Um passo firme para transformar a educação

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Pelo segundo ano consecutivo, diretores e tomadores de decisões dos principais colégios do México se reuniram no 2° Congresso Nacional Santillana.Compartir, que, nesta ocasião, teve lugar em Cancún sob o tema “Tendências na Educação” e contando com a participação de 450 assistentes de 212 escolas, assim como de 25 palestrantes de 6 países.

Estes números dão-nos uma ideia da magnitude do evento que, graças ao trabalho de equipe dos colégios, começa a se transformar num espaço fundamental para promover a integração da tecnologia na educação.

Classroom

Não há palavras mais adequadas para explicar a razão de ser deste congresso do que a frase partilhada por um dos professores usuários e que ecoou ao longo do evento: “O docente que não integra a tecnologia nas suas aulas está educando alunos do século passado”.

Com esta ideia em mente, os docentes enfrentam o desafio, nada fácil, de educar os alunos da sociedade do conhecimento, e foi por isso que, em cada conferência, os palestrantes tiveram a consciência de fazer um apelo à não-rejeição ou ao temor da tecnologia e incentivar a integração da mesma na sala de aula, aproveitando o domínio que os alunos têm da mesma para os envolver no processo de ensino e de aprendizagem, onde são eles, juntamente com o professor, os responsáveis por garantir que funciona e que é aproveitada ao máximo.

Molly_Schroeder

Neste processo de transformação da educação, a mensagem é clara; a tecnologia por si só não resolve os problemas do sistema educativo, e mais, pode mesmo agravá-los se for apenas usada para continuar realizando as mesmas atividades dentro da sala de aula que já se faziam anteriormente, só que num suporte digital. Isto não é suficiente, são necessários novos processos e modelos pedagógicos que realmente conduzam à melhoria do rendimento dos alunos.

Asistentes Congreso SCpeq

Foram feitas muitas recomendações para facilitar esta mudança, tendo sido para mim uma das mais valiosas a de Molly Schroeder, que propõe “Viver em Beta” (Living in Beta / Moonshot Thinking), ou seja, nos submergirmos na tecnologia e nos novos modelos, mesmo que não os dominemos, mesmo que não tenham sido experimentados antes e pareçam assustadores; é certo que cometeremos erros, mas não faz mal, pois sempre aprendemos algo.

O encerramento do congresso deixou-nos com uma conclusão: é claro que é necessária uma mudança de metodologia que não se pode adiar, temos de mergulhar de uma vez nessa transformação e atrever-nos a inovar na integração da tecnologia na educação, mas não estamos sozinhos nisso. Na própria Internet, encontramos uma grande comunidade onde diretivos, docentes e alunos de todos os países partilham recursos, conselhos e nos contam como ultrapassaram os obstáculos que enfrentaram nas suas aulas, nos fornecendo assim ferramentas para experimentar, falar, corrigir e continuar aprendendo.


PerfilCésar Gallego
Jefatura de Marketing Digital y Comunicación Online en Santillana México.

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