Tablets, smartphones, computação em nuvem e grandes dados, as tendências para 2012

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Ainda que o ambiente de crise e cortes se mantenha, a indústria das tecnologias da informação apresenta das melhores perspetivas para o ano que se inicia. A empresa International Data Corporation (IDC) prevê que os gastos no setor vão apresentar um aumento interanual de quase 7% em todo o mundo, alcançando quase dois mil milhões de dólares em 2012.

Smartphones, tablets, análise de grandes volumes de dados, mobilidade e as redes sociais encontram-se entre os principais impulsionadores deste crescimento, em que os novos mercados terão um papel fundamental.

Os mercados emergentes representarão, de facto, mais de metade do crescimento previsto, especialmente o Brasil, a Rússia, a Índia e a China, ainda que seja também de notar a rápida evolução da Indonésia, do Vietname e da Arábia.

As empresas de investigação, os meios de comunicação, os jornalistas e os consultores estão por estes dias a fazer os seus balanços, prognósticos e até previsões do que não acontecerá em 2012, para os mais céticos. Apresentamos aqui algumas das principais tendências projetadas.

Mobilidade

Para a IDC, este será o ano da “ascensão do móvel”, uma vez que estes dispositivos superarão os PC em receitas e procura, e as aplicações móveis alcançarão os 85 mil milhões de downloads.

A concorrência no mercado dos tablets continuará a ser feroz, com a Amazon a desafiar o iPad; o mesmo sucederá na área dos smartphones, com a Microsoft a tentar subir no mercado.

No entanto, The Yankee Group supõe que os líderes continuarão a ser o iPhone, o Blackberry e o Android. Prevê-se que a Ásia será o principal mercado para a venda de tablets, com quase 39 milhões de unidades vendidas.

Os pagamentos móveis vão intensificar-se, seguindo a tendência das incursões de 2011 com a tecnologia NFC (sigla em inglês para Near Field Communication): Google Wallet, Visa Wallet, Serve (da American Express) e ISIS. Segundo a CNN, no próximo ano, um em cada cinco telefones celulares contará com esta tecnologia.

Nas nuven

A “computação em nuvem” (cloud computing), ou a capacidade de processar informação em servidores remotos, apresenta-se como uma tendência dominante para os próximos anos. Segundo a IDC, 80% das novas aplicações de empresas comerciais estarão na nuvem.

Mais de 20% das organizações começaram já a armazenar dados em nuvens híbridas, que combinam a sua própria infraestrutura com um fornecedor na nuvem. A Gartner estipula que, em 2016, mais de metade das empresas da lista Global 1000 terá informações importantes guardadas na nuvem.

Os fabricantes de dispositivos como smartphones, tablets e até câmaras estão a pressionar a informática móvel a pensar cada vez mais além do chip, como acontece com o assistente virtual Siri do iPhone 4S, que remete o processamento de todos os pedidos de voz para os centros de dados da Apple.

A IDC prevê que 2012 será um ano extremamente competitivo neste sentido, o que levará os fornecedores a transferir o seu enfoque da construção de infraestruturas para a criação de plataformas de aplicações e ecossistemas.

No blogue de Pepe Cerezo, partilhamos uma infografia que resume as tendências de 2012

Big data

Ainda que não se trate de uma área nova, praticamente todos os analistas preveem que a gestão de grandes volumes de dados será o grande desafio de 2012.

A IDC prevê que os conteúdos digitais aumentarão em 48%, relativamente a 2011, acrescentando-se a isto o facto de a grande maioria dos mesmos ser “não estruturada”, como vídeos, imagens e páginas.

Ricos em informação mas difíceis de analisar, os dados não estruturados serão uma área de investimento vital, de acordo com a empresa Gartner. Segundo os seus estudos, menos de 15% das organizações analisam e exploram os grandes volumes de dados para obter vantagens competitivas.

HTML5

Com o comunicado da , o HTML5 irá impor-se como a linguagem para a criação de aplicações móveis, cada vez mais ricas, interativas e funcionais em todos os dispositivos.

Ao abarcar o XHTML, assim como o HTML, e ao permitir aos programadores integrar vídeos, comandos de áudio e outras funcionalidades nas páginas de Internet, supõe-se que o HTML5 vai transformar-se numa ferramenta chave para permitir que os sites funcionem de forma mais natural nas suas versões móveis.

A PCWorld vaticina inclusivamente que as páginas em HTML5 poderiam substituir, em alguns casos, as próprias aplicações, uma vez que a linguagem torna mais fácil oferecer interatividade no navegador e funcionar como um sistema unificado, sem necessidade de comprar e instalar plug-ins.

Controlo de voz

O assistente virtual Siri, que permite enviar textos, criar lembretes, realizar buscas e muito mais, bastando para isso falar para o iPhone 4S, pode ser o início de toda uma tendência de dispositivos controlados pela voz.

Ainda que os analistas não o vejam como uma realidade iminente, já se aperceberam que existem maiores possibilidades de evolução para esta tecnologia, presente desde há vários anos, mas que até agora não tinha apresentado resultados muito animadores.

A Apple continuará a seguir esta linha noutros dispositivos, como a Apple TV ou futuras versões do iPad e do iMac; outros fabricantes seguirão o seu exemplo, seguramente.

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