TIC-TAC-TEP: as siglas da aprendizagem aumentada

Books and a coffee cup

Se a letra de uma canção de Lady Gaga contivesse dados fundamentais sobre a Revolução Francesa, os alunos de liceu se mostrariam mais interessados em estudar este capítulo da História Universal. Deve ter sido nisto que pensaram os professores Amy Burvall e Herb Mahelona quando criaram History Teachers, um canal do YouTube em que os grandes feitos de todos os tempos são aprendidos ao ritmo de êxitos da música pop. A ideia destes docentes depressa obteve o apoio dos internautas, a ponto de, até hoje, os vídeos musicais deste canal terem sido reproduzidos cerca de 6 milhões de vezes. Você pode ver um vídeo de exemplo no final deste post.

Apesar de não se tratar de lições completas, estes clips musicais servem para reter conceitos e despertar a curiosidade dos alunos que, ao se sentirem atraídos por um tema concreto, decidem depois ampliar conhecimentos recorrendo não só a outras fontes de aprendizagem mais tradicionais, como enciclopédias e manuais escolares, mas também partilhando impressões nas redes sociais e tirando o maior proveito possível da inteligência coletiva. Pelo menos, é esta a opinião de Dolors Reig, psicóloga social e editora de EL CAPARAZÓN, um dos blogues em língua espanhola mais influentes na área da inovação, da educação e da tecnologia.

Para Reig, o êxito de History Teachers radica em ter sabido adaptar a educação à linguagem dos alunos, o que, em conjunto com outras competências, resulta na criação de uma “aprendizagem aumentada”. Este foi, precisamente, o assunto sobre o qual se debruçou o primeiro Café CREA, organizado por www.ineverycrea.net, a rede social de professores da Santillana, celebrado no passado 17 de maio no Centro de Inovação Ballesta (CIBALL) de Madrid. Neste encontro, e sob o título “Aprendizagem na sociedade aumentada”, Reig expôs os elementos chave que, a seu ver, devem marcar a influência no sistema educativo dos novos ambientes criados pela Internet. (http://agoranews.es/2012/05/17/directo-cafe-crea/).

 

Em traços gerais, o objetivo é que professores e alunos desenvolvam e partilhem competências em torno de três conjuntos de siglas: TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação), TAC (Tecnologias da Aprendizagem e do Conhecimento) e TEP (Tecnologias do Empoderamento e da Participação).

Para Reig, a aplicação desta última sigla (TEP) na sala de aula é o que realmente dará sentido a uma aprendizagem aumentada moldada por alunos proativos. E o segredo está em usar de forma correta as TIC e as TAC para motivar os alunos, potenciar a sua criatividade e incrementar as suas capacidades em múltiplas áreas, assim como para aproveitar as sinergias entre professores e estudantes. Neste sentido, Reig defende uma formação em valores oferecida por professores especializados em aprendizagem e que, de algum modo, saibam transformar a aula num jogo aberto à participação e ao conhecimento partilhado.

Estes e outros temas continuarão a ser debatidos nas próximas edições do Café CREA, que a partir de agora terão uma periodicidade trimestral e que contarão sempre com um orador de qualidades reconhecidas.

 

José Ángel Plaza
Santillana Negocios Digitales

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