Velhos gestos, novos gestos

gestos

«Toda a inovação tecnológica gera novos gestos e novas formas de comunicação.»

Peter Collett, perito em comunicação gestual

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Se olharmos por um segundo para estas imagens, que representam um gesto realizado com as mãos, seguramente que reconheceremos o que nos querem transmitir. Certo?


A comunicação não-verbal realizada através de gestos é uma forma natural de nos expressarmos no nosso quotidiano. Pedir a conta levantando o braço com um lápis fictício que escreva na mão, apontar para o pulso com o dedo indicador da outra mão para perguntar as horas, juntar o polegar ao indicador formando um círculo para comunicar algo que parece perfeito ou simular que bebemos de um copo imaginário para pedir mais uma bebida num bar cheio de pessoas são ações reconhecidas por todos e que, certamente, já realizamos mais do que uma vez.

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As novas tecnologias estão transformando e acrescentando novas formas de expressão gestual. Este fenômeno se denomina, em inglês, por “GesTICulación”. Baseando-se numa realidade em que os smartphones e tablets proliferam, a HP realizou um estudo que demonstra que novos gestos provenientes da utilização de dispositivos digitais se estão se estão instalando na nossa forma de comunicação não-verbal. Para a realização do relatório, foram inquiridas 6.000 pessoas na Alemanha, Espanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia para saber se eram capazes de identificar nove ações gestuais.

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As três primeiras eram as que mostramos no início em imagens, e as três seguintes mostradas aos inquiridos eram de gestos relacionados com a tecnologias e amplamente conhecidos, como levara um telefone imaginário ao ouvido para transmitir “me liga”, mover o polegar para indicar a escrita de uma mensagem no celular e, por último, deslizar os dedos da mão sobre um teclado virtual para indicar a escrita de um e-mail.

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táctil

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Por último, se pediu para identificar as ações tecnológicas da imagem em cima, relacionadas com telas táteis: mover o dedo indicador para fazer scroll, mudar de página deslizando lateralmente o indicador e, por último, uma imagem de zoom in e zoom out para aumentar ou diminuir um conteúdo da tela.

Os resultados do estudo estão expressos no seguinte gráfico:

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Set of hand gestures

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Como era de esperar, o gesto quotidiano de perguntar as horas foi um dos que alcançou maior reconhecimento médio em todos os países europeus. De igual modo, o gesto que identifica a ação de telefonar obteve rácios que rondavam os 100% de reconhecimento.

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Quanto aos novos gestos tecnológicos contemporâneos, os relacionados com as telas táteis, o que mais problemas apresenta é o de zoom out, que obteve uma média geral mais baixa. A Espanha e a Rússia se destacam, tendo 97% dos inquiridos reconhecido o gesto de passar a página, e os franceses obtiveram os piores resultados neste particular.

O surpreendente é que a ação que significa “OK” obteve uma média menor, porque em países como a França ou a Rússia, julgavam que se tratava da representação do número zero. A explicação dos resultados díspares obtidos quando à identificação de “pedir uma bebida” se deve às diferenças culturais de cada um dos países do estudo.

O que este inquérito demonstra é o reconhecimento generalizado desta nova vaga de gestos relacionados com a tecnologia, tanto em torno do PC como de dispositivos móveis digitais. Outra das principais conclusões obtidas foi que a idade não afeta a capacidade de uma pessoa para reconhecer novos gestos tecnológicos, já que apenas 2% separam a taxa de identificação obtida pelos maiores de 65 anos e o grupo de jovens nativos digitais entre os 18 e os 24 anos.

Os velhos gestos convivem com os novos, que se universalizam de dia para dia para se tornarem quotidianos.

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