As tendências do futuro na tecnologia educativa en STN2017

CongresTecnoloEducatSantillana_850

Acabamos de celebrar el Congreso anual de Tecnología Educativa de Santillana bajo el el título: Santillana Technology Network 2017 (STN2017), donde  se mostraron las tendencias de la tecnología como  el ‘blockchain’, la inteligencia artificial, los estándares de interconexión y todo lo que puede ser incorporado a la tecnología educativa del sector k-12.

El primer punto sobre la mesa fue la puesta en marcha de sistemas educativos complejos gracias al uso de estándares tecnológicos.

Normalmente en un ecosistema educativo nos encontramos con múltiples soluciones que tienen propósitos funcionales claramente diferenciados. Así tendremos soluciones de consumo de contenidos, soluciones de gestión académica, soluciones de evaluación, etc. Donde además, en muchas ocasiones, cada una de ellas ha sido construida por una compañía distinta. Es en ese momento donde los estándares de interconexión intervienen ya que aseguran que todas las soluciones se hablan entre sí de forma automática, garantizando un aporte de valor máximo, ya que se producen muchas sinergias puesto que se pueden compartir datos, credenciales de acceso y contenidos entre las distintas soluciones de forma transparente al usuario final. Así garantizamos que el ecosistema, como un todo, es superior a la suma de cada una de sus soluciones de forma aislada, independientemente de quien fue el fabricante que construyó la solución de tecnología educativa.

Acabámos de celebrar o Congresso Anual de Tecnologia Educativa da Santillana com o título Santillana Technology Network 2017 (STN2017), onde se mostraram as tendências da tecnologia como o ‘blockchain’, a inteligência artificial, padrões de interconexão e tudo o que pode ser incorporado na tecnologia educativa do setor k-12.

O primeiro ponto em cima da mesa foi a colocação em marcha de sistemas educativos complexos graças ao uso de padrões tecnológicos.

Normalmente, num ecossistema educativo, encontramos diversas soluções que têm propósitos funcionais claramente diferenciados. Assim, teremos soluções de consumo de conteúdos, soluções de gestão académica, soluções de avaliação, etc. Onde, aliás, em muitas ocasiões, cada uma delas foi concebida por uma empresa distinta. Nesse momento em que os padrões de interconexão intervêm, já que asseguram que todas as soluções falam entre si de forma automática, garantindo uma contribuição de valor máximo, já que se produzem muitas sinergias, dado que se podem partilhar dados, credenciais de acesso e conteúdos entre as distintas soluções de forma transparente com o utilizador final. Assim, garantimos que o ecossistema, como um todo, é superior à soma de cada uma das suas soluções de forma isolada, independentemente de quem foi o fabricante que construiu a solução de tecnologia educativa.

Rob Abel, CEO da IMS Global Learning Consortium, organização internacional responsável por implementar padrões de tecnologia educativa a nível internacional, falou sobre o uso destes padrões para conseguir o objetivo anteriormente mencionado, está a converter-se nalgo de cumprimento obrigatório em territórios com uso intensivo de tecnologia no processo do ensino e aprendizagem como os Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Coreia. Pouco pouco está também a impor-se noutros territórios tanto latino-americanos, sobretudo em concursos públicos, como europeus. Em Espanha, estão a incorporar-se cada vez mais em soluções construídas integralmente por empresas espanholas de tecnologia educativa que utilizam estes padrões para poder integrá-los em ecossistemas educativos complexos.

Cibersegurança e educação

De algo tão específico para o setor como os padrões de interconexão, passamos a falar da cibersegurança e da sua importância no setor educativo. Para isso, contamos com o diretor-geral da empresa de segurança Ackcent, Lluís Vera, que centrou o seu discurso na insegurança digital que se sofre no setor educativo, que é o segundo mais atacado, apenas atrás do setor da saúde. Para isso, deve dar-se especial importância a tudo o que está relacionado com segurança das soluções educativas, assim como a gestão que se faz dos riscos, já que nenhum sistema é 100% seguro e temos de ter um protocolo de atuação, uma vez que o risco se tenha verificado.

Para continuar, abrimos o painel incorporando o próprio Manuel Ransán, responsável pela iniciativa Internet Segura 4Kids, que está no Instituto Nacional de Cibersegurança de Espanha (INCIBE), e Josep Ruano, CEO da Capside, empresa especialista em arquitetura digital. No painel, insistiu-se que a cibersegurança tem de ser tratada de forma muito dinâmica, já que as soluções presentes na Internet estão a mudar diariamente e não podemos abordar a segurança de forma estática, ou seja, baseada em auditorias realizadas de forma estática. Devemos monitorizar em tempo real como se encontram as nossas soluções de segurança e ir adaptando as mesmas com base nas vulnerabilidades que se vão detetando devido a essa monitorização.

STN2017_PonentesSeguridad_01

Um padrão para o livro de texto digital

Após o painel de cibersegurança, mudámos completamente o foco da sessão e centrámo-nos em como nos mantermos na vanguarda do uso da tecnologia de caráter geral aplicando-a à educação. Nesta ocasião, falámos de como aplicar a gestão massiva de dados ajudados por algoritmos de inteligência artificial e vimos que, com dispositivos em formato de assistentes virtuais por voz, podemos fazer recomendações de conteúdos, fazer provas orais em aulas de línguas e propor diretamente ao professor uma classificação da prova, ainda que o próprio possa alterar a classificação final segundo a sua experiência real com o aluno. Para tudo isto, contámos com os especialistas em tecnologia educativa da Amazon Web Services, Paul Grist e Chanda Fortuna.

