O que pedem as mulheres da PRISA para 2018?

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Sob o lema «Agora é o momento: as ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres», a ONU volta a juntar-se por outro ano a um movimento mundial sem precedentes pelos direitos, pela igualdade e pela justiça para as mulheres. Mais um ano em que o assédio sexual, a violência e a discriminação contra as mulheres dominaram as notícias e o diálogo público. Tudo isso contribuiu para um movimento crescente a favor da mudança.

O dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, dá-nos a oportunidade de transformar o impulso em ação, de empoderar as mulheres em todos os contextos e de prestar homenagem às ativistas que trabalham sem descanso em prol da defesa dos direitos das mulheres e das meninas, encorajando as mulheres a desenvolver-se plenamente. Este é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Pacto Mundial, uma entidade da ONU da qual a PRISA é sócia e membro do Comité Executivo.

No Toyoutome blog, como acontece todos os anos, queremos dar voz às nossas colegas do Grupo, em exclusivo, para que nos transmitam as suas reflexões, necessidades e pedidos no que diz respeito às mudanças necessárias para avançar rumo à verdadeira igualdade.

Este ano, contámos com a colaboração de Isabel Valdés, coordenadora do blogue Mujeres, do EL PAÍS, para nos contextualizar: “Não há dúvidas de que 2017 foi o ano das mulheres: o movimento cresceu mais do que nunca, o movimento #MeToo pôs tudo às claras, o movimento Time’s Up representa já uma canalização dessa luta, na Europa, as marchas sucedem-se e, numa questão de meses, o feminismo atingiu o maior nível de visibilidade na história desta batalha, chegando a alcançar áreas e contextos até agora impensáveis. 2018 deve ser o ano da ratificação dessa luta e o ano em que ela se consolide como algo que diz respeito a todos, não apenas a nós.”

Sim, já alcançámos muito, mas ainda há muito por fazer também. Por isso, perguntámos a várias profissionais da PRISA:

O que pedem as mulheres para 2018?

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• Isabel Valdés, coordenadora do blogue Mujeres, do EL PAÍS.

“Peço a 2018 todos os finais possíveis: o fim dos assassínios, das violações, do assédio, da violência, das agressões, dos insultos, da desigualdade salarial, dos tetos de vidro, do menosprezo, da mutilação genital feminina, do matrimónio infantil, do amor romântico, dos estereótipos, dos modelos femininos impossíveis, da precariedade mais acentuada para nós, da manipulação psicológica. E também lhe peço para recomeçar verdadeiramente algumas coisas e acabar de consolidar outras: a igualdade (em todos os espaços, laborais, públicos e privados, até ao recanto mais remoto), a corresponsabilidade, o respeito, o cumprimento das leis vigentes, a proposta de novas políticas que sejam garantias públicas para a igualdade. Educação. Peço a 2018 que ninguém fique sem saber o que é o feminismo, peço-lhe luta e irmandade e tolerância e grande, pequenas e médias vitórias… Na verdade, devíamos pedir tudo a 2018.”

• Mari Luz Peinado, redatora de Verne, na PRISA Notícias

“Chegou o momento de as reivindicações se materializarem em leis e de se dedicar recursos para as impor. Desde as que lutam contra a desigualdade salarial até às mais importantes: as que protegem a vida das mulheres. É intolerável que haja um Pacto de Estado contra a violência que não funciona.”

• Mariola Lourido, diretora de Sociedade na Cadena SER

“Para 2018, as mulheres pedem a igualdade real, que não cobremos menos do que os homens, que não nos perguntem nas entrevistas de emprego se vamos ter filhos, que haja mais mulheres a dirigir as empresas ou a presidir aos governos e, sobretudo, que acabem todos os assassínios machistas, as violações e o assédio sexual.”

• Manuela Lara, diretora de projetos e desenvolvimento da Santillana Global

“Pedimos para 2018 o mesmo que temos vindo a pedir há anos: igualdade de direitos e de oportunidades, equidade nos salários e projeção profissional. Pedimos a equiparação de benefícios e apoio para conciliar a vida familiar e profissional. Não queremos momentos de impacto, nem discursos vãos sobre igualdade, pedimos medidas concretas e eficazes que facilitem a compatibilidade da carreira profissional com a educação e criação dos nossos filhos.

