Sem olhar para o catálogo

e-commerce
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Uma vez que a tecnologia nos transformou em usuários móveis, ubíquos e multiplataforma, o lógico seria contar com inovadoras propostas para exercer essas mesmas características na nossa faceta de compradores. No entanto, na maioria das vezes, para fazer compras online, continuamos frequentando lojas virtuais que, muitas vezes, são simples réplicas de estabelecimentos físicos, desde o catálogo de produtos até ao carrinho de compras.

Podíamos dizer que o comércio eletrónico ainda não está aproveitando minimamente a evolução por que a Internet passou nos últimos anos. Porém, a venda online já está passando por uma metamorfose cujo expoente máximo é a possibilidade de comprar sem pôr os pés no estabelecimento, nem sequer virtualmente. E, além disso, sem uma utilização prévia de buscadores para encontrar o que queremos. Será o fim das lojas online como as conhecemos até agora?

Algumas das experiências mais inovadoras neste sentido giram em torno de três tendências: segundas telas, links a partir do mundo real e subscrições.

 

Segundas telas

O e-commerce deixou de ser um exclusivo do PC. Agora, as barreiras entre os dispositivos estão se desmoronando e é necessário haver diferentes modos de interação em função de cada tela. A próxima revolução que está na calha consiste em comprar através da televisão e uma prova dessa tendência são os modelos de Smart TV que integram já conhecidos métodos de pagamento, como o PayPal, para o consumo de conteúdos audiovisuais.

Mas a interação entre as diferentes telas promete oferecer muito mais ao usuário / cliente. O Shazam, o popular “caça-canções”, está na onda. De momento, a capacidade desta aplicação para identificar melodias está sendo utilizada em anúncios de televisão. Basta ativar a aplicação quando o logo do Shazam aparecer num spot comercial e, logo na hora, obtemos diferentes opções, em função do produto anunciado: desde comprar ingressos para um espetáculo até marcar uma data para experimentar um automóvel.

Longe de ficar por aí, o Shazam quer agora oferecer acesso a produtos mediante o reconhecimento de imagens. Por outras palavras, poderemos muito em breve comprar artigos que aparecem em programas de televisão, seriados e filmes, bastando para isso apontar o nosso celular à tela e fazer clique.

 

Ligações a partir do mundo real

Painéis publicitários, montras de loja, placards informativos, quiosques, pontos de informação turística… Qualquer suporte do mundo real pode se transformar num ponto de venda graças à inclusão de links (sobretudo na forma de códigos bidimensionais) para plataformas de pagamento.

Por exemplo, recentemente, os criadores da aplicação Pickbe e o metropolitano de Barcelona chegaram a acordo para impulsionar o comércio móvel entre os usuários deste transporte público. Se trata de uma forma de comprar fácil e cómoda, a partir de qualquer terminal móvel, enquanto fazemos as nossas viagens de todos os dias no metropolitano. Basta captar com o smartphone a informação contida nas telas instaladas nas estações de metropolitano para comprar diretamente produtos e serviços de marcas como Privalia, Groupalia, Ulabox, Casa del Libro e Promociones Farma, entre outras.

Pickbe Store Demo from Pickbe on Vimeo.

Subscrições

Não sendo um modelo de negócio novo, as subscrições estão ressurgindo em força no comércio eletrónico. A troco de uma quota, os clientes recebem produtos a um preço atrativo que é encarado como um desconto exclusivo por pertencer a um determinado clube.

Há já algum tempo que existem apostas atrevidas como o Shoedazzle que, por 39,9 dólares mensais, envia a cada 30 dias um par de sapatos aos seus subscritores. A curiosidade está no facto de não ser o cliente a escolher o modelo que quer; ele confia essa escolha ao próprio site, de tal modo que o que está realmente pagando é um serviço parecido ao de um personal shopper.

Se trata de uma aposta que pode se alastrar a outros ramos como o mundo editorial ou musical, sobretudo através do aproveitamento dos novos suportes digitais. Deste modo, mediante uma subscrição, o cliente pode receber no seu dispositivo móvel um e-book por mês ou uma canção por dia.

 

José Ángel Plaza

Transformação PRISA

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