TechnoLoly: como criar uma app amadora para uso profissional

Russian doll family

Queria apresentar-lhe a nossa aplicação,  TechnoLoly. Está enfocada no apoio ao ensino e à aprendizagem da disciplina de Tecnologia do primeiro ano do Ensino Secundário Obrigatório (ESO – sistema educativo espanhol). E digo “nossa” porque, apesar de a autora material ser a minha mulher, Lola López, toda a família participou na sua criação: eu, cuidando das nossas duas filhas pequenas para que tivesse mais tempo e o computador livre para poder trabalhar; os avós, entretendo as meninas para assim permitir que a Lola e eu trabalhássemos juntos a nível de ideias, software, textos, gráficos, etc.; e as nossas filhas, contagiando-nos com o seu entusiasmo, que chegou ao ponto de nos exigirem que a nossa próxima aplicação seja sobre o Monster High.
Digital StillCamera

A aplicação surge como a combinação da necessidade de realização de um projeto de final de curso adaptado aos tempos atuais e a experiência da autora como docente do ensino secundário. A Lola é engenheira técnica industrial e trabalha como professora de Tecnologia do ESO num colégio de Madrid. Para se adequar ao Processo de Bolonha e à nova reforma da lei da educação, viu-se na necessidade de obter um curso em Engenharia Industrial que lhe permitirá dar aulas de outras disciplinas (matemáticas, física, etc.).

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Uma vez aprovadas as disciplinas do curso de equivalência, restava-lhe apenas a realização de um projeto de fim de curso. Tendo em conta a sua experiência laboral, estudou a possibilidade de fazer algo diferente e inovador, como conceber uma aplicação educativa para dispositivos móveis. Partindo do facto de a evolução das TIC estar em pleno auge e a sua utilização como recurso didático nas aulas ser cada vez mais frequente, para além de a grande maioria dos alunos do secundário dispor de celulares com ligação à Internet, pareceu-nos razoável criar uma aplicação baseada na transmissão de conteúdos e conhecimentos à distância, para que fizesse parte do seu processo de ensino-aprendizagem. Por outras palavras, o chamado e-learning ou m-learning, quando é feito através de dispositivos móveis.

O conteúdo da aplicação centra-se na disciplina de Tecnologia do primeiro ano do ESO, concretamente nas matérias de Eletricidade, Mecanismos e Estruturas, já que é o momento em que os alunos têm contacto com a disciplina de Tecnologia pela primeira vez e, ao ensiná-la de uma forma lúdica, pode despertar-se neles um maior interesse em estudá-la. Para chegar ao nome TechnoLoly, era evidente que tínhamos de incluir o nome da autora, pelo que fizemos um pequeno jogo de palavras combinando o seu nome com a sua verdadeira paixão, a tecnologia.

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Para o desenvolvimento, escolhemos a tecnologia Android, tanto pelo seu caráter de livre distribuição, como pelo crescimento competitivo que esta plataforma experimentou num curto espaço de tempo. Quanto ao instrumento de criação da aplicação, tendo em conta os limitados conhecimentos de programação da autora do projeto, optámos pelo uso de uma ferramenta de criação de aplicações para dispositivos móveis chamada App Inventor. Este programa é, ao mesmo tempo, uma linguagem de programação, uma ferramenta de design e um meio de criação de aplicações para celulares e tablets que funcionem com Android. Além disso, dispõe de um simulador para ir testando os progressos.

Tendo em conta o esforço que fizemos, não esquecer que é uma criação praticamente amadora, sentimo-nos orgulhosos de termos criado o TechnoLoly. Por um lado, oferecemos aos alunos um meio novo, diferente e atrativo para aprender parte da matéria educativa da disciplina de Tecnologia e, por outro lado, e talvez mais importante, provámos-lhe que pessoas sem conhecimentos prévios de programação (como a professora deles) foram capazes de realizar um projeto deste tipo, incentivando-os a começar a dar rédea solta às suas ideias e fomentando assim a inovação desde cedo.

A app é gratuita e pode ser descarregada na Play Store do Google a partir desta hiperligação: TECHNOLOLY

Queremos melhorá-la, pelo que qualquer tipo de opinião ou de críticas será bem-vindo.

Antonio Hernández Conde
PRISA Noticias

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