Tendências SEO para 2016. Viva o conteúdo

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Na engenharia digital, há uma regra básica: olha em frente, porque o que fazes hoje será diferente amanhã. Quem tenta fazer as coisas bem na Internet já ouviu falar muito sobre a atualização. Mas não podemos encarar nada como estanque, exceto a coerência e o senso comum, portanto, seguindo o caminho que o Google nos tem vindo a indicar ao longo dos últimos anos, as tendências que marcam este ano de 2016 nas buscas são – a meu ver e se mo permitem – as seguintes:

1.- O vídeo.

Parece que passamos a vida a falar sobre isto, mas não vai desaparecer por muito que insistamos. É uma realidade que o consumo de vídeo aumenta a passo de gigante, por isso, se forem inteligentes, saberão tirar proveito deste tipo de conteúdo. As plataformas melhoram a sua estrutura, há mais espaços e, acima de tudo, mais formatos para desenvolver o seu potencial. Já não basta recorrer ao mais fácil, porque o utilizador quer tudo: texto, imagem, vídeo, som e um maravilhoso feedback nos seus comentários. Pensem na posição cada vez melhor que os vídeos obtêm nos resultados de pesquisa e ajam em concordância, sejam originais, façam a apresentação de conteúdo mais plural que conseguirem e causem um verdadeiro impacto. Emocionem, sejam eficazes. O vídeo vale a pena.

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2.- As pesquisas por voz.

Parece que ainda ontem nos esforçávamos por dizer a palavra smartphone constantemente e parecer mais interessantes. E sim, fomos bem-sucedidos, porque agora sussurramos ao Siri, ao Cortana e ao Google Now. Pronto, Google, conseguiste. Em 2016, temos de adaptar os conteúdos a essas consultas cada vez mais locais e totalmente humanas. Geolocalizar o nosso produto, responder às perguntas que os utilizadores colocam num determinado momento e lugar e adaptar a lógica do nosso conteúdo à semântica da nossa própria conversa é o grande desafio de SEO que os ecrãs dos nossos telemóveis impõem. “Siri, qual é o restaurante chinês mais próximo?”

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3.- O telemóvel.

Se têm uma certa obsessão com o prolongamento da vossa mão, também conhecido como iPhone, Nexus, Samsung ou Huawei, não se preocupem. Fazem parte da percentagem de pessoas que confirmam que as pesquisas no telemóvel já ultrapassam as pesquisas feitas no computador pessoal. Já podem gritar bem alto “mobile always!” e ser responsive – e responsáveis. Há muito tempo que o Google penaliza os sites que não oferecem uma boa experiência móvel ao utilizador e premeia os que o fazem nos resultados de busca. Recordemos o lançamento feito pelo gigante de Mountain View com a sua etiqueta “Mobile Friendly”, que recorda a todos os que pesquisam se a página está ou não adaptada. Serão sujeitos à humilhação online, entre outras coisas, se ainda preferirem o Flash, se quiserem que o utilizador faça zoom no vosso texto minúsculo ou se não adaptarem os conteúdos aos ecrãs que nos rodeiam.

 

4.- A intuição.

Entramos agora na parte mais mística da história. A Google sempre demonstrou um grande interesse em organizar a web de uma forma lógica e transparente, baseada no senso comum e na intenção do utilizador. Ora bem, 2016 é o ano da intenção de quem pesquisa, da semântica mais útil. Não se trata de popularidade – se bem que isso também – mas de mostrar ao leitor curioso aquilo que precisa de saber naquele momento. Parem de encher o vosso site de palavras-chave como se de um processo automático se tratasse, apoiem-se na subtileza e na variedade da língua, meçam as consultas das pessoas e façam com que os vossos conteúdos criem empatia com as mentes delas. Esta investigação de palavras-chave deve ser de qualidade, com frases muito concretas e através de sinónimos de keywords relacionadas entre si. Ou seja, dispersemos e compreendamos o que querem: “viajar de bicicleta”, “cicloturismo”, “escapadinhas de fim de semana” ou “fazer os Caminhos de Santiago de bicicleta”.

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5.- A localização e a marcação.

As resenhas do Google foram apenas o início do caminho: geolocalizar absolutamente tudo, abrir nichos de negócio e dar resposta às necessidades do utilizador que procura “restaurantes no centro de Madrid”. A esta receita, acrescente-se um telemóvel, uma pitada de som a cargo do Siri e depressa se percebe que o resultado é o mais lógico: oferecer a quem pesquisa o resultado mais acertado e concreto do mundo. Ponham a vossa marca no mapa, façam com que os vossos clientes interajam e que contactem com apenas um toque e triunfarão. 50% das pesquisas no telemóvel são feitas a nível local e 66% do tempo que os utilizadores passam online é passado através dos seus dispositivos móveis. Pensem no propósito dos wearables, ajudem os motores de busca a interpretar os conteúdos e tirem proveito dos microdados: marquem um evento nos resultados e mostrem o vosso produto. A vossa percentagem de cliques melhorará graças ao padrão e toda a informação detalhada que fornecerem.

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6.- As redes sociais.

A quem ainda tem dúvidas quanto à presença que o Facebook ou o Twitter têm e terão nas páginas de resultados, tenho isto a dizer: a sua autoridade, o seu potencial e a sua relevância para o utilizador é tal que todo o caminho que percorrerem nelas servirá para aumentar a classificação dos vossos conteúdos de forma inexorável. Esta plataforma de difusão de alcance brutal faz com que, em 2016, os conteúdos publicados nas redes sociais sejam mais considerados do que nunca pelos motores de busca. Dá credibilidade e classifica os sítios por palavras-chave. Quantas mais vezes se partilhar algo nas redes sociais, mais relevante se torna esse link. Não nos esqueçamos que o Google já indexa diretamente os tweets que mais peso tiverem na Internet. Como se não bastasse, o Facebook também se chegou à frente e permite que o motor de busca aceda aos conteúdos de páginas públicas como as dos media ou grupos. E, assim, o lugar onde os utilizadores passam mais tempo quando estão online torna-se acessível. Passo a citar um googler com autoridade: “O Facebook e o Twitter são tratados como qualquer outra página do nosso índice, portanto, se acontecer alguma coisa nessas redes que nós consigamos identificar, podemos mostrá-lo nos nossos resultados de busca.”

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7.- As aplicações.

O desafio parece claro: caminhar rumo a um universo constituído apenas por apps. Por esse motivo, a Google presta mais atenção à indexação das mesmas. Insisto, 89% do tempo que um utilizador passa no telemóvel é dedicado precisamente às aplicações móveis. A importância do ASO, ou seja, da otimização dentro da App Store, é cada vez maior. O Google indexa os seus conteúdos em função da sua App Indexing – relevância. O número de downloads é um fator chave que nos conduz diretamente à essência do SEO: a usabilidade. O utilizador manda, sabe o que quer e precisa que nós e a nossa empresa também tenhamos perfeita noção disso.

Mas convém saber que, apesar de todas estas coisas e do que se avizinha, neste ano de 2016, o rei continuará a ser o mesmo: o conteúdo. O conteúdo bom, de qualidade, que nunca nos deixa ficar mal.


Katy Lema
SEO Editorial, EL PAÍS

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