Mas também é verdade que a desigualdade transcende o mundo empresarial e, por isso, pedimos uma educação que fomente a igualdade e que reveja tanto as metodologias como os conteúdos da perspetiva do género.”

 Paz Álvarez, diretora da secção Fortuna do jornal Cinco Días

“Desejava que, este ano, não fosse necessário falar sobre este tema. Isso significaria muita coisa: que não existiria desigualdades salariais, nem teto de vidro, nem que se pensasse sempre num homem no momento de promover alguém, nem que a conciliação fosse um tema apenas para senhoras com famílias para cuidar, nem que as mulheres tivessem de trabalhar o triplo para ter metade do reconhecimento. Mas temo bem que continuaremos a falar destes assuntos durante mais uns quantos anos. Também desejo que o Real Madrid ganhe a Liga dos Campeões este ano. As mulheres também gostam de futebol.”

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• María Jesús Espinosa de los Monteros, gestora de projeto da Podium Podcast.

“Não sei o que pedirão todas as mulheres para este ano de 2018, mas sei o que peço para elas, para todas nós. Algo tão simples como não ter de celebrar o dia 8 de março. Seria sinal de que tínhamos conquistado a igualdade total. Assim sendo, para 2018, não peço mais igualdade, mas a igualdade plena. Em particular, gostaria que este ano de 2018 fosse fértil para as mulheres criativas, porque a nossa imaginação – a nossa capacidade de criar relatos e mundos próprios – é tão válida como a dos nossos colegas. Peço que a confiança e o rigor que se depositam num jornalista homem fossem concedidos às mulheres que exercem o jornalismo. Como disse a escritora Grace Paley: ‘Avancemos com medo, coragem e raiva para salvar o mundo’.” 

• Luz Sánchez-Mellado, jornalista do EL PAÍS

“Eu não sou todas as mulheres, sou apenas uma mulher e isso nem é sequer a primeira coisa em que penso ao acordar. Como pessoa, e como mulher, o que espero para 2018 é ser e estar de forma exatamente igual aos homens na esfera pública e na esfera privada. Nem mais, nem menos. Não é nem muito, nem pouco. É tudo.”

• Lourdes Lancho, subdiretora de “A vivir que son dos días”, da Cadena SER

“Firmeza. Sim, é verdade que, em 2017, nos erguemos e dissemos ‘basta’ ao assédio sexual, aos abusos de poder, à desigualdade do fosso salarial e de oportunidades na vida. Agora, temos de nos manter firmes e avançar. Vamos mostrar que não estamos a brincar.”

• Tata Solarte, DJ de Tropicana e W radio na Caracol, Colômbia.

“Em 2018, as mulheres continuarão a protagonizar a mudança. A nossa principal bandeira nesta luta, a igualdade, continuará bem hasteada. As nossas qualidades naturais, a ternura, a amabilidade, a organização e a paixão, aliadas ao reconhecimento obtido na tomada de decisões, a implementação estratégica, a concretização de tarefas e a razão em equilíbrio com a emoção continuam a ser o nosso cavalo de batalha. Foi demorado, mas, a pouco e pouco, conseguimos ter um papel de protagonismo no mundo do trabalho, o que nos permite explorar outros campos e mostrar a nossa capacidade de liderança.”

• Marta Bonet, gestora de conteúdos da Santillana I+D+I, do Grupo Santillana

“Peço que, em 2018, deixemos de rotular mulheres e homens com base em estereótipos que vitimizam umas e criminalizam os outros. Comecemos a valorizar e a dar visibilidade aos homens e às mulheres que não se adequam a esses rótulos e que praticam todos os dias o princípio de que não há abdicação mas sim escalas de preferência, como terapia contra a pressão social dos papéis de género com a qual convivemos e como princípio para desfrutar da vida que escolhemos livremente. Recuso admitir que o meu filho, pelo simples facto de ser do sexo masculino, seja rotulado como um potencial delinquente e que as minhas filhas tenham de conviver com a discriminação positiva em que estamos instalados e que prejudica o valor do esforço e do mérito pessoal. Acredito que todas as conquistas que alcançámos ao longo dos séculos nos levarão a falar destas pessoas que escolhem livremente os seus caminhos e que os percorrem com esforço, sem complexos e com convicção. São cada vez mais, mas pouco se veem, apesar de serem o melhor exemplo de que o caminho que percorremos está a servir para mudar as coisas, além de representarem modelos que ajudam a falar de forma positiva.”