Uma área de especial interesse para o futuro do setor editorial educativo, dentro do mundo da Internet, é como será o formato do livro educativo que possa ser consumido diretamente num navegador tanto online como offline. Para tratar de qualquer aspeto relacionado com a web nos congressos da Santillana Technology Network, contámos sempre com a organização que se encarrega por velar tudo o que acontece na Internet. Estamos a falar do W3C (World Wide Web Consortium), que é liderado pelo inventor da Internet, tal como a conhecemos hoje em dia, Tim Berners Lee, e pelo seu CEO, Jeff Jaffe (que já participou na STN2016). Nesta ocasião, contámos ainda com o líder a nível mundial da Publishing, Ivan Herman, que nos mostrou as novas linhas de trabalho que se abriram recentemente no W3C à volta do livro eletrónico educativo, EPUB Education (antígo EDUPUB), após a integração do grupo IDPF (International Digital Publishing Forum), em fevereiro de 2017, dentro do W3C.

Iván Herman mostrou-nos os desafios que o consórcio enfrenta e os que ainda não estão resolvidos de forma a tornar uma realidade de consumo o livro educativo na Internet, da mesma forma que fazemos uso de um livro de edições gerais.

Aspetos como a paginação, rastreabilidade e armazenamento dos exercícios que se costumam realizar num livro de texto, independentemente que a leitura do livro se realize num navegador ou num leitor de livros, são os principais desafios que ainda não foram resolvidos, mas que estão a ser trabalhados no grupo de Publishing do W3C com o objetivo de fazer um uso simples do livro educativo na Internet.

Nesta alínea, também contámos com a presença de Martín Álvarez-Espinar, responsável pelo W3C em Espanha, para reforçar as mensagens transmitidas por Iván, mas focando-se no tipo de interesses do setor educativo do k-12.

Chegada a vez de falar de uma das tendências tecnológicas da moda, o ‘blockchain’, esta sessão foi iniciada por Alex Puig, diretor do Consórcio Multinacional Espanhol Alastria, comentando que o BlockChain vai muito mais além das ‘criptomoedas’, já que trata de acrescentar valor às transições na Internet, sejam de que natureza forem.

As primeiras aplicações da tecnologia ‘blockchain’ no setor da educação estão a dar-se nos aspetos relacionados com a gestão de identidade e sucessos académicos, no âmbito das certificações digitais de caráter aberto, não regulado, já que esta tecnologia tem como uma das suas características mais importantes o poder de garantir a confiança de qualquer transferência de valor social ou económico sem necessidade de uma estrutura central. Teremos de esperar mais alguns anos para ver aplicações adicionais desta tecnologia de caráter transversal aplicadas à formação de caráter regulado, mas, pela poupança de custos e contribuição do valor que está designado para outros setores que tenham conseguido implementar dentro da sua cadeia de valor o uso do ‘blockchain’, devemos estar pendentes da evolução desta tecnologia nas próximas edições do congresso.

STN2017_PonentesSeguridad_02

A importância da privacidade

O encontro terminou com um tema de importância vital para o setor, a privacidade, ao tratar de dados que estão associados a menores de idade. O orador responsável por falar do tema foi Ricard Martínez, diretor da Cátedra de Privacidade e Transformação Digital Microsoft – Universidade de Valência. Uma das principais mensagens em que se insistiu é que não estávamos a proteger dados, mas sim pessoas e que, além das leis, temos de consciencializar todos os elementos da equipa que intervêm no processo do uso de tecnologia dentro e fora da aula, na importância de tratar com verdadeiro cuidado os dados associados a um menor dentro de qualquer um destes sistemas.

Dá-se o caso paradoxal que naqueles países onde se realiza um uso mais intensivo das novas tecnologias por menores, ao existir maior consciencialização, existem menos situações conflituosas do que naqueles em que menos se usa. Devido a essa falta de consciencialização, dão-se mais situações de uso incorreto das novas tecnologias na perspetiva de privacidade do menor.

Do ponto de vista tecnológico, insistiu-se que, no processo de criação de qualquer solução tecnológica educativa, se incorporem desde o princípio dos aspetos de privacidade com a mesma relevância que se dá aos aspetos mais tradicionais do resto do design do software.

Esperamos voltar outra vez em força, em 2018, para abordar temas tecnológicos de base que possam ser incorporados a curto e médio prazo em soluções de tecnologia educativa e com a intervenção de trazer o valor que se espera pelos especialistas do setor educativo.


Iñaki Vélez de Guevara Rodríguez

Director global de arquitectura tecnológica educativa, Santillana Global

Deixe uma resposta

MENU
Leer entrada anterior
O dia em que as crianças mandaram no EL PAÍS

Perguntas e mais perguntas, cadernos para anotar tudo, fotos de cada pormenor, ilustrações, gráficos e, para rematar, uma emissão em...

Cerrar