

Cloud Computing Concept

Esta nova plataforma, cujo catalisador é a mobilidade, é o resultado da convergência de várias tecnologias:

  • Em primeiro lugar, os serviços cloud (ou na nuvem) permitem a ubiqüidade no acesso de clientes e empregados mediante redes de banda larga a aplicações e conteúdos.

 

  • Em segundo lugar, a capacidade de conduzir análises sobre grandes volumes de dados, quer seja sobre informação que se produz a grande velocidade quer sobre a que provém de diferentes fontes (big data).

 

  • E, em último lugar, os meios sociais que, uma vez integrados nos processos das empresas (social business), representam uma verdadeira revolução sobre a atuação das empresas com os seus clientes e empregados.

 

Estas tendências -mobilidade, cloud, big data e social business- devem ser vistas como ingredientes que se combinam entre si para gerar uma nova era de inovação através de soluções adaptadas a cada setor de atividade. Por exemplo, pensemos como os modelos cloud, unidos ao uso de dispositivos móveis específicos e à melhoria da capacidade analítica, estão preparando a telemedicina, fazendo com que pessoas com doenças crônicas melhorem a sua qualidade de vida; ou como ao contribuir com inteligência através de dispositivos distintos e sensores começamos a administrar melhor diversos aspetos do mundo físico que nos rodeia, como, por exemplo, o tráfico nas cidades.

Cada setor irá encontrar as suas próprias soluções inteligentes adaptadas à sua atividade e isso irá deslocar as tecnologias da informação da periferia para o centro do negócio. Atualmente, estamos vendo apenas a ponta do iceberg, por isso, ao dobrar da esquina nos espera uma vaga de inovações derivadas do novo paradigma, a terceira plataforma.

 

Fernando Maldonado

Diretor de análise e consultoria da IDC Espanha

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