• Sonia Sánchez, diretora da secção de Política da Cadena SER

“As mulheres pedem igualdade plena em relação aos homens. Isto significa a divisão igualitária das tarefas domésticas e dos cuidados, o fim da desigualdade salarial ou o mesmo acesso que os nossos colegas têm aos cargos de responsabilidade. A falta de liderança feminina nas altas esferas das empresas e das instituições priva as mulheres mais jovens de modelos que as inspirem. Convém lembrar que apenas uma das grandes instituições do estado espanhol, o Congresso dos Deputados, é presidida por uma mulher.

No caso específico dos meios de comunicação social, a escassa presença das mulheres nos órgãos de decisão de conteúdos prejudica o desempenho do seu papel social. Quando são quase exclusivamente homens a escolher que temas se apresenta ao público e com que relevância, há inevitavelmente uma perspetiva parcial masculina. A presença equilibrada de mulheres nos cargos de decisão de conteúdos faz com que a informação seja melhor, do mesmo modo que – conforme constata o FMI – a presença de mulheres nos cargos de direção das empresas melhora a rentabilidade, o ambiente de trabalho e a inteligência coletiva.”

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• Martha I. Jiménez Homes, diretora de informação e comunicação na Santillana Venezuela

“Não vou pedir, eu sei que 2018 nos dará mais visibilidade e espaços de encontro. Continuaremos a liderar projetos em prol das comunidades e redes das quais fazemos parte e para cujo fortalecimento contribuímos. Construir, contribuir, entusiasmar, liderar, transformar e partilhar: 2018 continuará a ser assim. Contamos com todas vocês.”

• Soledad Alcaide, subdiretora da Escola de Jornalismo UAM-EL PAÍS

“Querido 2018,

Peço-te que não nos matem apenas por sermos mulheres, que não nos violem, que não publiquem os vídeos das agressões para fazer troça de nós, que não nos atormentem à frente dos nossos filhos, que não nos chamem puta por querermos ter vários parceiros, que não nos chamem puta por não queremos ter nenhum, que não nos chamem puta por termos um companheiro e, às vezes, não nos apetecer fazer sexo, que não nos chamem puta por nos apetecer sempre fazer sexo, que não nos digam o que acham dos nossos corpos sem termos pedido opinião, que não nos digam como devemos vestir-nos, maquilhar-nos ou despir-nos, que não tenhamos medo de andar sozinhas na rua à noite, que não nos digam que há coisas só para meninas, que não nos digam para sermos mais discretas, que não nos expliquem como se faz o trabalho que fazemos todos os dias, que nos ouçam, que nos deixem falar, que não aconteça tanta coisa… Mas, sobretudo, peço-te que nunca mais tenhamos de voltar a lutar por tudo aquilo por que sempre lutámos. Para que, finalmente, não nos sintamos sozinhas.”

• Ana Paula Campos, editora de conteúdos digitais na Santillana Brasil

“Eu gostaria que, em 2018, se desconstruíssem os preconceitos associados ao termo ‘feminismo’ para que o diálogo entre as pessoas seja mais aberto e frutífero, substituindo os discursos de ódio. Penso que, assim, se cria espaço para uma postura mais empática, com menos preconceitos, entre os géneros.”

• Ana Martínez Concejo, chefe de documentação e realizadora e apresentadora do programa “Entre Tiempos”, na Cadena SER

“Numa espécie de lista de desejos feministas para 2018, o meu primeiro desejo seria acabar com a violência machista. Um único assassínio mais que seja é completamente intolerável. Quem me der não ter de guardar na Fonoteca da SER nem mais uma crónica relacionada com este flagelo aterrador.

