O que reserva o futuro para os videojogos?

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Há alguns anos, os videojogos eram sinónimo de consolas, discos e comandos, mas, hoje em dia, essa ideia está muito afastada da realidade. Segundo alguns especialistas, as vendas de discos diminuíram consideravelmente, ao passo que os downloads digitais continuam a aumentar.

Em novembro de 2014, os downloads aumentaram 23% ao longo do ano e as vendas de discos caíram em 17%. A partir de março de 2015, as vendas de jogos digitais registaram mais de mil milhões de downloads vendidos, o que representou um aumento de 2% em relação às vendas registadas no ano anterior. É um valor muito significativo para o início do ano.

Estes números mostram uma mudança nas preferências dos jogadores e passamos a explicar-lhe um pouco mais sobre eles.

Como é o gamer médio

Apesar de outrora se ter tratado de uma atividade para crianças, os videojogos tornaram-se uma atividade primariamente para adultos. A idade média de um gamer adulto é de 31 anos. 65% dos gamers norte-americanos encontram-se na faixa etária dos 18 aos 49 anos. Além disso, sabia que há mais pessoas com mais de 50 anos que jogam videojogos do que abaixo dos 18 anos?

Quanto ao género, na sua maioria, são homens, mas isso poderá mudar em breve. Os homens representam 52% dos gamers, ao passo que as mulheres constituem 48%. Este dado baseia-se na indústria dos gamers no geral e não apenas nos géneros e consolas mais apelativos para as mulheres. Se fizéssemos um inquérito apenas aos gamers que preferem a Wii e jogadores ocasionais, teríamos uma resposta muito diferente.

O futuro dos videojogos são os jogos móveis

O auge dos smartphones operou mudanças não só na forma como comunicamos, mas também na forma como fazemos compras e nos divertimos. O comércio eletrónico, por exemplo, passou de receber compras através de computadores de secretária a dispositivos móveis como smartphones ou tablets, e o mesmo está a acontecer com os videojogos, pois cada vez mais gamers dedicam a maior parte do seu tempo a jogá-los nestes dispositivos e menos nas consolas.

Os gamers à volta do mundo

Os Estados Unidos e o Canadá têm um grande mercado de venda de videojogos, com 192 milhões de jogadores ou 22,8 mil milhões de dólares, mas a região da Ásia e do Pacífico representam 36% do mercado mundial de jogos, com 427 milhões de jogadores, o que equivale a 25,1 mil milhões de dólares e a um aumento de 11% em relação ao ano passado. E o que se passa no resto do mundo? A região da Europa – Meio Oriente – África está em terceiro lugar, com 446 milhões de jogadores e receitas no valor de 19,5 mil milhões de dólares. Ou seja, o dobro dos jogadores dos Estados Unidos, mas com menos dinheiro.

Em último lugar, e apenas com 4%, está a América Latina. Esta região do Sul representa 3 mil milhões de dólares e 116 milhões de jogadores.

Onde têm mais expressão os jogos móveis?

A Goo Technologies fez um inquérito a 2000 pessoas com mais de 18 anos em 2003. O inquérito incluía perguntas sobre jogos móveis e jogos online. A maioria dos norte-americanos afirmou estar familiarizada com eles e apreciar este tipo de experiência de jogo.

Dos inquiridos, 85% dos norte-americanos que jogavam videojogos no smartphone ou no tablet indicaram que gostam do facto de poderem jogar em quase qualquer lugar. Estas preferências tinham como base um ambiente perfeito, sem limitações na utilização de dados ou streaming, e sem a necessidade de comprar artigos adicionais para continuar o jogo.

A maioria dos inquiridos disse que gostava de jogar no sofá ou num avião, mas houve algumas respostas menos ortodoxas, como jogar ao volante ou no trabalho, ou então no ginásio ou na casa de banho.

O futuro dos videojogos

Desde o aparecimento do iPhone da Apple em 2007, as coisas mudaram rapidamente. Atualmente, estima-se que há 350 milhões de telemóveis disponíveis com características para videojogos. A Pew Internet e o American Life Project fizeram um inquérito a adolescentes de todos os EUA e 46% deles jogam no telemóvel. Estes dados proporcionam um panorama geral sobre como vão evoluir os videojogos, assim como os gamers, no futuro e tudo parece indicar que os videojogos são e serão móveis.


Sandra_VazquezSandra Vázquez
Content Manager de Altura Interactive
@Sandwood

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(Español) “La re-evolución en los derechos intelectuales”

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