SmartLife: inovação e colaboração no Cinco Días

lego

Já viram o filme da Lego? Eu passei um bom bocado este fim de semana com os meus filhos e as aventuras do pobre Emmet. É um filme divertidíssimo e, além disso, é um dos maiores cartazes publicitários que alguma vez vi; e posso dizer-vos que é um dos “bons”. Ou seja, as coisas que nos tentam vender (além de uma marca como a Lego, logicamente) são supostamente coisas que têm “boas vibrações”. A saber: a inovação e a colaboração são imbatíveis. E eles sabem bem do que falam, porque foi assim que a Lego se escapou a uma ruína quase certa. Uma empresa com processos obsoletos e produtos caducos que decidiu se transformar através da inovação e da colaboração. Podem ler mais sobre o êxito da filosofia da Lego e sobre a co-criação na empresa dinamarquesa aqui ou aqui.

Por isso, enquanto via o filme e a sua mensagem entrava na nossa mente de maneira bastante crua (a dado momento, o protagonista diz claramente algo deste género: “É bom inovar mas, se juntarmos as nossas ideias em vez de cada um seguir o seu caminho, seremos imbatíveis!”), de repente, me ocorreu que no Cinco Días tínhamos já começado (de maneira tímida) um género de colaboração aberta ou co-criação, se não com os clientes-usuários-leitores (por enquanto), pelo menos com os nossos fornecedores ou colaboradores com quem mantínhamos uma relação se não fria, pelo menos mais distante.

E tudo começou com SmartLife. O acordo a que chegámos com Javier Sanz e Miguel Ángel Muñoz, os líderes de ADSLZone (o grupo mais poderoso em termos de conteúdos tecnológicos em Espanha) começou como um processo de co-criação pura, em que as equipes de ambas as empresas se puseram a trabalhar de mãos dadas, dando ideias, sugerindo soluções, cada um oferecendo a sua experiência e o seu conhecimento sobre cada processo do lançamento. Creio que os resultados são visíveis: um produto inovador, pioneiro (é a primeira página responsiva da PRISA), que já está superando expectativas a nível do tráfego e das receitas e que se traduziu numa nova forma de abordar os conteúdos e a comercialização.

smartlife

Para vos dar um exemplo da mudança que isto significou para um meio mais “tradicional” como o Cinco Días, deixo-vos apenas com o facto de que, no decurso do primeiro mês de vida da SmartLife, mais de 50% do tráfego veio de dispositivos móveis e que mais de 40% da audiência é oriunda da América Latina e dos Estados Unidos.

E a mudança é importante porque pensámos primeiro no usuário e só depois pensámos no produto. Primeiro, nos perguntámos quais eram as necessidades que detetávamos nos nossos usuários e nos dedicámos a analisar os seus comportamentos. Vimos que, no panorama da atualidade informativa sobre conteúdos digitais, havia muita informação especializada, mas que faltava conteúdo mais acessível para o usuário menos “geek” e que, no entanto, lida com a tecnologia no seu dia-a-dia. Portanto, quisemos falar de tecnologia que não fosse ameaçadora, nem complicada, nem tirânica… tecnologia que “simplesmente” nos permita ter uma vida mais inteligente.

E como fazemos isso? A Espanha é o país da Europa com maior número de smartphones por habitante, pelo que estamos dando informação muito atualizada e detalhada, como por exemplo sobre o iPhone 6, cujo lançamento está mesmo ao virar da esquina (dia 19 de setembro), e sobre outros dispositivos, com análises muito aprofundadas, vídeos e galerias de fotos. Também damos dicas sobre os próximos tablets, televisões inteligentes e outros “gadgets”. Mas também nos propomos abarcar coisas mais inovadoras como os carros com uma secção específica chamada Motor, uma vez que os fabricantes incorporam cada vez mais tecnologia nas suas ofertas. Também criámos uma secção para pequenas e médias empresas, na qual falamos de produtos e aparelhos que podem estimular o desenvolvimento de uma empresa deste género no seu dia-a-dia: desde ofertas de banda larga até impressoras 3D ou antivírus que protejam o negócio. Na secção de Lifestyle, contamos tudo o que está relacionado com a “Internet das coisas”, assim como as últimas novidades no desenvolvimento das “smart cities” e toda a informação sobre as aplicações de esporte e de ócio.

Gostaria de terminar partilhando uma das conclusões que retirei há umas semanas, quando tive a sorte de ser convidado pela Esade para o seu #digitalThink, pela mão da consultora RocaSalvatella no magnífico campus desta escola em Sant Cugat (Barcelona). Nessa ocasião, o professor Oriol Iglesias conduziu um workshop sobre co-criação em que vimos a importância de escutar sempre o cliente e, acima de tudo, de o deixar participar nos processos de criação. Creio que estes conceitos, tal como o da inovação aberta ou o crowdsourcing devem ser uma constante também nos meios de comunicação social, que têm vindo a evoluir a toda a velocidade num ambiente cada vez mais mutável.

Aqui no Cinco Días, estamos dando passos nessa direção e eu gostaria que a SmartLife fosse apenas o primeiro passo rumo a mais processos desse género na PRISA. Qual é a vossa opinião?

Gonzalo Téubal

Diretor de Produto online de Cinco Días

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