Outra questão fundamental é a utópica conciliação da vida profissional e da vida familiar. Este equilíbrio impossível é ainda uma questão por resolver no caminho para a igualdade genuína e efetiva entre homens e mulheres. A vida é sempre uma sucessão de escolhas, mas, no caso da mulher, é inevitável escolher entre criar os filhos ou crescer profissionalmente. Outras questões por resolver no contexto laboral são também o fosso salarial de género e a falta de paridade nos cargos de direção. Avançar em todas estas questões não é apenas desejável, mas obrigatório.

2017 foi um ano diferente, marcou um antes e um depois no despertar contra o machismo e na evolução do papel da mulher numa sociedade desigual. Foi muito difícil voltar a erguer a nossa voz. Espero que, em 2018, esse grito de coragem não se cale, que conte com a cumplicidade e o compromisso dos homens e que já não haja volta atrás.”

• María Alondra Peñaloza, editora na Santillana México.

“É difícil responder a ‘O que pedem as mulheres para 2018?’ sem pensar no caso das mulheres mexicanas, sobretudo as que vivem em zonas com elevados índices de violência. O que pedimos? Leis que não nos vitimizem duplamente e que não protejam o agressor em função do volume da sua carteira.”

• Lourdes Moreno Cazalla, digital product manager das estações musicais da PRISA Rádio Espanha

“Em 2018, as mulheres aproveitam a digitalização para promover uma nova forma de feminização. Deixemos para trás as imagens de trabalhos de mulheres associados apenas a copiar e a teclar, porque, na Internet, as mulheres passaram à ação, à criação e à inovação. Queremos reivindicar esse espaço conquistado com o valor que oferecemos às organizações, estabelecendo comunicações melhores e mais fluidas. E consegui-lo de forma justa, com igualdade de salários, oportunidades e responsabilidades. E vamos fazê-lo juntas, fazendo-nos ouvir.”

• Bárbara Manrique, diretora de relações institucionais e do gabinete da Presidência do EL PAÍS

“Todos fizemos parte dos notáveis avanços do feminismo ao longo de 2017. Quanto mais não seja, em termos da visibilidade da desigualdade de direitos e oportunidades que ainda temos de mitigar. Mas o risco de que tudo não passe de uma moda passageira é elevado e, por isso, 2018 deve ser um momento chave para consolidar estes movimentos de denúncia e reclamar os espaços que pertencem às mulheres. E não é apenas por uma questão de justiça social, mas sim de inteligência humana, porque um mundo com as mulheres com uma presença igual à dos homens em todas e cada uma das áreas de influência será um mundo mais diverso, mais equitativo, mais justo e solidário. Devemos isso a todas as mulheres que lutaram pelos direitos conquistados com grande esforço e generosidade durante décadas, mas, acima de tudo, devemo-lo às próximas gerações de mulheres, para que possam desenvolver-se plenamente, e também às próximas gerações de homens, que compreendem cada vez melhor as vantagens de uma sociedade igualitária onde todos ganhamos por sermos mais livres.”

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• Bárbara Maregil, membro da equipa de desenvolvimento de produtos digitais do EL PAÍS

“Este devia ser o último ano em que alguém sofra por questões de género. Devia ser o último ano em que seja necessário reivindicar direitos fundamentais e lutar contra a discriminação e a desigualdade salarial. Devia ser o ano em que se quebrem as barreiras para que todos possamos alcançar os nossos objetivos em igualdade de condições.”

• Katy Lema, editora de SEO no EL PAÍS

“Um sistema de quotas aplicável a todas as empresas e instituições que imponha uma presença mínima da mulher em todos os setores e em cargos de relevo. Já sabemos o que queremos, agora só precisamos que nos deixem mostrá-lo até onde nós quisermos. 2018 é o ano da realidade.”

