RCS-e, o rival de Whatsapp?

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A renovação das companhias de telefones celulares era uma realidade anunciada. Nos últimos três anos, o apogeu dos smartphones e das tarifas de dados revolucionaram a nossa forma de comunicar: as mensagens de texto perdem terreno para as redes sociais e aplicações de mensagens instantâneas como o Whatsapp; outras como o Skype ou o Viber permitem realizar chamadas grátis. Por isso, as operadoras espanholas preparam já um serviço RCS-e que se apresente como uma alternativa real e impeça que percam estatuto face a estas aplicações.

Os dados do envio de SMS no último período natalício foram inequívocos. A companhia telefónica espanhola Yoigo declarou publicamente que, no último ano, sofreu um decréscimo de 23% em relação ao ano anterior no dia de Ano Novo. Isto corrobora a informação já veiculada pela Comissão do Mercado de Telecomunicações (CMT) de Espanha, quando fez notar que se tinha passado de 13 426 milhões de mensagens para 8921.

O analista Tero Kuittinen disse também à revista Forbes que houve uma descida, no Natal, na ordem dos 20% na Finlândia, 14% no Japão e 9% na Austrália.

No entanto, nos Estados Unidos, houve um aumento de 10% no envio de SMS relativamente ao período natalício de 2010, mas com uma desaceleração de 40%, o que confirma a tendência de decréscimo do short message system.

RCS-e, o contra-ataque das operadoras de celular

No passado dia 12 de janeiro, as três principais operadoras espanholas (Movistar, Vodafone e Orange) emitiram um comunicado conjunto no qual anunciaram a implantação do sistema no fim do próximo verão, o que transformará a Espanha no país pioneiro no lançamento do RCS-e.

No último ano, as mensagens escritas constituíram 9% do rendimento total das operadoras, menos três pontos do que há dois anos. A primeira resposta a esta “crise” foi concentrar a oferta em tarifas planas de dados e chamadas a preços competitivos. Não obstante, nos últimos meses, muitas operadoras começaram a incluir nas suas tarifas o envio gratuito de SMS (em alguns casos ilimitado). Porém, só agora apresentam uma alternativa que poderá fazer face às aplicações de mensagens instantâneas: o RCS-e.

O RCS-e (Rich Communication Suite Enhanced) é um serviço da indústria que reúne funções de comunicação válidas para todas as operadoras e fabricantes de terminais móveis. Os utilizadores de smartphones poderão comunicar entre si tanto em modo “pessoa-a-pessoa” como “pessoa-grupo”, através de mensagens instantâneas, videoconferência, envio de arquivos ou de “chamadas enriquecidas” (partilha de imagens ou vídeos enquanto se fala ou troca mensagens de chat).

Além de colocarem mais funções à disposição do usuário, as operadoras pretendem tornar-se mais fortes em termos de segurança e fiabilidade, áreas onde o Whatsapp é mais frágil.

 

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O império do Whatsapp

O Whatsapp foi criado em 2009 por dois ex-funcionários da Yahoo, Jan Koum e Brian Acton, e conta atualmente com aproximadamente 1338 milhões de usuários, um valor que equivale à população total da China. Em todo o mundo, são enviadas cerca de 1000 milhões de mensagens por dia através desta aplicação.

Em termos de preço e funcionalidade, o SMS não pode competir com o Whatsapp. A aplicação não só permite o envio de texto (com um número ilimitado de carateres), como também de imagens, vídeo, áudio e a partilha de contactos ou a localização através do Google Maps em qualquer parte do mundo e de forma gratuita. Uma mensagem tradicional custa cerca de 0,15€; o Whatsapp cobra apenas 0,79€ pelo download para o iPhone e um máximo de 1,50€ para a renovação após um ano de experiência gratuito noutras plataformas como o Android ou o BlackBerry.

O único obstáculo a este fenómeno é a superioridade temporária dos dispositivos móveis convencionais em relação aos smartphones. É apenas uma questão de tempo.

A expansão dos celulares inteligentes nos mercados está a acelerar exponencialmente. Singapura com 90%, Hong Kong com 61% e a Suécia com 52% são os mercados mais avançados neste sentido. Espanha encontra-se em quinto lugar, com pouco mais de 45%.

Há que acrescentar a isto que, apesar de o Whatsapp ser o serviço de envio de mensagens online mais popular, não é o único, e tem como concorrentes o iMessage do iPhone, o BlackBerry Messenger e outros sistemas disponíveis para todos os smartphones, como o ChatON, o Group Me ou o Facebook Messenger.

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