• Inora Miranda, gestora da Richmond na Santillana Venezuela

“Mais do que pedir, precisamos de moldar. Moldar com atos essa mulher que usa as calças sem deixar de brilhar nas suas saias. Essa mulher que é capaz de lutar, com a força das calças e a delicadeza das suas saias, por um universo de possibilidades de justiça e equidade. Porque, no fundo, poucos farão o que tu dizes, mas muitos farão o que tu fazes.”

• Ángeles Espinosa, correspondente do EL PAÍS no Médio Oriente.

“É frequente perguntarem-me como é a minha experiência de correspondente em países onde a desigualdade e a marginalização das mulheres é flagrante. Porém, como jornalista estrangeira, pouco sou afetada pelas suas limitações (fora as restrições a nível do vestuário). Até nos contextos mais tradicionais, recebemos um estatuto de terceiro sexo ou homem honorário. A luta está na redação. Houve ocasiões em que senti que as minhas propostas eram rejeitadas não por falta de interesse informativo, mas por falta de confiança… na minha capacidade enquanto mulher de conseguir um visto, uma entrevista ou de levar a cabo um projeto. ‘Queres mesmo ir viver para um país onde tens de andar de véu?’, perguntou-me uma vez um superior. Por isso, na minha carta de desejos para 2018 está que os chefes nos deixem de ver como ‘mulheres jornalistas’ e nos vejam como ‘jornalistas profissionais’, algo que seria sem dúvida mais fácil se houvesse mais mulheres em cargos com poder de decisão. As (muito necessárias) medidas de conciliação correm o risco de aumentar as diferenças, caso não sejam aplicadas de forma igual a mulheres e homens (licenças de paternidade obrigatórias, etc.). Racionalizar os dias de trabalho também seria uma ajuda para todos.”

• Waleska Sucre Zabala, subdiretora editorial na Santillana Venezuela.

“Pedimos a este ano que nos encha de oportunidades que nos permitam mostrar a nós mesmas o nosso valor. Devemos compreender que a luta não é contra a sociedade castradora em que vivemos. Trata-se de disseminar e, acima de tudo, consolidar a autovalorização e a autoconfiança.”

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• Alejandra Ramos Mastache, editora de ciências naturais na Santillana México

“2017 foi um ano em que muitas mulheres deram a conhecer os abusos sexuais que sofreram na procura de emprego. É bem sabido que o género, nos moldes atuais, representa uma grande injustiça. Por isso, gostaria de pedir a homens e mulheres para começarmos a pensar de maneira diferente e a ensinar os meninos e as meninas a não associar a masculinidade ao dinheiro.”

• Brezo García Trejo, departamento de Comunicação Empresarial da Santillana Global

“Erradicar a violência de género: respeito, segurança e tranquilidade. Dar também relevo às mulheres que marcaram a história. Refrear a desigualdade salarial e promover o empoderamento, uma vez que estamos em desvantagem em termos de crescimento laboral, político e social.”

• Silvia Perlado Pérez, Coordenadora de Programas Educativos da Fundação Santillana

“Pediria para que não se repitam os estereótipos que nos ensinaram desde que nascemos e que, inconscientemente, inculcamos nas novas gerações. É verdade que avançámos muito neste sentido, mas é importante que sejamos capazes de formar cidadãos livres de estereótipos. E, nesta formação, as famílias, os centros educativos, as instituições, os meios de comunicação social e os governos têm de ser capazes de trabalhar em modelos que apoiem a igualdade de género.

Por outro lado, para 2018, pediria também coragem. Coragem para continuar a trabalhar para uma sociedade mais justa para a mulher, coragem para continuar a denunciar a violência, coragem para quebrar os tetos de vidro… Muitas mulheres ficaram para a história pela sua coragem, mas, como dizia uma canção de Silvio Rodríguez, ‘tocaram-me as mulheres que a história cobriu de louros e as outras gigantes desconhecidas que não cabem nos livros’.”

• María Santamaría, responsável de comunicação empresarial na PRISA

“Peço que 2018 seja o ano em que tudo mude, em que se tome consciência de que a igualdade é um problema de toda a sociedade e que os nossos dirigentes assumam que este é o momento para falar sobre o problema e que, daqui em diante, nós marcaremos os tempos.”

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